quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

São Paulo 4 x 0 Botafogo - É você, série B?

 

Um time apático
Foto: Vitor Silva / BFR




Durante muito tempo (e já comentei isso por aqui algumas vezes), minhas crônicas eram muito mais longas do que você pode ver hoje. Sinto informar que nesta crônica aqui não conseguirei ser objetivo como vinha sendo nas últimas crônicas. Existe algo que costumo dizer que se eu não fosse otimista na vida, não seria otimista com o Botafogo (pode ser ao contrário também, acho que é o mais correto) e até por conta disso (como em algumas outras vezes) esta crônica vem como um desabafo. Tenho uma amiga que sempre me disse (passou a me dizer) para não ser otimista (antes de ser otimista) que eu fosse um otimista realista, e isso em uma época que por mais que o Botafogo estivesse ruim, pelo menos havia um certo poder de reação. Nessa ocasião, se o Botafogo começasse bem, eu era o otimista; se começava a oscilar, não deixava de ser otimista, mas incorporava o otimista - realista. Atualmente (mesmo que ocorra um milagre que nos impeça de ir para a série B), estou no meu momento realista. Meio que sem perspectiva de que algo possa a vir melhorar. Mas não vou deixar você totalmente preso ao meu desabafo. irei intercalar com algumas (poucas) atuações que pude fazer uma análise, até porque (puta que pariu) o time não jogou porra nenhuma; não vem jogando já faz um tempo, porra nenhuma. A ponto de eu nem querer escrever mais essas crônicas, por não ter muito mais o que dizer.

Talvez tenha um pouco de implicância, mas por quê será que na maioria dos gols levados pelo Diego Cavalieri eu acho que ele está mal posicionado? Aliás, para um amigo meu, "com Cavalieri em campo, não tem placar em branco". No primeiro gol sofrido eu achei ele mal posicionado. Segundo um amigo meu (tricolor) que estava assistindo ao jogo, ele discordo de minha opinião, dizendo que tal gol era indefensável, pois foi no "contra - pé". Gostaria de deixar claro que este amigo tricolor já me falou incontáveis vezes que não gostaria de ver o Botafogo na série B, quanto a mim, vivo zoando ele dizendo que o Fluminense tem de pagar a série B. De qualquer forma, Diego Cavalieri voltará a ser tema em parágrafos futuros.

Confesso que umas três vezes já me acovardei e saí antes do jogo terminar (duas delas no Nilton Santos) e uma no Maracanã. Digo isso pelo fato de que, talvez, ontem eu tenha sido covarde ao término do primeiro tempo eu ter desistido de acompanhar o segundo tempo. Sem querer me justificar, covarde ou não, acho que não perdi muita coisa. De certa forma (desculpe - me a franqueza), eu já sabia que o Botafogo poderia perder. Só não imaginava que seria de quatro!

Como eu falei acima, meu amigo tricolor isentou Diego Cavalieri de culpa no primeiro gol, mas não só ele como alguns amigos alvinegros culparam Marcinho no primeiro gol (mais ele do que o próprio goleiro). O segundo gol também foi nas costas de Marcinho, havia um corredor, uma "avenida" por aquele lado. Mas falar sobre Marcinho merece um parágrafo a parte. Você viu ou ouviu o nome de Kanu? Só agora vendo a escalação para escrever esta crônica é que fico sabendo que foi escalado; Marcelo Benevenuto foi expulso em falta infantil e desfalca o Botafogo no próximo sábado contra o Internacional; Rafael Forster também não jogará por ter levado o terceiro cartão amarelo. O que está ruim, ficou pior. Quando o Botafogo sofreu o segundo gol, Cavalieri olha o time se recompondo e balança a cabeça de forma negativa como quem quisesse dizer: "estou fodido com essa defesa". Mas devo ressaltar que ele fez umas boas três espetaculares defesas no primeiro tempo. Segundo alguns amigos, o São Paulo poderia ter feito mais gols se não fosse Cavalieri e (também) pelo fato do tricolor paulista ter "tirado o pé".

Se não existe perfeição, acho que hoje podemos dizer que sim, ela existe: o São Paulo foi cirúrgico; explorou com sabedoria todas as falhas do Botafogo, com toques de bola precisos e boa marcação. Apesar do Botafogo ter tido por um tempo o maior tempo de posse de bola e, até mesmo por ter um estilo de jogo semelhante ao adversário, o tricolor paulista foi mais efetivo.

