domingo, 23 de outubro de 2022

Botafogo 0 x 1 Internacional (16/10)


Quando eu comecei a escrever essas crônicas sobre os jogos do Botafogo (2011), não havia um padrão, muita das vezes eu escrevia (ou entregava) dois dias depois. Até que um amigo jornalista (torcedor alvinegro), me disse que a Internet é instantânea, que todos leem muito rápido.
Esse amigo então me sugeriu escrever no dia e entregar a crônica no dia. Com o passar do tempo fui me adaptando a essa realidade. Por isso que tem algumas vezes que prefiro não escrever. Posso citar alguns motivos: aulas na faculdade ou doença.
Pode ser também que eu não consiga ir assistir ao jogo na casa da minha tia. No domingo, as razões foram um pouco diferentes, e ontem eu passei aqui e escrevi uma crônica meio tosca, mas irei tentar melhorar alguma coisa. Primeiro, irei falar do pouco que pude absorver do jogo...
...depois os motivos que me fizeram a não ter tido a devida atenção no jogo. Comecei a assistir ao jogo a partir dos 5' para os 6': sem concentração, não consegui juntar as palavras para descrever (e opinar) sobre o que eu estava vendo (algo que eu irei explicar mais para frente)

O que eu vi foi um começo avassalador do Botafogo: tocava bem a bola, e a posse foi nossa a maior parte do tempo. Gatito pouco trabalhou no primeiro tempo: um primeiro tempo que foi nosso; já no segundo, as dificuldades aumentaram, pois o Internacional começou a se encontrar no jogo.

