quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Botafogo 2 x 2 Santos (26/10)

 

Não que eu não tivesse prestado atenção no jogo, mas prestei bem menos do que em outras ocasiões. Não que das outras vezes não tenha sido (também) pela resenha, mas dessa vez foi mais. Foi mais, pois depois de várias idas e vindas, finalmente pude estar com meus primos Washington e Victor Hugo que me deram de presente de formatura (me formei em jornalismo em setembro de 2025), assistir com eles, um jogo do nosso Botafogo.

Quem acompanha minhas crônicas sabe que tem algumas que são especiais, e essa aqui é uma delas. Logo, é bem provável que eu me estenda um pouco mais. A pedido do meu primo, mantive meu whatsapp ligado com minha localização em tempo real. Saí de casa por volta de 13h07. Havia visto no Moovit que o ônibus iria passar às 13h15. Ponto de ônibus vazio e pouco movimento na estrada. Tirei o celular do bolso e vi que já eram 13h18. Comecei a pensar nas opções que eu tinha.

Talvez ir para a Av. Brasil, saltar em Deodoro e embarcar no 543 (Nova Iguaçu - Méier) da Viação Nossa Senhora da Penha e saltar na Av. D. Helder Câmara, altura da Henrique Scheid. Uma outra opção era, de repente, embarcar na mesma linha que me levaria até Marechal Hermes, só que no sentido contrário, rumo a Bangu. Fazendo este trajeto, eu acabaria gastando um pouco mais de passagem.

Domingo, são menos carros circulando nas linhas de ônibus, só que já virou putaria mesmo a linha 731 (Marechal Hermes - Campo Grande) da Transportes Barra. Enquanto eu pensava no que fazer, deu uma 13h25 e o ônibus veio. Trânsito bom, o motorista parou poucas vezes: fosse para embarque ou desembarque. Poucos sinais fechados, creio ter feito a viagem daqui de casa (Padre Miguel) até Marechal Hermes em 15 minutos. Ao Chegar em Marechal Hermes, passei para o outro lado do bairro.

Ao sair da passagem subterrânea, vi que estava passando um 638 (Marechal Hermes - Praça Saens Pena), e eu (que não tinha a menor intenção de correr - apesar do sol entre nuvens naquele momento fazia um calor da porra), apenas apertei o passo, e deixei que ele se fosse. Enquanto eu esperava pelo seguinte, eis que surge a linha 785 (Marechal Hermes - Cascadura) que pertence a mesma empresa do 638 (Auto Viação Três Amigos). Cito este fato, pois pensei que já fosse outro 638: seria sorte demais!

Enquanto esperava por outro 638, dois passageiros que estavam no ponto fizeram sinal para o 908 (Terminal Deodoro - Bonsucesso) da Viação Vila Real: o motorista parou em frente o poste onde tem a placa indicando que ali é um ponto. Sabe - se lá por qual razão, o motorista avançou um pouco, os passageiros foram na direção da porta, mas o motorista não abriu e ainda saiu reclamando: do que você xingaria esse motorista? Eu já pensei em um palavrão aqui. Um dos passageiros acabou por acionar um Uber.

Indignada a outra passageira disse que deveria ter anotado o dia, a hora, o local e o número do carro para fazer uma reclamação sobre o motorista. Meu 638 veio: nem demorou tanto. Calculo que daquele que eu perdi para este deve ter levado uns 10 minutos, que para um domingo, até que não foi muito tempo. Faço parte de um grupo do whatsapp o qual a galera se encontra antes e depois do jogo (daqui a pouco eu cito o nome do local) e também o nome de alguns personagens.

O trânsito também estava tranquilo de Marechal Hermes até o Estádio Nilton Santos. Quando cheguei em Cascadura, atualizei a minha localização no whatsapp estendendo o tempo para que meu primo pudesse continuar acompanhando a minha ida para o estádio. Na Rua Mário Carpenter (quase chegando em Encantado), no alto da ladeira, havia um carro enguiçado: perdemos um pouco de tempo ali, até que aparecesse alguém para ajudar a empurrar o carro. Depois disso, foi tranquilo. Voltou a ficar tranquilo.

Saltei em frente a estação do Engenho de Dentro. Andando pelo calçadão Agnaldo Timóteo, vi que tinha um fotógrafo do estádio tirando fotos, e não só isso: observei que as lentes se direcionaram para mim. Deixei - me fotografar. Queria poder publicar a foto, mas acho que não pode. Segui meu caminho rumo ao "Engenho do Chopp", o point onde eu, Lennon, Suelen, Ednilton, Luiz e outros param antes e depois do jogo para "resenhar."

Ednilton já estava por lá. Enquanto conversávamos, bebi um latão de Brahma com o referido amigo. Washington entrou em contato comigo dizendo que se atrasaria um pouco, mas não demorou muito dizendo para que eu o esperasse na Rua Doutor Padilha, esquina com a estação. Me despedi de Ednilton e parti para o local combinado. Novo contato do meu primo, informando que estava em frente a bilheteria do setor leste. Vou fazer uma pausa aqui. Não vá embora, pois vem aí a parte 2.

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