sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Botafogo 0 x 0 Grêmio - Parte I


Jair Ventura - Botafogo
Foto: Vinícius Britto

Devia ser por volta das 15 horas. O céu estava azul e o sol brilhava forte, sem contar o calor que fazia nesta tarde de inverno. Estava a caminho de mais um jogo do Botafogo, mais uma aventura. O primeiro ônibus que eu viria a utilizar, demoraria um pouco a chegar. Quando chegou, despedi - me do meu pai e embarquei. Como haveria de pegar outro ônibus, já no caminho, comecei a reparar se a outra linha estava vindo e (graças a Deus) estava: contei que meu ônibus não parasse muito e que o outro se mantivesse na velocidade na qual estava. Desembarquei na estação do BRT da Vila Militar e esperei pela tal linha para assim poder partir para a Vila da Penha onde eu encontraria minha amiga Rosilma. Estava dando tudo certo: para você ter uma ideia, consegui me dividir em dois livros durante a viagem (e olha que não vinha fazendo isso em conduções fazia um tempo) e isso mesmo com o trânsito estando bom! Ah, passei tranquilo pelo trânsito fodástico que costuma ter nas imediações da estação do metrô de Irajá e cheguei com sobras na Vila da Penha. Para ficar legal, só faltava a vitória do Botafogo mais tarde...

Enquanto Rosilma não chegava, fiquei conversando com meu amigo Kiko e assisti ao jogo do Real Madri (já não lembro mais quem era o adversário) pela Champions League. Uma curiosidade: meu pai é fã do Messi, mas torce pelo Real Madri; eu (me desculpem a franqueza) não gosto do Cristiano Ronaldo e sou fã do Messi, mas devo admitir que por mais que o time adversário fosse fraco (apesar de em determinados momentos ter dado uma leve canseira no time do Real Madri), foi um jogo bonito de se ver e até me deu vontade de torcer mais pelo Real Madri! O tempo passou, Rosilma chegou e partimos para o estádio Nilton Santos e a sorte continuaria conosco: apesar de estarmos na hora do rush (sem o Jackie Chan e o Chris Tucker) enfrentamos pouco trânsito, poucos engarrafamentos e chegamos tranquilos (e com sobra) ao estádio. Decidimos que iríamos parar no bar do Marquinhos (bar reduto de Alvinegros em dia de jogos que fica em frente ao setor oeste) e fizemos isso pois contávamos encontrar com nossos amigos Fátima e Pedro (respectivamente mãe e filho) para trocarmos umas ideias e assim foi feito. Quando decidimos caminhar rumo ao nosso setor (leste) ainda paramos para conversar mais um pouco com outros dois amigos: Tulio e Sandra. O movimento de torcedores estava intenso...

Entramos no estádio e fui direto ao Stand de venda de copos: tinha copo novo sendo comercializado e eu que iria apenas comprar um cordão para um outro copo que eu já tinha, acabei comprando mais um copo uma vez que iria comprar também para meu amigo Douglas! De longe ouço um grito de alguém a me chamar era tio Nivaldo (o qual as vezes me leva para o estádio) e estava junto com seu filho Leo e também nosso amigo Lucka. Não tão distante vi meu Zé Luis e seu filho Lucas que veio me cumprimentar. Rosilma se juntou a nós e depois de trocarmos mais algumas palavras, seguimos para o nosso lugar habitual (quando assisto aos jogos com o tio Nivaldo, fico em outro lugar). Os lugares da frente já estavam ocupados e estranhei o fato daquela família (a qual já comentei em outras crônicas) não estar lá se formos levar em consideração que era jogo das quartas - de - final da libertadores e em todas as outras partidas eles estavam lá! Fomos para o segundo corredor e começamos a guardar alguns lugares para alguns amigos...

Nesse primeiro corredor havia uma jovem torcedora que em alguns momentos durante a partida decidiu subir na cadeira no que foi advertida por amiga nossa (Angela) de que aquilo não estava correto e a torcedora disse que se não ficasse em pé na cadeira, não conseguiria assistir ao jogo. Já comentei aqui em outras crônicas que faz parte da cultura brasileira assistir aos jogos em pé, mas se faz realmente necessário ficar em pé nas escadas de acesso para os lugares da arquibancada? É correto você subir na cadeira e atrapalhar a visão de outros torcedores? O fato é que mesmo sendo situações diferentes, essa torcedora iria criar um problema justamente por causa de lugares! Explico:

