segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Botafogo 3 x 2 Atlético MG - Parte I


Botafogo x Atlético-MG
Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo


Existem certas crônicas que merecem ser escritas com maior atenção, carinho e dedicação; por mais que elas sejam extensas tem algumas que merecem esse tratamento por serem especiais e esta crônica aqui, é uma dessas. Recebo muitas criticas onde alguns leitores (amigos meus) pedem para que as crônicas sejam menos extensas, mas minha criatividade ultrapassa os limites da imaginação e acabo me empolgando e essa será uma dessas crônicas...

Poucas nuvens no céu e sua maior parte está azul; o sol está forte e faz um calor da porra! Teoricamente, o mais sensato era que eu fosse de camiseta, mas cadê que a ansiedade deixou? Fui com o "manto" novo que havia comprado no dia anterior em General Severiano: uma blusa polo de viagem da comissão técnica. Vou para o ponto de ônibus e como de praxe (por ser domingo) é foda esperar por uma condução. Não sou adepto de viajar em van, mas achei que dessa vez não poderia perder a oportunidade: faz algum tempo que as vans não vão até Marechal Hermes e esta (que aceita o Rio Card) iria até lá, sendo assim embarquei e alguns minutos depois eu iria perceber que fiz a escolha certa!

Desembarquei na praça de Marechal Hermes e procurei um lugar para me acomodar: como cheguei cedo, teria que fazer hora até que tio Nivaldo chegasse com Léo. No curto período de tempo que fiquei ali, nenhum dos dois ônibus que serviriam para mim, chegaram: ter ido de van de fato acabou sendo a melhor opção! A garganta estava seca...vamos beber água? Água o caralho! O que eu queria mesmo era uma loira estupidamente gelada...saí andando a procura de um bar, lanchonete ou restaurante e quando encontrei, não tinha lata, latinha ou latão de cerveja! Gostaria de ressaltar que só bebo em ocasiões especiais tais como: festas, casamento, eventos (como o do dia anterior em General Severiano) e em jogos do Botafogo! Portanto se você é menor de idade e está lendo essas linhas, não beba!

Voltei para o lugar onde estava antes e nesse meio tempo meu ônibus pode muito bem ter passado rumo ao ponto final, mas se não passou, de repente eu ficaria "mofando" no ponto de ônibus e chegaria atrasado correndo até mesmo o risco de perder minha carona! Olhei ao redor: não passou mulher bonita,mas também não passou nenhuma mulher que pudesse ser definida como "dragão". De repente me dei conta que do outro lado da pista tinha um pipoqueiro com uma caixa de isopor e lá tinha a cerveja que eu tanto desejava! Pois é, fiquei com preguiça de atravessar, até por que faltava pouco para que tio Nivaldo chegasse.

Não demorou muito, Fellipe chegou e me cumprimentou; logo em seguida chegaram tio Nivaldo e Léo. Não leve muito a sério o que irei dizer agora,mas se eu puder evitar a esquerda eu evito e por conta disso queria entrar pela porta que estava para a calçada, mas Fellipe ao ver - me que estava indo para o mesmo lugar que ele disse - me mais ou menos isso: "animal, entra por esse lado"! Esse é o Fellipe: sempre bem - humorado e "zoeiro". Ao entrar no carro perguntei a ele que diferença fazia que ele entrasse pelo meu lado e eu pelo lado dele e ele me respondeu que preferia (e queria) ficar daquele lado!

