| O autor do segundo gol do Botafogo contra o Corinthians: Igor Rabello Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo
A partida ocorreu a dois dias atrás, ou seja: no dia 23, uma segunda - feira e hoje (quarta) dia 25, é que eu consigo parar e começar a escrever estas linhas. Depois de um tempo escrevendo aqui neste blog, aprendi que escrever com uma certa distância do dia da partida, não é muito legal, mas resolvi abrir uma exceção pois (salvo algum engano) esse foi o primeiro jogo entre Botafogo x Corinthians que assisti no estádio e merecia uma crônica especial! Então sente - se, acomode - se...pegue sua latinha de cerveja ou refrigerante, uns bons petiscos que essa crônica pode ser pequena ou não!
Na manhã de segunda - feira, amanheci com uma tremenda dor nas pernas (tenho trabalhado muito em pé) e sabendo que iria ficar a maior parte do tempo em pé no estádio e sabendo ainda mais que iria trabalhar no dia seguinte, pensei em deixar de ir ao jogo, mas por outro lado pensei também que são exatamente nesses jogos e nessas circunstâncias que o Botafogo surpreende vence o jogo, mas acima de tudo: vence jogando bem! Decidi que tinha de ir a esse jogo e comecei a fazer um tratamento intensivo a base de cataflam gel para que ao menos as dores que eu sentia amenizasse: o que não fazemos para estarmos com o Botafogo!
Mas havia a questão do tempo lá fora: durante a noite choveu; quando acordei o céu estava cinzento e ameaçava chuva a qualquer momento. De repente aquele cinza claro ficou mais escuro e caiu uma chuva fina mas intensa, o que me fez pensar em decidir se realmente iria ao jogo somente minutos antes que eu estivesse a ponto de sair de casa! E um detalhe muito importante: até chegar ao Estádio Nilton Santos, eu iria fazer umas escalas pelo caminho. Não estava totalmente recuperado das dores nas pernas e por conta disso coloquei a pomada na mochila; coloquei um boné (para não ter que abrir guarda - chuva caso a chuva fosse fina e de fraca intensidade); vesti uma camisa do Botafogo (óbvio) e por cima dela um casaco (também do Botafogo para que eu pudesse me proteger da chuva), calça jeans e sapato parecendo mais que eu estava indo trabalhar do que indo para um jogo de futebol no estádio! Não saberia precisar quanto tempo fiquei no ponto, mas creio que o ônibus não demorou tanto a vir.
Hoje (quarta - feira) pela manhã vi a publicação de um amigo onde ele diz (creio ter sido mais ou menos essas as suas palavras) que é grato a tudo pelo que o Gatito fez pelo Botafogo, mas que é hora do goleiro Jefferson voltar; penso como muitos: o momento é do Gatito defendendo o Botafogo dos times adversários e vou mais além: acho que o Botafogo deveria manter os dois! Esse meu amigo (Augusto Henrique) disse que o Botafogo poderia usar Gatito como moeda de troca (muitos torcedores pensam dessa forma também, inclusive eu em determinadas ocasiões) até por que nenhum dos dois irá querer ficar na reserva! Por outro lado, respeitando a opinião de cada um que acompanha essas minhas crônicas ( e sabendo que serei criticado por isso) utilizo as palavras do referido amigo em relação ao goleiro Jefferson: Jefferson é ídolo incontestável, um patrimônio, unanimidade dentro do Botafogo, porém mesmo com tudo que o Jefferson fez (e não foi pouco) está na hora de começarmos a pensarmos em uma renovação e eu (de forma particular) optaria por ficar com o Gatito que ainda é novo e tem tanta qualidade quanto o Jefferson! Vejo que ele acertou mais do que errou defendendo as cores do Botafogo (e não estou falando dos pênaltis) e aproveito essa deixa para dizer que talvez ele pudesse ter falhado naquela bola do jogador do Corinthians que esbarrou no travessão! Entretanto, creio que ele (Gatito) esteja com crédito!
Não posso deixar de elogiar a atuação de Arnaldo que correu e explorou bastante a lateral e o mesmo posso dizer do Victor Luís que mesmo tendo falhado algumas vezes durante o ano até aqui, sempre o defendi e como sempre digo, esses elogios são suspeitos pois gosto das atuações deste jogador, de sua fé, de sua fibra, de sua GARRA vestindo a camisa do Botafogo! A atuação de Igor Rabello foi incontestável: jogou pra cacete e ainda fez o segundo gol que nos daria a vitória sobre o líder do campeonato! Será que o Botafogo conseguirá mantê - lo para a temporada 2018? Rabello está valorizado no mercado...no calor da emoção nem vi como foi o gol do General e se sei que o gol foi de cabeça foi por que eu li nos noticiários!