Ainda no primeiro tempo, o Internacional começou a entrar no jogo. Daniel Borges não fez um jogo ruim, acho até que foi bem; não vi nada que pudesse desmerecer a atuação de Phelipe Sampaio: faça o básico: se não errar e prejudicar o time de alguma forma já ajuda bastante, e não estou aqui falando mal do jogador. Adryelson foi uma das melhores contratações do Botafogo: joga limpo, faz poucas faltas, e está sempre presente para ajudar o Botafogo na zaga. Marçal cometeu alguns erros que proporcionaram alguns sustos ao Botafogo.
Não que não tenham feito uma boa partida, mas não irei citar nomes de jogadores os quais não tenho certeza do que vi sobre suas atuações. Sendo assim, não citarei os nomes de Danilo Barbosa, Eduardo e Junior Santos. Cito aqui os bons jogos e as atuações de Tchê Tchê.
Victor Sá apareceu de forma positiva no jogo (até mesmo o Marçal que se recuperou - mesmo que sem grande destaque - dentro do jogo). Tiquinho nas oportunidades que teve apareceu (e apareceu bem) podendo ter feito a diferença. A torcida pediu Jeffinho.
Sim, ele foi participativo: não prendeu a bola, mas penso que talvez (como torcedor que sou), e do ponto de vista de outros torcedores, a entrada dele no jogo não fez muita diferença. No fim do jogo, o jogador pareceu estar bolado com os próprios companheiros ou com pelo menos um. Quem seria esse um? O que teria acontecido? E não: não é minha intenção levantar qualquer tipo de suspeita, mas sim querer entender. Matheus Nascimento e Luis Henrique pouco produziram e Gustavo Sauer entrou tardiamente e sendo assim fica difícil de fazer uma avaliação.
No final do jogo, a torcida vaiou. Dizer que não temos que jogar no Nilton Santos pois não conseguimos ganhar, é meio que infantilidade e explico o porquê de eu pensar assim: se o outro time (como o Internacional) fizer uma leitura de jogo e tiver jogadores para desequilibrar o jogo, o Botafogo irá perder dentro ou fora de casa seja lá em qual estádio for. Não culpo o Luis Castro. Nós estamos fazendo uma boa campanha no segundo turno, temos chances de beliscar uma libertadores, e como torcedor entendo a frustração da torcida ao vaiar ao time sendo que eu não teria vaiado. Mas repito: entendo o lado do torcedor. Mas lembre-se que o Botafogo já ganhou no Nilton Santos, mas como o retrospecto não é dos melhores, o torcedor se sente no direito de reclamar. Não vi como demérito a derrota do Botafogo. Acho que foi mesmo mais mérito do time adversário. Mas entenda que em nenhum momento o Botafogo deixou de lutar, e vejo isso como ponto positivo, pois temos peças de reposição agora. Do pouco que eu consegui assimilar, essa foi a minha visão de jogo.
Daqui para frente, se você quiser parar de ler, fique a vontade: eu comecei pelo meio e cheguei ao final. Agora vou explicar o que motivou minha falta de atenção, e por mais que esse perfil seja alvinegro, irei opinar sobre a confusão que ocorreu no jogo entre Sport X Vasco.
Só que essa parte da crônica, terá que ficar para depois: tenho que ir na rua resolver algumas coisas e depois estudar, mas fica a dica: se você não quiser saber o antes da partida do Botafogo e sobre o que pensei sobre a confusão no jogo do Vasco, é só dizer.
Mas posso lhes garantir, que o jogo do Vasco e aquela confusão influenciou para que minha atenção fugisse no jogo do Botafogo.
Logo que eu abri a crônica, eu disse que lá trás, no início, um amigo disse que a Internet é instantânea e que as pessoas consomem rápido os conteúdos.
Esse mesmo amigo me disse que, devido a correria do dia a dia, as pessoas querem textos curtos, e você já deve ter percebido que algumas vezes não consigo fazer isso: como hoje. Detalhe: já foi "pior". E olha que essas crônicas de hoje, eu nem estive no jogo.
Almocei e fui descansar (tirei um cochilo), e quando acordei estava com uma dor de cabeça chatinha (mesmo que de fraca a quase moderada), incomodando.
Tomei um banho e liguei para assistir "A lista negra" (série da Netflix - a qual recomendo), e quando acabou (quase cochilando de novo, decidi assistir ao jogo do Vasco: comecei a assistir o jogo a partir dos 20': só dava Sport, o Leão estava melhor no jogo.
Cabe aqui dois parênteses. O primeiro: certa vez amigos da faculdade me pediram para escrever crônicas sobre os outros três times do Rio. Certo dia, escolhi um determinado assunto de momento e escrevi uma crônica sobre o Flamengo.
Meus amigos não gostaram: eles queriam que eu escrevesse a verdade deles, e eu escrevi o que vi. Talvez acontecesse o mesmo se fosse um flamenguista escrevendo sobre o Botafogo. O segundo parêntese é que esse perfil é alvinegro, mas que quando escrevo sobre os outros clubes procuro e procurarei sempre respeitar o torcedor rival que está do outro lado. Mas acho que essa é a primeira vez que fujo dos padrões alvinegros para falar de outro clube, sem que este esteja jogando contra o Botafogo.
Sendo assim, vou opinar sobre a confusão que envolveu Sport X Vasco. Primeiro: quem disse ou disser que o Raniel não tinha que comemorar o gol, esquece que o futebol se resume em gol, e aquele gol trouxe o Vasco de volta para o jogo.
O primeiro erro do jogador foi ter tirado a camisa: recebeu cartão amarelo e estará fora do próximo jogo, prejudicando seu time. Segundo erro (e vou citar um exemplo): ter ido comemorar o gol diante da torcida do Sport que, a partir do momento que a arbitragem marcou o pênalti ficou apreensiva. Os torcedores do Leão também querem ver seu time subir, e o Raniel (ao comemorar), acabou fazendo uma provocação. Os fins não justificam os meios e a torcida do Sport (ou quem de direito) devem ser punidos. De maneira geral, todos devem ser punidos.
Nada justifica atos de violência,mas torcedor vir e dizer que o futebol está ficando chato por não se poder comemorar? Ou, melhor: provocar. Torcedor é paixão, e os torcedores do Sport estavam "pilhados". Eis o exemplo: o Botafogo fez 4 X 0 no Vasco dentro de São Januário pela série B ano passado. Os jogadores, foram comemorar com a sua torcida, e assim como neste ano, os vascaínos também queriam o acesso. Como seria se os jogadores do fosse até a torcida deles e provocasse? Houve a provocação? Houve. Foi o jogador do Botafogo que provocou? Não
A torcida do Vasco é que revoltada no intervalo hostilizou jogadores e comissão técnica. Enfim, deu a hora do jogo do Botafogo, atravessei a rua e fui assistir ao jogo na casa da minha tia, que estava assistindo ao jogo do Vasco e queria saber como terminaria aquela confusão (aliás, eu também): minha (que gosta de futebol), assiste a todos os jogos possíveis do brasileiro.
Começamos a assistir ao jogo do Botafogo a partir dos 5', 6'. O restante você já sabe: sobre o jogo escrevi mais cedo. E se você conseguiu ler até aqui, meu muito
obrigado
.
Saudações Alvinegras.
Obs 1: um tempo atrás, três amigos meus da faculdade me sugeriram escrever crônicas sobre os outros três times grandes do Rio. Esses amigos respectivamente torciam para Vasco, Fluminense e Flamengo. Disse que não estava preparado. Outros também pediram. Até que quando Abel Braga foi demitido do Flamengo, eu escrevi uma opinião sobre o assunto: alguns amigos flamenguistas não gostaram, pois defendi o técnico. Até mesmo um amigo Botafoguense criticou dizendo não concordar com a minha opinião. Espero (rsrs) que não ocorra o mesmo com os amigos vascaínos.
Obs 2: o amigo que eu cito (duas vezes) que me deu dicas e sugestões 11 anos atrás se chama Bruno Saldanha. Achei que ele merecia o crédito. Foram dicas e sugestões enriquecedoras, as quais fui aperfeiçoando pelo caminho. Excepcionalmente (como hoje), volto às origens.

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