| Fica ou não fica? Você gostaria que ele ficasse? Foto: Celso Pupo/Fotoarena/Lancepress!)
Quando terminei a primeira parte da crônica, tinha como ideia começar esta de uma outra maneira, mas mudei de ideia quando escolhi a foto acima e agora eu vos pergunto (uma vez mais) você gostaria que o Jair Ventura continuasse a frente do Botafogo ano que vem? Ele disse em reportagem que quer ficar e honrar o contrato que irá até o final de 2018! Será que com mais jogadores, jogadores que cheguem para somar um pouco mais e que nos dê uma possibilidade maior de títulos, o trabalho dele será coroado com pelo menos uma taça para nossa alegria? Afinal, como alguns vem dizendo, 95 não foi ontem...
Quando você vai ao estádio, você vai acreditando na vitória do time, certo? Pois é, comigo isso também não é diferente! Mas na segunda - feira eu não estava bem: dor nas pernas, alguns problemas zoneando minha cabeça e isso por um tempo influenciou em um certo desânimo no começo do jogo que já começou eletrizante com o Botafogo mostrando força de vontade, determinação, GARRA...mostrando que jogaria de igual para igual com o líder do campeonato brasileiro! O Botafogo marcava as saídas de bola do adversário e explorou bastante as laterias, as brechas deixadas nas laterais pelo time do Corinthians e poderíamos ter ganho até de mais (o Corinthians não estava jogando bem) se tivéssemos (como Rosilma disse) um jogador matador! Segundo minha amiga e depois eu viria a concordar com mais veemência com ela, o que o Botafogo estava precisando é que viesse um jogador de trás, acompanhando as jogadas pois o goleiro deles (Cássio) estava soltando todas as bolas, como se não estivesse confiante e a defesa deles também não estava atuando de forma coesa!
Estava chateado pois teria que passar a maior parte do tempo sentado; Rosilma me dizia para eu me animar, que eu estava muito calado, que eu deveria xingar...xingar! Hahaha...xingar se tornou minha marca registrada dentro do estádio (e fora também, sendo que fora sou mais comedido) e mesmo que de forma tímida eu estava xingando! Por exemplo: "é lá porra", "toca a bola caralho", "puta que pariu era para chutar" e por aí vai...comecei a me animar depois do primeiro gol: gol do Brenner que (para alguns) não estava jogando bem! Mas quando ele fez o gol eu disse: fala mal do Brenner agora! E detalhe, eu havia dito: vocês vão falar mal do Brenner até ele fazer um dos gols do Botafogo ou um dos gols que nos dará a vitória...VALEU BRENNER!
Não sei o que o Gabriel tem na cabeça: saiu do Botafogo e foi jogar no Palmeiras e agora está no Corinthians: se chegou onde chegou, ele deve isso ao Botafogo! Lembro - me do dia em que fui no evento "pratas na casa" no então (e ainda estádio João Havelange) ter contato com as pratas da casa e em uma das minhas camisas tem o autógrafo deste mesmíssimo Gabriel. Não consigo ter raiva dele, apesar de achar que ele foi covarde quando ao sair do Botafogo saiu fazendo juras de amor e na semana seguinte esculachava o clube que o havia projetado! Ora, amando ou não amando teria sido melhor que não tivesse dito nada...o que eu pude perceber é que ele tomou uma ojeriza, uma raiva, um ódio do Botafogo quase que mortal! Por que Gabriel? Os que estão lá agora são outros! O que foi que a gestão do Maurício Assumpção fez (ou deixou de fazer) por você? Sabemos que futebol é contato, mas por qual razão cometer tantas faltas violentas?
Ainda hoje, estou com minha voz falhando: em determinado momento do jogo, passei a gritar mais, com raiva, com força! Gritei pra caralho (viu, não falei que gosto de xingar quando estou no estádio!) por que acreditava na vitória do Botafogo! No final da partida, uma polêmica: segundo o jogador Jô (Corinthians) a arbitragem teria deixado de marcar um pênalti claro a favor do time dele! Engraçado é que quando acontece com eles, são sempre injustiçados e quando acontece com os clubes adversários, é roubo!
Fim de jogo e vitória do Botafogo para alegria da galera que viu o Botafogo voltar a jogar bem e sair com uma vitória importante rumo ao G4, rumo a libertadores de 2018! Que o Botafogo continue a jogar (daqui para frente) com esta propriedade, vontade, seriedade, GARRA...Se não tivéssemos perdidos pontos bobos, poderíamos estar lá em cima, no topo da tabela!
Como eu disse na primeira parte desta crônica, não consegui falar com o Leo, tio Nivaldo e meus outros amigos que com certeza estavam juntos, na saída ainda esperei encontrar - me com eles, mas não deu, infelizmente. O número de torcedores (cerca de 8 mil) fez barulho na saída do estádio, comemorando a vitória! Gritei o meu tradicional: É BOTAFOGO PORRA, esquecendo a dor na perna e pulando mais do que eu achava que poderia pular e com a certeza de que teria passar a pomada quando chegasse em casa...
Já do lado de fora, vi rapidamente (mas reconheci imediatamente) um amigo recente: Daniel Braune. Pensei em parar e cumprimentá - lo, mas preferi deixar para uma outra ocasião! Rosilma, Celso e eu conversávamos sobre o jogo, nossas impressões sobre a partida e de repente começamos a cantarolar as músicas que costumamos cantar no estádio. Para minha surpresa, após puxar uma dessas músicas, dois torcedores que vinham logo atrás começaram a cantar também e foi logo eles estavam ao nosso lado e fomos cantando desde o setor leste, passando pelo setor Norte (onde eles se despediram de nós) até o setor oeste (sendo que entramos pelo setor norte para chegarmos até o carro). Puta que pariu! Como é bom ser Botafoguense...Momentos ruins eu já vivi, mas nunca parei de cantar e esse fogo no meu peito que nunca irá se apagar!
Foi também na rua do setor norte que passou um carro com torcedores Alvinegros e quem estava no volante (ele de novo) era o amigo Maicon Douglas que ainda na noite do jogo me mandaria uma mensagem dizendo que em uma próxima oportunidade iremos tirar uma fotografia para registrar nossa amizade em mais um momento de confraternização!
No carro, Rosilma colocou um cd com essas e outras músicas que nós cantamos nas arquibancadas e pelas ruas quase desertas da cidade, viemos cantando animados, cantando a nossa vitória!
Passada toda a euforia da noite anterior, era hora de voltar para rotina do dia a dia. Fui para o ponto do ônibus na esperança de embarcar no 916 (nada do 916 vir), perdi a oportunidade de embarcar no 926 e desembarcar em Rocha Miranda e fazer baldeação rumo a Cascadura. Por fim veio o 928 (linha a qual eu não queria embarcar devido o fato de passar por Vicente de Carvalho e digo isso nem tanto por causa da questão da violência que aflige não só aquela área, mas como a todo o Rio de Janeiro, mas sim devido o trânsito! Apesar de tudo, não chegaria atrasado dando tempo até mesmo de parar na banca de jornal do Beto e bebericar um cafezinho!
Eu até tinha mais um assunto para tratar a nível de pós - jogo, entretanto, tenho por meta escrever apenas 12 parágrafos e se formos levar em consideração que (juntando as duas partes crônicas os parágrafos ficaram extensos) decidi terminar neste aqui esta crônica!
Saudações Alvinegras!
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Botafogo 2 x 1 Corinthians - de igual para igual - Parte II
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