quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Grêmio 1 x 0 Botafogo - O sonho não termina aqui


Grêmio x Botafogo
Foto: Paulo Machado/Agencia Freelancer

Saio do trabalho e vou com meu amigo Douglas até Madureira e pego um táxi no shopping rumo a Vila da Penha onde iria assistir ao jogo no Pepito's: lembra do Pepito's onde eu estive (em julho, nas minhas férias) para assistir a partida entre Nacional do Uruguai x Botafogo? Pois é, fui para lá de novo! Só que desta vez o final não foi feliz...depois de um dia estressante no trabalho, ao sair disse para o meu amigo que para ficar "legal" só faltava o Botafogo acabar de estragar meu dia não se classificando para as semi - finais da Libertadores! Se eu havia deixado de acreditar? Não! Mas acontece que veio o cansaço, o desânimo bateu e isso refletiu no meu modo de pensar em relação ao jogo. Entretanto, eu sabia que ao estar ao lado da torcida, ao lado de amigos antigos, de novos amigos, a boa energia iria voltar e foi o que aconteceu, mas nem por isso, a tensão e apreensão deixaria de existir, afinal, sabe como é: se não for difícil não é Botafogo!

O papo com o taxista até a Vila da Penha fez com que a viagem passasse rápido; enquanto aguardava a chegada de Rosilma, fiquei conversando com meu amigo Kiko sobre carros, mas principalmente sobre futebol, principalmente sobre Botafogo e ele (que torce para outro time) disse acreditar que o Botafogo passaria e que o Grêmio não era isso tudo. Sou suspeito para dizer que concordei com ele, afinal sou torcedor Botafoguense e mesmo antes de ter essa conversa com ele, eu já vinha dizendo isso para outros amigos. O Grêmio continuaria a não ser isso tudo, mas em um golpe de sorte (por enquanto vamos dizer que tenha sido isso) eles abriram o placar e o Botafogo (que tinha a vantagem de empates com gols para avançar na competição) não conseguiu fazer o tal gol e acabaria sendo eliminado...

Revi um conhecido (o qual não lembro de ter perguntado o nome da primeira vez que estive no Pepito's) e se ele me disse o nome, não me recordei ontem e também não me recordo agora! Quem estava por lá era o amigo Carlos Eduardo (kadu - com "k" mesmo) o qual fiz amizade após um jogo no Nilton Santos e depois disso (Nininha já nos aguardava em uma mesa próxima de nós - talvez uma das últimas) entramos nas dependências do Pepito's e foi então que vi (bem acomodado na mesa onde eu havia sentado da outra vez) meu amigo Alle: se formos levar este parágrafo para o terreno da superstição, creio que foi por esta razão que o Botafogo não venceu a partida! Mas por outro lado, tal mesa estava sendo bem ocupada: ocupada por um torcedor raiz!

Creio que o jogo já havia começado (não fazia muito tempo) e vi um conhecido chegar: Hebert. Ele passou por mim sem me conhecer. Na altura dos acontecimentos, eu já havia sido apresentado ao Juvenal pelo Alle; não lembro se foi no intervalo, mas na primeira oportunidade que tive, cumprimentei Hebert e aproveitei para cumprimentar ao Flávio também. Vamos fazer uma pausa nessa narrativa para falar um pouco dos outros torcedores:

Havia torcedores do lado de fora: na calçada, na rua; dentro do Pepito's (varanda) mesas ocupadas e dentro do bar propriamente dito, muitos outros torcedores em pé! E se você já leu minhas outras crônicas, deve estar ciente dos comentários que faço em relação a festa, a bagunça que nossa torcida faz no estádio e nesta partida, o Pepito's era uma extensão do Nilton Santos: não deixamos de cantar as músicas que cantamos no estádio, não deixamos de apoiar: principalmente no primeiro tempo do jogo!

O Botafogo fez (será que vou exagerar?) um excelente primeiro tempo: teria sido mais excelente se tivesse em uma (das várias oportunidades que teve) feito um gol. Creio que o essencial é que nós tivéssemos aberto o placar e não eles! Fomos para o intervalo com o jogo em 0 x 0. Estávamos confiantes, porém estava a caminho os 45 minutos finais do jogo e a tensão (se é que ela já não existia), iria se tornar maior!

No intervalo do jogo, cumprimentei meu jovem amigo Lucas que estava com seu pai Osmar. Entretanto eu só iria ver o Osmar durante o segundo tempo quando o Grêmio já estaria nos vencendo e pensei de falar com ele no término da partida, mas infelizmente não foi possível!

Quando o Grêmio fez o seu gol, meio que o Botafogo se desestabilizou um pouco; rostos apreensivos; gritos de incentivo em frente a televisão...nosso time brigava, mas parecia já não te mais a mesma força (eu disse parecia) do primeiro tempo! E o tempo foi passando e o Grêmio catimbando e o Botafogo caindo na manha, na "lábia"deles...e o tempo passando. Fim de jogo e aplausos de alguns torcedores ali presentes; frustração e tristeza momentânea, mas ao mesmo tempo a certeza que temos muitas rodadas pela frente e que podemos ficar entre os seis primeiros ou quem sabe até mesmo entre os quatro!

O torcedor Alvinegro é tachado de chorão, mas tanto ontem quanto hoje, o que vejo nas ruas, nas redes sociais são torcedores orgulhosos! Saí da Vila da Penha para pegar o Ônibus e voltar para casa hoje pela manhã e vi torcedores orgulhosos vestindo a camisa do Botafogo: esse é o espirito! Acreditar sempre, ser otimista! E se não der para ser otimista o tempo todo, seja um otimista - realista (eu consigo ser os dois ao mesmo tempo, mas não sei você que está lendo). Ainda temos um longo campeonato brasileiro pela frente e podemos estar na Libertadores do ano que vem; podemos ficar no G6 e até mesmo entrar no G4! Será sonhar demais com um possível título? Muitos irão dizer que não!

Quando citei o termo "chorão" no primeiro parágrafo da linha acima, foi com um objetivo: antes de sair do trabalho, um colega disse - me para que eu não chorasse no final da partida pois a nossa eliminação era certa. Lhe respondi da seguinte forma: Um dos dois teria que passar e que esse um fosse o Botafogo, mas que se não passasse, não era motivo de choro pois eu acreditava plenamente que ano que vem poderíamos (podemos) muito bem estar disputando novamente esta competição e que agora, estaremos muito mais preparados! Quem sabe o título não venha ano que vem?

E no final da partida fui cumprimentar mais um amigo: Gabriel. E usando minhas palavras (como ele mesmo disse), foi uma resenha agradável, apesar de curta!

Algo que também foi comentado foi o seguinte: Nós precisávamos de um jogador "matador" de uma atacante que decidisse, que decida e também que teria sido melhor (uma vez que também seria um título inédito) termos dado mais ênfase a copa do Brasil (a qual estávamos a um jogo da final) do que apostarmos todas as fichas na Libertadores!

Saudações Alvinegras!!!








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