Desembarquei ali pelas imediações da estação do BRT da Vila Militar para esperar o meu segundo ônibus: o Ônibus que me levaria para a Vila da Penha. Estava com sorte: o ônibus não demorou muito e logo após de estar acomodado tirei da mochila os dois livros para ler (fui alternando entre um e outro até chegar ao meu destino final) e isso (ler livros nas conduções) é algo que já não vinha conseguindo fazer a algum tempo! No decorrer da viagem vi o céu escurecer cada vez mais e por incrível que pareça, mesmo com aquela chuva fina intermitente o trânsito estava bom na Av. Mons. Félix (via esta que na maioria das vezes é quase que impraticável de se passar) e sendo assim cheguei logo ao meu destino (não tão final assim) que era a Vila da Penha: dali, sairia para o Nilton Santos!
Fui recebido pelos meus amigos Kiko e Vinícius e enquanto eu esperava por Rosilma (como de praxe) ficamos conversando. Não demorou muito Rosilma chegou e sem mais de longas saímos rumo ao Nilton Santos. Apesar da partida ser apenas às 20 horas decidimos sair o quanto antes devido o trânsito que poderíamos enfrentar e foi a decisão mais acertada que tomamos: ao contrário da minha ida para a Vila da Penha cujo o trânsito estava bom, não poderia dizer - se o mesmo da saída deste bairro para o Engenho de Dentro! O grupo estaria limitado: Nininha desta vez não iria conosco e sabe como é: a gente só sente falta de quem a gente gosta e temos assistido a tanto jogos juntos neste ano que ficou um vazio...Rosilma e eu fomos conversando sobre a vida, sobre o cotidiano até chegarmos na residência de nosso amigo Celso que nos acompanharia até o estádio. Começamos a conversar sobre o Botafogo e de um amigo especial: Delneri que está hospitalizado e o qual esperamos sua pronta recuperação pedindo a Deus que dê forças para sua filha Gláucia e toda família.
Rodrigo Lindoso apareceu bem ali pelo meio de campo; no final do jogo ouvi muitos torcedores elogiando a atuação do João Paulo e dizendo até mesmo que foi uma das melhores partidas dele no ano! Houve quem criticasse Marcos Vinícius devido aos seus erros de passes que culminaram algumas vezes em recuperação do time adversário, mas no mais, vi ele se movimentando bastante, buscando jogo, algo que Leo Valência também fez bastante ao substituir o próprio Marcos Vinícius!
Deixei para citar este jogador por último: Bruno Silva! Será que ele fica ou será que vai embora? Porra, Bruno Silva! Se quer ficar, faça um esforço e fica caralho...monstro, mito, jogou pra cacete, talvez tenha jogado até mais do que em alguma outra partida da Libertadores! Ele veste a camisa do Botafogo, possui a GARRA e a determinação, presença que o Botafogo precisa ter dentro de campo, mas claro que sem menosprezar os outros jogadores que vem fazendo uma campanha de excelência durante o ano: pena que faltou uma taça para coroarmos o ano!
Na saída do estacionamento do setor oeste pude ver de longe um jovem torcedor com a bandeira do Botafogo tremulando nas costas e o reconheci como sendo o amigo Maicon Douglas: pensei em chamar, mas a distância era muito grande e preferi deixar para uma outra oportunidade e seguimos em frente rumo ao nosso setor: o setor leste! no final da partida (ainda dentro do estádio) eu teria a oportunidade de ver do lugar onde estava o amigo Leo Gomes (o qual infelizmente desta vez não tive a oportunidade de cumprimentar) e um pouco depois que eu cheguei tive a oportunidade de ver esses dois amigos, pai e filho: Francisco e Ricardo. e iria ver muitos outros conhecidos por lá! Teve um que veio até mim e fez questão de me cumprimentar: "Eugetito Fernàndez". Outro que passou bem próximo a mim, mas o qual não tive a oportunidade de cumprimentar, foi o Carlos Henrique e isto (todos estes) antes da partida começar!
No intervalo eu pude observar a presença dos amigos Lorran e Lucas. Aliás, vou aproveitar que falei em intervalo para dizer que para se fazer um bom lanche dentro do estádio, comer e beber bem, ou você vai sai de casa bem alimentado, não se alimenta lá dentro ou vai cheio de dinheiro pois as coisas estão caras pra caralho lá dentro!
É como eu sempre digo: falar de Rodrigo Pimpão é complicado pois gosto do futebol dele tanto quanto gosto do futebol do Victor Luís e se a parte técnica não anda tão bem ultimamente, vale a disposição a GARRA, a vontade de ajudar os companheiros! Pimpão foi substituído no segundo tempo pelo Guilherme.
Na parte II desta crônica, irei comentar sobre a atuação do Brenner, a bronca da torcida do com o jogador Gabriel (que já foi jogador do Botafogo naquele time de 2013), Jair Ventura, Jô reclamando de pênalti (logo quem!) e a festa da torcida no fim do jogo!
Saudações Alvinegras!
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Botafogo 2 x 1 Corinthians - de igual para igual!
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