Desencantou: o gol foi de Pedro Raul
Foto: Vítor Silva/Botafogo
Tinha tudo para ser uma noite mais agradável (dadas as circunstâncias) para o torcedor alvinegro, caso pelo menos voltássemos voltássemos do Beira - Rio ao menos com um empate, mas graças a ingenuidade e falta de atenção do lateral Kevin (que pelo primeiro tempo eu iria elogiar), entregou a vitória para o Inter e, consequentemente a nossa derrota. Estou escrevendo esta crônica um dia após o jogo. Assisti ao jogo pela televisão, mas ainda pouco em um desses grupos de facebook, tinha a transmissão (publicada por algum torcedor alvinegro), onde Dé (Aranha) disse que o árbitro (que estava de costas e isso eu vi na transmissão), poderia ter mandado voltar a cobrança. Infelizmente, dessa vez, a arbitragem (horrível por sinal) teve participação efetiva na derrota do Botafogo. Que jogou um pouco melhor. Mas vamos por partes.
Não era preciso nem ser dito na transmissão do Premiere que a atual gestão (que está de saída) foi omissa e pouco participativa, se formos comparar que Durcésio Melo (presidente eleito) já viajou para Porto Alegre com a delegação alvinegra para incentivar o time: acho primordial esse interesse pelas coisas do clube, principalmente nesse momento de turbulência; Eduardo Barroca, por ser o técnico (e não o auxiliar, interino) ao comandar o time passa uma segurança maior. E parece que a conversa que o treinador teve com seus comandados, teve um certo efeito. Vejamos:
Diego Cavalieri saiu lá da sua área, e foi "peitar" o árbitro que desde o início do jogo só estava fazendo merda, e por conta disso nosso goleiro levou um cartão amarelo. Mas o mais importante: nosso goleiro estava mais confiante; tirando o fator segundo gol do Internacional (onde, como já comentei) Kevin errou (e errou feio) o primeiro gol foi nas costas dele e do Victor Luis. Ainda assim (primeiro tempo) Kevin se redimiu em lance lá pela esquerda ao tirar o Botafogo do perigo, mas aí veio o segundo tempo...Voltei a ver aquele brilho nos olhos do Kanu: brilho que continha vontade de vencer; Helerson não comprometeu: jogou até bem, estava seguro. Não sentiu o peso da responsabilidade.
Confesso que não conhecia a regra, mas parece que a Nadine Basttos (acho que é assim que se escreve) parece que também não sabia e, quando o torcedor alvinegro foi questioná - la de forma contrária a sua alegação de que a mão na bola de Rodinei (jogador do Internacional) não foi intencional e que por isso não deveria ser expulso (mesmo ele já estar pendurado com cartão amarelo e, com isso era caso de expulsão), foram em defesa dela dizendo que só nós homens é que "sabemos das coisas". Já está ficando chato essa história de que (falando especificamente do futebol) tudo é "machismo". Vou falar por mim (e se alguém for contrário irei respeitar a opinião de cada um), a mulher tem o direito sim de comentar, fazer o que quiser, uma vez que estamos no século XXI e esse tipo de discussão já nem era mais para existir! Contudo, no caso da análise da comentarista de arbitragem, ao falar, ao comentar, fale, comente, mas fale, comente, com coerência, sabedoria. Há quem diga que a regra mudou, alguns disseram que ainda assim, no caso de ontem, teoricamente, a regra não se aplicaria. Mas dadas as circunstâncias do lance, era para o jogador do Internacional ter sido expulso sim!
Continuo insatisfeito com as atuações do Zé Welison; Caio Alexandre fez uma boa partida (apesar de ter aparecido menos no segundo tempo); Bruno Nazário jogou com outra postura; Pelo menos no primeiro tempo, achei a atuação do Honda pouco produtiva, mas melhorou consideravelmente no segundo tempo.
Já posso dizer que nunca critiquei Pedro Raul? desencantou fazendo o gol que poderia ter sido o gol que (na melhor das hipóteses) teria sido o gol de um empate; mas, depois de tanta falta do interesse (até mesmo do próprio jogador) e do time como um todo, foi até difícil de acreditar que aquele gol havia saído; Warley continua mostrando disposição, mostrando que quer tirar, salvar o Botafogo de uma eventual série B!
Segundo um amigo meu, não foi o Botafogo que jogou melhor (ou menos pior), mas o que teria facilitado o Botafogo, é (ou era) o fato do Inter está mal. O Inter que, aliás, vinha de derrotas seguidas.
A vantagem de se escrever uma crônica no dia seguinte (apesar de não ser aconselhável) é que existe a possibilidade de se acrescentar algo. Por exemplo: tal qual como um pesadelo, fui dormir sabendo do resultado entre Goiás 0 x 0 Grêmio. Vi que o Goiás era o décimo nono, logo, o Botafogo teria assumido a lanterna do campeonato: que merda! Mas, como estava por fora, não sei por qual razão, não quis acreditar, mas a realidade é dura e, ainda pouco confirmei o placar e todo o resto. Sou um otimista por natureza. Esperava - se que o Botafogo começasse sua arrancada para sair dessa zona incômoda (situação incômoda) já no jogo contra o São Paulo (relembrando feitos antigos), mas não aconteceu. Dizem que podemos nos inspirar no Fluminense de 2009, mas para isso, temos que jogar com mais vontade, disposição, GARRA! Jogar com o coração na chuteira, sangue nos olhos e, talvez, tenhamos uma chance. Me pedem para ser realista, eu até sou (um pouco a contra gosto), mas a realidade é que, no momento, a série B está cada vez mais próxima. Tenho vontade de poder voltar aqui em breve e dizer: Sobrevivemos! Se não...
Saudações Alvinegras.
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