Uma das coisas que nós conversamos no trajeto para o estádio foi sobre a escalação ou não de Renan Fonseca para a partida: com Renan Fonseca em campo não há placar em branco! Mas o Botafogo levaria dois gols, será que poderíamos colocar esses gols na conta da dupla de zaga escalada para a partida? Sim, a maior parte da viagem conversamos sobre o Botafogo, mas teve outros assuntos...é uma pena que eu esteja tendo que reescrever esta crônica e agora não consigo me lembrar dos outros assuntos! Em determinado ponto da viagem, fiquei calado e pensativo e isso fez com que Fellipe me perguntasse a razão de eu estar tão calado. Nem preciso dizer que ele foi me "zoando" até o estádio...lembrei - me de algo que havia escrito na primeira crônica hoje mais cedo sobre este assunto: Lucka havia dito que não poderia ir e Feitoza (Lucas) não havia dito se iria ou não! Eu poderia contar quantas vezes o nome do Fellipe irá aparecer nesta primeira parte da crônica, mas é melhor deixar para lá...

Estacionamos no mesmo estacionamento da outra vez a qual fui com eles. Fellipe insistia em me provocar ( estou rindo nesse momento ao digitar essas linhas), então disse para ele que até o final da partida, eu ainda iria dar umas porradas nele; disse porém (provocando - o) que o Estatuto da Criança e do Adolescente poderia querer me processar por eu estar agindo de forma violenta contra um menor de idade! É claro que ele respondeu algo...

Era de se esperar que eu pudesse encontrar algum amigo no caminho para o estádio e na verdade realmente encontrei, só não o cumprimentei (iria cumprimentá - lo tempos depois já dentro do estádio). Paramos embaixo de uma árvore e pedi uma cerveja (Brahma): a cerveja estava mais quente do que gelada! No Caminho para o nosso setor (leste), vi do outro lado da rua o amigo Antonio Botafoguense Mendes, pensei em chamá - lo, mas o movimento já estava meio intenso e decidi não ir ao seu encontro.

Continuei a caminhada rumo ao meu setor e eis que encontro o amigo Guilherme com seu pai: fiz questão de cumprimentar aos dois e mais tarde nós iríamos comentar que se não fosse pela correria poderíamos ter tirado uma foto! É verdade meu amigo, é verdade...fiz amizade faz pouco tempo com Guilherme nas redes sociais e perto de outros amigos até que foi rápido nos conhecermos pessoalmente! Ele foi para outro setor e nesse meio tempo, passa por mim outro amigo: Yuri que me pede para aguardá - lo pois ele voltaria para falar comigo; o movimento de pedestre na rua aumentou e onde eu estava era fácil, fácil de um carro passar por cima, sendo assim voltei a me reunir com Léo, tio Nivaldo e Fellipe. Antes disso porém cumprimentei outro amigo: Lucas Santana (grifo nome e sobrenome pois ainda irão aparecer outros dois Lucas nesta crônica, na verdade, três). Finalmente uma cerveja gelada!

Enquanto eu bebia minha gelada, reconheci um outro amigo (Matheus) que estava com outros dois torcedores Alvinegros os quais fiz questão de cumprimentar! Visando nos acomodarmos com facilidade, decidimos não ficar por mais tempo do lado de fora e entramos no estádio.

Para minha surpresa eis que encontro Carlos Arcanjo com seus primos (os dois Lucas): um dos dois eu já conheço e como o meu próprio amigo Carlos diz "dispensa apresentações" o outro Lucas fiz amizade recentemente (também pelas redes sociais) e foi mais um que não tardei a conhecer. Dessa vez optei por assistir ao jogo com tio Nivaldo, Léo e Fellipe: na quarta - feira assisti a partida com Carlos Arcanjo e Lucas.

Na outra extremidade do estádio, vi quando o amigo Ricardo chegou; foi por esse lado que também ficou meu amigo Bygode JJ, sua irmã e uma amiga do grupo de whatsapp do qual fazemos parte: havia dito para ele entrar por determinado setor e ele entrou por outro! Quando eu o expliquei da primeira vez onde eu estava, ele aguardava por sua irmã; o tempo foi passando e nada dele chegar. Como ele demorou, telefonei para ele e como o havia identificado pedi para que ele olhasse na minha direção...ele fez um sinal obsceno com um dos dedos de sua mão, no que eu retribuí. Fellipe, me zoou (para variar) dizendo algo do tipo: "que coisa feia"...Bygode e eu já nos conhecemos antes mesmo de assistirmos a um jogo do Botafogo! Infelizmente ainda não seria dessa vez que assistiríamos a um jogo juntos...

