sexta-feira, 19 de maio de 2017

Botafogo 1 x 0 Atlético Nacional - Dentro do caldeirão - Parte II


Botafogo x Atlético Nacional
Pimpão: o autor do gol da classificação Alvinegra!
Foto: Satiro Sodré/ SSPress/ Botafogo

Antes de seguir com a crônica gostaria de reparar um pequeno erro: ao citar os amigos com os quais me encontrei, antes, durante e depois do jogo, esqueci - me de citar o amigo Alle que (como ele mesmo disse) nos vimos na Rua das Oficinas. Agora podemos seguir com a Parte II da crônica...

O tempo de jogo devia estar na marca dos 5 minutos aproximadamente e o Botafogo poderia ter aberto o placar bem no início do primeiro tempo, mas a verdade é que Camilo quis enfeitar: quando ele teve a oportunidade de fazer o gol, com o goleiro já batido, ao meu ver ele deveria ter chutado e não ter dado um toque a mais! Pensei se seria mais uma noite que teria de chegar em casa (não necessariamente assim que chegasse em casa) e tê - lo de criticar mais uma vez! Mas no decorrer da partida eu iria perceber que não precisaria criticá - lo...

Foram três impedimentos: todos eles envolvendo o Roger nas jogadas...um dos impedimentos foi marcado de forma irregular; tais impedimentos foram motivos suficientes para alguns torcedores começarem a pegar nas "chuteiras" do Roger...o que eu pude perceber é que o jogador começou a ter "medo" de se lançar nas jogadas, preocupado em estar na linha de impedimento e como a torcida já o estava "marcando" ele já não estava mais se lançando tanto nas jogadas. Entretanto, ao ser substituído, seria aplaudido pela torcida!

Havia lido uma reportagem onde (não lembro ao certo, mas deve ter sido o treinador deles) disse que com a torcida torcendo  a favor, mas com o Botafogo vindo de derrota para o Barcelona de Guaiaquil e também tendo sido derrotado na primeira rodada do brasileiro para o Grêmio, disse que o Botafogo se lançaria ao ataque e que ele se aproveitariam disso...O Atlético Nacional ao pensar dessa forma, foi soberbo e entrou com sapatinho alto assim como o Botafogo entrara contra o Barcelona. O Atlético Nacional não jogou de todo o ruim, mas também não estava isso tudo: tudo que o Botafogo precisava era se encontrar e não, o Botafogo não estava jogando mal; o Botafogo tinha mais volume de jogo e uma marcação certeira, mas verdade seja dita: eles tinham uns jogadores velozes e chatinhos; a arbitragem perturbou, mas perto de outras, até que não foi tão ruim...

Gosto de ver os jogadores utilizando as laterais (sim, elas foram usadas), mas nesta partida o negócio era explorar o meio de campo e (como eu disse acima) Camilo nos surpreenderia ao (em sintonia) fazer uma boa partida ao lado de Rodrigo Lindoso (aliás, depois de algum tempo volto a elogiar este jogador), Bruno Silva também estava bem, mas já o vi jogando melhor...

Aliás, a jogada que culminou no gol da classificação (o único da partida) feito por Rodrigo Pimpão, teve participação de Rodrigo Lindoso!

Quando do gol de Rodrigo Pimpão, o gol da classificação (como não poderia deixar de ser) a explosão de alegrias nas arquibancadas foi fodástica: torcedores se abraçando, comemorando, extravasando...sabíamos ali que a vaga já era nossa...que seria nossa! Era questão de tempo até que o Botafogo encontrasse esse gol: o gol da vitória, o gol da classificação! Só não achei maneiro que voou pedra de gelo e uma delas me acertou...quanto a "tomar banho de cerveja", acho que não foi tão ruim, sendo que neste jogo a quantidade foi um pouco maior!

Aos 45 minutos de jogo despedi - me dos meus amigos: com a vitória do Botafogo, certamente a torcida faria grande festa: eu iria querer participar e mesmo que eu não quisesse eu ficaria "preso" no meio deles e isso acabaria me atrasando ou até mesmo me atrapalhando para pegar o trem e Gilson estaria esperando por mim. Ainda assim, cumprimentei outros torcedores que saíram junto comigo e gritamos, pulamos, comemoramos: que vitória meus amigos! Foi de lavar a alma...

Fui um dos primeiros torcedores a entrar naquele vagão; Gilson logo se juntaria a mim e aos outros torcedores para fazermos aquela bagunça, aquela farra gostosa, maneira no trem. No mesmo vagão que eu estava o amigo Matheus.

Ao chegarmos em Marechal Hermes, Gilson e eu embarcamos em um táxi e para nossa surpresa, o taxista era rubro - negro! Mas foi uma viagem bem agradável: o taxista é um cara esclarecido; nos disse que o Botafogo é o Rio na Libertadores, que não aceita certas coisas que torcedores rubro - negros falam após as derrotas e que o único time para o qual ele não torce é o Vasco! Nenhuma novidade até aí, certo?

Com a graça de Deus, tudo deu certo e chegamos bem em casa. Tomei um banho e fui comer alguma coisa. Liguei o celular para avisar a minha amiga Rosilma que havia chegado bem em casa e ela me disse que a polícia usou gás de pimenta nos torcedores; perguntei a razão e ela não soube explicar...

Como liguei o celular para me comunicar com Rosilma, acabou que fui ver as outras mensagens pelos grupos de Whatsapp e acabei conversando um pouco com os amigos sobre a noite que terminava com a vitória e classificação do Botafogo para as Oitavas - de - final da Libertadores! Fui dormir por volta das 2 horas da manhã e ainda assim consegui levantar as 7 sabendo que passaria a maior parte do dia escrevendo as crônicas sobre o jogo de ontem...

Mas se você pensa que eu já acabei esta crônica, está muito enganado: vem aí a Parte III:  a última parte! Espero que até aqui você esteja gostando...




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