Eu sempre disse para os meus amigos que não havia jogo do Botafogo que me fazia ficar acordado caso eu chegasse da faculdade e/ou trabalho cansado, a menos que fosse um jogo importante. Talvez, por conta da pandemia, esse ano passei a assistir aos jogos. Alguns comecei a assistir desde o seu início; outros a partir das 22h ou (ainda) o segundo tempo e venho aqui e escrevo esta crônica, mas digo pra você amigo que está lendo que se escrevo esta crônica não é nem tanto pelo Botafogo em si, mas sim pelo fato que sou viciado em escrever. Talvez por isso tenha optado em cursar jornalismo.

Tem alguns jogadores que com todo seu talento, mas sem o mínimo de humildade, eu digo que enchem a porra do saco ao perturbar o Botafogo. Dentro do que acabei de escrever, não tenho conhecimento da personalidade desses três jogadores, mas devo admitir que fizeram a diferença no time do São Paulo, são eles: Brenner, Luciano e Tchê Tchê.

Zé Welison não tem técnica nenhuma: é "trombador", e eu não sei até que ponto isso pode ser bom; Caio Alexandre ainda estava tentando produzir alguma coisa; tudo que Bruno Nazário produzia era sem efeito (aliás, ele entrará em um parágrafo específico quando eu for falar do Marcinho); Lucas Campos foi substituído após a expulsão de Benevenuto, portanto, fica difícil de saber como seria sua atuação no desenvolver do jogo como um todo; Quem é Kalou no Botafogo?

Pedro Raul entra aqui na mesma situação de Marcinho e Bruno Nazário. Peço - lhe um pouco mais de sua paciência, pois já irei explicar o porquê de eu ter separado esses três. O que eu irei falar parte do principio de uma conversa que eu tive com uma amiga minha hoje pela manhã. As vezes atrasar a crônica um pouco acaba tendo efeito positivo.

Dizem que nós os Botafoguenses vivemos de Flamengo, pode ser. Contudo o lado de lá não é muito diferente: um vizinho ao me ver no meio da tarde de ontem disse: vou torcer pra vocês, mais de 5 x 0! Mais de 5 x 0 para quem? Levei na brincadeira dizendo: não faça isso com o meu coração. foi uma frase ambígua, pois eu tanto podia dizer que meu coração não suportaria um 5 x 0 do São Paulo (e olha que poderia ter acontecido) assim como seria esfuziante ver o Botafogo meter cinco!

A tarde já se aproximava do final. Um amigo me enviou uma mensagem dizendo que havia acabado de assistir novamente Botafogo 6 x 2 Cabofriense. Disse - me que em nenhum dos seis gols do Botafogo Honda teve uma participação efetiva e que muito menos chamou a responsabilidade para si. Não sei se existe várias categorias de vaidade, mas você deve se lembrar que após perder determinada partida, Victor Luis no final do jogo disse que a vaidade extra campo atrapalha, mas que a vaidade dentro de campo também. Comentei com meu amigo que muita gente viu Honda jogar e que talvez, esperassem que Honda chamasse a responsabilidade para si, incentivasse seus companheiros, e é exatamente isso que não acontece! Quantos tipos de subserviência existe? Os japoneses (não de forma negativa) são subservientes, aqui no Brasil também existe a subserviência, Honda segue a sua cultura e, por isso, talvez não se imponha quando Marcinho tira as bolas de suas mãos e se impõe dizendo que ele irá cobrar a falta! Com salários em dia, isso não deveria acontecer, mas ainda pouco, no final da manhã, li que Honda ficou treinando sozinho no pós - jogo. Percebe - se que o clima não é dos melhores. Para minha amiga com a qual conversei no início da manhã, Honda não é culpado de nada. Mas sim da tal "panelinha" que sempre tem no Botafogo e, para minha amiga a "panelinha" do momento envolve Marcinho, Bruno Nazário e Pedro Raul. Dito isso, nos aproximamos do final da crônica.

Marcinho não gosta da torcida do Botafogo; a torcida do Botafogo faz tempo que também já não gosta dele. As vezes fico com a impressão de que, por birra, por querer sair, faz as coisas erradas dentro de campo para poder prejudicar o clube; Bruno Nazário já teve seu contrato renovado (mas isso não quer dizer que poderia - se deixar ele "encostado") e, por fim, Pedro Raul que desde que teve sua ida negada para o Internacional pelo Botafogo, passou a fazer corpo mole. A "panelinha" do Marcinho. Esses três são os que menos tem mantido um certo comprometimento, um comprometimento maior.

Saudações Alvinegras.


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