Na última cadeira deste corredor, sentou - se um rapaz (conhecido meu e dos meus amigos) para assistir ao jogo, sendo que na maioria das vezes, ele assiste ao jogo em pé próximo das escadas. Ao lado dele estavam os pais dessa torcedora que levou uma advertência por estar assistindo ao jogo em pé. Como o tal do conhecido não estava sozinho chamou seus amigos para que se juntassem a ele e foi então que a discussão começou: com a chegada dos outros três amigos, a senhora (mãe dessa torcedora) ficou "imprensada" com pouco espaço e depois de um pequeno bate - boca, os outros três se retiraram e os ânimos se acalmaram (devo ressaltar que parte dessa discussão foi durante o jogo e que se estenderia até o intervalo do primeiro para o segundo tempo). O rapaz que havia optado por assistir ao jogo daquele local, preferiu se reunir aos amigos que haviam sido "expulsos" do local onde ele estava. Porém, havia um outro amigo deles que havia ficado acomodado em cima do muro que fica ao lado da cadeira e com a saída do rapaz, ele assumiu o lugar. A confusão que iria ocorrer agora era devido ao fato de que esse rapaz (que também sairia dali depois) estava fumando e que a fumaça estaria incomodando a senhora (mãe da torcedora); o torcedor argumentou que ele estava em um estádio de futebol e que (fumaça por fumaça) muita gente estava fumando e que devia ter muita gente incomodada e que que não poderia fazer muito sobre o assunto. A senhora mesmo (que eu tenha visto) não se manifestou, muito menos o marido dela! No intervalo, um dos torcedores que havia sido expulso voltou a discutir com a jovem torcedora: ele disse que conhecia a mãe dela e perguntou se ela era sócio torcedora para fazer tanta questão de reclamar e ela disse que sim e o rapaz pediu - lhe que mostrasse a carteira de sócio torcedor. Não sei se ela conseguiu, mas o fato é que ela tirou a identidade do bolso e creio não ter encontrado  a carteira de sócio torcedor. Quanto ao rapaz (que também é sócio torcedor) mostrou sua carteira de sócio. Enfim, a discussão acabou.

No corredor logo acima do qual eu estava, se encontravam Diego, seu irmão e a mãe deles, Suely. Diego perguntou - me o que estava "rolando" e contei - lhes o incidente mais ou menos da forma como expliquei no parágrafo acima. Chegamos a conclusão que um erro não justifica o outro, mas que ela (a torcedora) errou ao ficar em pé em cima da cadeira e que os rapazes erraram em querer ocupar apenas um lugar quando eles estavam em grande número: você percebe que as situações são diferentes, mas ambos os lados estavam errados e ela (a torcedora) também envolvida em outra situação digamos, irregular, queria fiscalizar a irregularidade dos outros! Mas para encerrar este assunto de vez, ambas as partes estavam erradas!

Voltando um pouco no tempo, no corredor onde me encontrava, sentaram - se comigo Celso, Angela, Nininha e Rosilma. No segundo tempo, passaram uns socorristas por nós e tiveram dificuldades para ir atender alguém que provavelmente estava passando mal, que não se sentia bem. Angela então disse - me algo que eu concordo com ela (principalmente em casos como esse): se o torcedor fecha a passagem das escadas fica difícil de se transitar e em casos como esse (de emergência) caso dê para se salvar uma vida, pode ser que no final acabe nem conseguindo salva - la devido ao tempo que se perdeu até chegar no local. Talvez para muitos tal fato não seja relevante, mas para mim, para Angela e para alguns outros é!

No corredor acima sentaram - se um grupo bem animado de torcedores. Um desses torcedores no intervalo pediu para que eu e o amigo Diego ( que estava sentado logo em seguida junto de sua mãe e irmão) tirássemos uma foto apontando nossos nomes em nossas camisas pois juntando meu nome e o do Diego, "montava" o nome dele: Thiego! Fiz mais um amigo: solicitei sua amizade no facebook e pedi sua autorização para citá - lo nesta crônica e marcar seu nome! No corredor acima estavam Camila, Zé Luis, Lucas e Bruno. Foi um pouco antes de se acomodar (e ainda antes da partida começar) que Zé veio me cumprimentar!

Foi também antes da partida começar que Bygode JJ foi até onde eu estava me cumprimentar e enquanto ele não chegava (a distancia era pequena, mas havia outros torcedores fazendo o mesmo caminho que ele) cumprimentei o pai de Larissa e também a própria Larissa que são amigos comuns a Bygode e eu! E (que eu lembre) por fim tive a oportunidade de cumprimentar meu amigo Lennon.

No segundo tempo, não sei por qual motivo, torcedores Alvinegros brigaram entre si: outros torcedores tiveram que tentar apartar (e pelo que pude perceber) com êxito; ainda assim a polícia teve que intervir e conduzir o torcedor para fora da arquibancada. Fiquei com pena do pequeno torcedor que assustado chorava, tinha medo o que fez com que Nininha comentasse no final da partida que nossa torcida pode ser um pouco melhor, mas que não chega ser (em determinados aspectos, em determinadas situações) diferentes das outras. por exemplo: na torcida do Flamengo acontece isso e recentemente ocorreu incidente envolvendo a torcida do Vasco e no caso desta partida do Botafogo contra o Grêmio, não foram torcedores de organizadas, eram torcedores comuns, como eu e você  que está lendo esta crônica agora!

Desta vez não houve mosaico, mas um enorme bandeirão em forma de camisa que subia na frente do setor leste e com faixa dizendo: "não se veste, tem - se honra" e bastante fogos! Mas confesso que (dependendo da criatividade) o mosaico fica bem melhor...achei que em determinados momentos (momentos pontuais) nossa torcida deu uma arrefecida, parou, cansou de cantar, sendo que tinha um ou outro que gritava "fogoooo" ou puxava uma música, sem contar que na hora de cantarmos em alguns momentos enquanto um grupo cantava uma parte da letra, outro grupo cantava outra!

Ainda que não tenha sido mosaico; ainda que em alguns momentos (bem poucos) a torcida tenha cansado um pouco, foi (como sempre) desde o inicio dessa caminhada na Libertadores uma festa bonita de se ver e de se participar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário