domingo, 30 de outubro de 2016

Botafogo 0 x 0 Coritiba


Torcida do Botafogo
Como não teve gol, a foto só poderia ser essa
Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo


Quanto a essa parte de mais uma "aventura" rumo a mais um jogo do Botafogo, tentarei ser o mais objetivo possível: ao contrário de outras vezes, decidi ir para o estádio pela Av. Brasil; mas quem poderia imaginar que em determinado ponto da via expressa o trânsito ficaria ruim até a descida para Honório Gurgel? Depois foi a vez de enfrentar o trânsito da R. Cons. Galvão nas imediações do mercadão de Madureira: pois é, quando será o dia que passarei por ali sem ficar "agarrado"? Depois desses dois pequenos "sufocos" no trânsito, a viagem seguiria tranquila no 618 (Madureira - Bonsucesso) até a Vila da Penha onde eu era aguardado por alguns amigos.

Enquanto aguardávamos por Rosilma, Nininha e eu ficamos conversando: conversamos um pouco sobre as eleições, mas também (obvio e evidente) sobre o Botafogo. Assim que chegou, Rosilma nos chamou e partimos para a Ilha do Governador, mas antes fizemos um "pit - stop" no caminho para nos encontrar com Celso que iria conosco e mais um amigo: Eduardo (o qual eu pedi autorização para citar seu nome nesta crônica. Gostaria de ressaltar que, com a maioria dos amigos eu ajo dessa forma). Com a turma reunida, aí então que o assunto não poderia ser outro: Só deu Botafogo!

Por termos saído mais cedo de casa, pegamos trânsito bom para  entrarmos na Ilha do Governador; como sempre era certo que poderíamos encontrar com velhos conhecidos e travar conhecimentos com novos e foi o que aconteceu: fiz amizade com uma senhora conhecida de Celso e enquanto eu bebia o meu gelo, ficamos a conversar; uma das primeiras pessoas (amigo já de longa data que me viu) foi Fellipe Portella que veio me cumprimentar; me afastei por alguns instantes de Celso e cia. e me juntei a Eduardo: fui apresentado a um amigo seu.

Foi então que reconheci um conhecido de um jogo em Xerém ocorrido no início do ano  (ainda pelo Campeonato Carioca) em Xerém. Disse ao referido conhecido que havia conversado com ele em tal jogo passado. Começamos a conversar sobre os jogos do Botafogo ali na Ilha e ele me disse que para ele, ali, era ótimo; eu (ao contrário) disse que estou contando os dias e as horas para voltarmos a jogar no Engenhão! Será que já posso dizer que o Botafogo me deu mais um novo amigo? Bom, o fato é que falei para o amigo em questão que eu tinha um blog e que costumo divulgá - lo em minha página do face e perguntei - lhe se podia lhe enviar uma solicitação (foi então que as devidas apresentações foram feitas)...passado um tempo, nos afastamos e conseguindo pegar um sinal de internet, lhe enviei a tal da solicitação e agora estou aguardando a resposta e por conta disso não irei citar o nome do amigo aqui, pelo menos por enquanto. Cumprimentei (também) o amigo que estava com ele.

Ao sairmos de casa mais cedo, a ideia era chegar cedo para não enfrentarmos tumulto e fila quando os portões foram abertos e assim que os mesmos foram abertos nós entramos. Andando um pouco pelo "pátio" rumo as arquibancadas, encontrei - me com um amigo (que até então era apenas das redes sociais) e nos cumprimentamos, sem contar que registramos o momento em fotografia. Depois das devidas apresentações, me afastei, até por que Victor (é o nome desse amigo) estava acompanhado.

E se tem coisas que só acontecem com o Botafogo, acho que, de forma particular posso dizer que tem coisas (ou certas coisas) que só acontecem com (alguns) torcedores do Botafogo: aconteceu comigo...fui utilizar um dos banheiros e fiquei preso: o trico estava duro, enferrujado; subi na borda do vaso sanitário buscando alguém que me ajudasse e foi então que vi Celso que pediu - me para que me afastasse; um dos operacionais da arena ao ouvir, saber o que ocorria foi (prontamente) nos ajudar e pediu desculpa por não ter ouvido eu o chamando, só que eu não o havia chamado. O problema foi resolvido quando empurramos um pouco a porta dando "vasão" para  que o trinco se movimentasse. O cara riu, eu ri (nervoso, claro), Rosilma e Nininha também...o Celso deve ter dado gargalhadas também!

Celso, Nininha e Rosilma foram para determinada área da arquibancada; Eduardo já não estava mais conosco e eu decidi ficar próximo dos lugares da outra vez, até por que havia dito isso para o amigo João Pedro que estava a caminho do estádio; antes disso porém, fui bater um papo com meu amigo Lucas que estava com seu pai. Tiramos algumas fotografias para registrar o momento e começamos a conversar com outros dois torcedores sobre a campanha, o futuro e os estádios que o Botafogo tem...

O que eu penso sobre o Estádio Luso Brasileiro (estádio da Portuguesa da Ilha e atual Arena Botafogo), é o seguinte: foi uma ideia emergencial que (graças a Deus deu e vem dando certo) devido o fato de termos cedido o Estádio Nilton Santos para o COI (Comitê Olímpico Internacional) e Prefeitura; entendo que muitos torcedores se sintam satisfeitos pela campanha que o Botafogo venha tendo no referido estádio e que (somado o fato de mudanças no time) estamos quase conquistando uma vaga na Libertadores de 2017; entendo que os torcedores se sintam satisfeitos por conseguirmos colocar mais gente (a capacidade é bem menor do que a do Engenhão) e com isso fazermos mais barulho estarmos mais perto dos jogadores e assustarmos mais o adversário...mas em um momento cujo o Botafogo se reergue financeiramente (mesmo com ajuda da FFERJ) queira administrar o estádio da Portuguesa (o Botafogo terá que gastar mais dinheiro para reformar o gramado) tendo o Engenhão como a nossa casa absoluta e não podemos esquecer de Caio Martins! Entendo que para jogos de menor porte, a Arena seria uma solução (principalmente no Carioca), mas entendo também que o torcedor Alvinegro tem de querer encher o Engenhão e que o marketing do Botafogo faça uma campanha inteligente e maciça para tanto: o Estádio Nilton Santos não enche como deveria encher por que a torcida não comparece e por que não temos um incentivo maior e talvez por parecer que alguns torcedores só comparecem quando o time vai bem, obrigado! Parte desse assunto, Celso, eu e Eduardo fomos conversando no carro ainda na ida para o estádio...irei deixar registrada apenas a minha opinião sobre este assunto, mas tenho ouvido muitos amigos pensarem e dizerem o mesmo que eu.

João Pedro chegaria muito depois e não conseguiríamos assistir ao jogo juntos; telefonei para o Léo que disse já estar a caminho; lhe disse que ficaria em pé para que ele visse onde eu estava. Não demorou muito e ele chegou com o tio Nivaldo e fui me juntar a eles tendo assim que me despedir de Lucas, seu pai e os outros dois torcedores que haviam participado da conversa a qual relatei no paragrafo anterior. Aliás, há quem diga que das duas uma: ou se desfaz do Engenhão e usa somente arena ou utiliza o Engenhão para eventos para ganhar dinheiro: acho isso um pensamento pequeno diante da grandeza do Botafogo...não devemos nos desfazer do Engenhão!

Com direito a bandeira na torcida, faixa no campo e balões voando pelo céu da Ilha do Governador, o Botafogo (fora as imagens no telão do estádio) fez uma bonita homenagem ao eterno "capita", Carlos Alberto Torres que falecera no meio dessa semana. Mas o mais impressionante estava por vir: segundo Léo, ele disse ter ouvido de comentaristas que, o "um minuto de silêncio" é simbólico que não se faz necessário se perder os 60 segundos; acontece que nenhuma torcida respeita o tal do "um minuto de silêncio"; nesta partida foi pedido "um minuto de silêncio". A torcida se manifestou e em poucos segundos o estádio ficou em silêncio! Confesso que nunca pensei que fosse viver para ver esse dia chegar...

Pode ter sido depois disso, mas tive a oportunidade de ver e cumprimentar meu amigo José Luiz e dizer - lhe que vi muitos conhecidos por lá, mas se for levar em consideração que a crônica já está ficando longa e que ainda pode ficar mais, é melhor eu não citar a quantidade de amigos conhecidos que vi no estádio ontem!

Quem chegou um pouco depois e já com o jogo em andamento foi um outro amigo: Lucka.

Uma das coisas que irritou alguns torcedores e também a esse que vos escreve foi o fato de uma bandeira em alguns momentos ditos cruciais do jogo estar tremulando; eu, por exemplo, deixei de acompanhar um lance de escanteio devido o fato da bandeira estar em movimento; por várias vezes alguns de nós torcedores tivemos que pedir para que parassem de movimentar essa bandeira: tal bandeira ficou atrás de uma faixa escrito "saída" que fica bem ( ou aproximadamente) perto (na direção) da linha do meio de campo!