Vi quando Carlos Arcanjo procurava por um lugar (ele queria ficar no mesmo lugar do jogo de quarta - feira) mas parecia que para aquelas "bandas" o tal lugar já não existia mais, então ele sugeriu para os amigos que estavam com ele que ficassem por ali mesmo, onde eu estava, mas a ideia foi rechaçada e todos foram para outro lugar...

Já não sei mais se estou narrando os fatos pela ordem, mas sei que passou por mim dois amigos meus os quais conheci no estadual em jogo da primeira fase em São Januário contra o próprio Vasco: João Pedro e Lucas. Sim, nós nos cumprimentamos e eles foram assistir a partida em outro lugar.

Antes da partida começar, mais uma cerveja e mais uma vez gelada! Ainda bem pois o sol estava de "rachar"...Eis que chega então Lorenzo com um amigo (imagino que seja amigo, poderia ser irmão, primo ou algo parecido). Já o conhecia de tê - lo visto em outras ocasiões nos arredores do estádio da Portuguesa da Ilha, sendo que dessa vez teríamos a oportunidade de vibrar, xingar e comemorar as situações as quais o Botafogo iria nos proporcionar.

Começaram - se as cantorias, bolas voando e chuva de papel picado: a festa estava bonita e o Botafogo jogaria o seu melhor futebol no primeiro tempo: dois gols! Mas sobre isso falarei daqui a pouco...

Fizemos muito barulho e foi em um desses momentos que Fellipe (ele de novo) disse que eu estava cantando desafinado: não lembro ao certo, mas acho que "liguei" o foda - se e só não disse (mais uma vez que iria enfiar a porrada nele por que o Léo concordou). Repito amigo leitor: tudo zoeira, somos todos amigos, uma família muito unida que nunca brigou, mas que se brigar o perdão não tardará a chegar!

Será que posso dizer que foi inexplicável? Em cobrança de escanteio, a bola atravessa parte da grande área e cai nos pés de Bruno Silva que bate para o gol e estufar as redes: aos 4 minutos do primeiro tempo! Então em forma de zoação perguntei ao Lorenzo se depois desses dois gols em duas partidas seguidas se já poderíamos pensar em pedir para seu contrato ser renovado, o amigo disse que sim, mas que se aparecesse outro melhor, ele (Bruno Silva) iria para o banco de reservas!

Bruno Silva (pelo menos a mim) me surpreendeu nesses dois últimos jogos, então a galera diz (também em tom de zoeira): "nunca critiquei"

Obs: Essa crônica continua. Espero que gostem. Como não existe perfeição, ela não ficou perfeita, mas para o que eu me propus a escrever até que ficou legal. 
Minhas mãos estão doendo: eu escrevi essa crônica na parte da tarde e levei duas horas, agora estou levando praticamente a metade do tempo (1h 10).
Na parte da tarde levei um tempo maior pois parei, me distraí e perdi a concentração.
Em consideração a você estou reescrevendo esta crônica pois durante todo o período da tarde e início da noite eu disse que ela estava pronta!
Por alguma razão eu perdi a crônica original e agora estou publicando esta...


2 comentários:

  1. Nunca pare com as suas crônicas meu amigo. A forma que você escreve e narra cada instante da sua ida e volta ao estádio é de se admirar, faz o leitor criar as situações na mente . Obrigado por citar meu nome na crônica .

    Ass: Guilherme

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  2. As vezes as circunstâncias me fazem realmente pensar em parar (já pensei em fazer isso por duas vezes), mas então vem caras como você que se dispõe a perder um pouco de seu tempo para ler a crônica...isso me faz não ter vontade de parar! Obrigado pelo elogio e se citei o seu nome é por que você fez parte desse meu "itinerário" de ida e volta.

    Saudações Alvinegras!

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