No fim da partida (mesmo com o empate) a torcida aclamou a GARRA e vontade que o Botafogo teve para tentar vencer a partida: foi o maior público registrado no estádio até então e por conta disso esperei que a grande parte dos torcedores se dispersassem. Estava em pé quando Jorge (pai do Alvaro) passou por mim e me cumprimentou; sentei - me e não demorou muito para que um outro amigo me cumprimentasse: Bruno! Aliás, durante a partida tive a oportunidade de cumprimentar um outro Bruno: este, vendedor da Loja Oficial do Botafogo!

Celso e eu nos encontramos no "pátio" atrás da arquibancada no final do jogo; andamos um pouco mais para frente para aguardarmos pela chegada de Nininha e Rosilma: Eduardo estaria nos aguardando do lado de fora. Aliás, foi conversando com Eduardo que comecei a ter as ideias para escrever esta crônica de acordo com o que eu havia visto durante a partida...valeu, Eduardo! Aquela conversa que tivemos enquanto recarregávamos a energia foi providencial, caso contrário, não teríamos esta crônica agora! Era o fim de mais uma aventura, de mais um jogo do Botafogo...

O Jogo

Não que não queiramos o retorno de Jefferson (nem preciso dizer que é ídolo, preciso?), mas temos de ser justos e dizer que o Sidão cresceu nos jogos do Botafogo e que vem fazendo boas partidas e grandes defesas. ontem no final da partida, a torcida pediu que ele (Sidão) fosse para o gol se juntar a seus companheiros e ele foi caminhando, mas se deteve ao chegar em frente o banco de reservas e pelo que pude observar ele foi pedir autorização ao seu Comandante (Jair Ventura) para se juntar aos seus companheiros, mas não obtendo resposta, ficou onde estava.

Por falar em goleiros...méritos para o goleiro do Coritiba que defendeu a todas as bolas possíveis, imagináveis e inimagináveis do time do Botafogo! Muitos torcedores ficaram putos com ele, inclusive este que vos escreve...

Alemão tem o que muito jogador (principalmente no Botafogo) precisa ter: GARRA e isso ele tem de sobra! Ele está jogando (também) pela vida dele, sua permanência no clube e eu gostaria que ele ficasse! E você?; A dupla Emerson - Carli é a melhor dupla de zaga que temos, o que me deixa a seguinte pergunta: É sério mesmo que ele tem que levar um cartão amarelo por partida? E por fim, Victor Luiz: a permanência dele é mais complicada, mas se possível for, eu gostaria que ele ficasse também...

Há certas partidas que sou adepto de que o jogo seja aberto pelas laterais e ontem foi um desses jogos e o Botafogo pouco soube explorar em determinados momentos da partida as "bordas" do campo, preferindo utilizar o meio de campo, meio de campo este composto por Rodrigo Lindoso, Bruno Silva e Camilo; Rodrigo Lindoso foi bastante efetivo na movimentação; Bruno Silva (não que seja ruim, mas já está virando rotina) jogou bem e quase fez gol ou tentou fazê - lo: parabéns Bruno Silva e por fim Camilo que distribuiu bem as jogadas municiando o ataque! Sei que muita das vezes é difícil, mas o que nós torcedores temos que entender as vezes é que determinado jogador, por mais que não faça gol e algumas vezes nem é sua função de fato, tem outra missão dentro da estratégia proposta por seu treinador. É claro que iremos dizer que jogador A, B ou C não está jogando bem, mas temos que ficar atentos a essas coisas do futebol!

Não achei que Sassá entrou bem na partida de ontem; Neilton mostrou habilidade e Rodrigo Pimpão técnica: todos três tiveram um pouco dessas qualidades acima (talvez em quantidade menor Sassá), mas o que pude observar é que houve momentos em que os três queriam resolver o problema mas (não que isso tenha sido o fator preponderante - não necessariamente - para que o Botafogo não fizesse o gol) todos três foram "fominha" em algum momento do jogo e eu me pergunto será que não houve um pouco de vaidade por parte dos três ou de um dos três? Se foi um dos três, quem você apontaria como o mais vaidoso? Em um time que busca uma vaga na Libertadores de 2017, não pode pensar em vaidade ou "estrelismo" até por que foi na base da superação, da GARRA e da vontade que um desacreditado time do Botafogo (virtual rebaixado ainda primeira rodada) hoje está em quinto e disputando uma vaga na Libertadores de 2017!

Saudações Alvinegras!






Um comentário:

  1. Ótima crônica. Descreveu bem o comportamento de um botafoguense em um jogo do Fogão. Faz e revê amigos, come, bebe e claro, se diverte! SAN

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