A tradicional foto da vitória: Celso Luiz, Rosilma, Sandra, Kátia Regina, Severina, Angela, Tulio. José Luiz e eu
No final da manhã de quarta - feira, minha chefe me chamou à sua sala e me perguntou:
- "O que eu faço com você"?
Fiquei me perguntando o que eu poderia ter feito. Ela me explicou que sabia que eu tinha hora na casa, mas não tantas como ela pôde constatar. Me liberou um pouco antes das 12 horas e disse que eu só voltaria na quinta - feira da semana seguinte. Ou seja: havia uma possibilidade de eu assistir ao jogo do Botafogo em Volta Redonda contra o Fluminense no domingo seguinte! Se não fosse isso, seria impraticável. Agora, tudo que eu precisava era saber qual seria o valor do ingresso e se eu teria dinheiro para pagá - lo e para gastar no estádio da cidadania ou Raulino de Oliveira...
I
Para chegar a Volta Redonda eu tinha duas opções de carona: meu amigo Nivaldo e seu filho Léo ou Rosilma; pode ter sido por causa da distancia ou por causa de superstições, pode também ter sido pelas duas razões, fato é que Nivaldo não iria e Léo me disse que não iria pois todas as vezes que ele foi contra o Fluminense o Botafogo perdia e que quando ele ficava em casa, o Botafogo vencia.
Abri minha carteira e constatei que o dinheiro para pagar a meia entrada do ingresso estava garantido: foi feito um acordo entre os dois clubes para que houvesse o acesso do sócio torcedor pagando meia e isso me beneficiou. Acontece que eu ainda precisava do dinheiro para gastar dentro do estádio e posso contar nos dedos as vezes que fiz "loucuras" para acompanhar o Botafogo em seus jogos: para estar presente nesta partida, fiz uma pequena "loucura".
Recentemente abri uma conta poupança (a qual não tem muita coisa ainda) e fiz uma retirada. Pronto! Minha ida tranquila para o estádio estava garantida. Adquiri meu ingresso na sede do Botafogo após comprar uma camisa do Botafogo (a preta) com o brasão comemorativo em alusão ao único tetracampeonato Carioca conquistado na década de 30 (1932, 1933, 1934, 1935) a qual parcelei em quatro vezes!
No Sábado, fui a casa de um amigo em Cascadura e ao desembarcar em Marechal Hermes (com pequenas diferenças) tive a sensação de já ter vivenciado o que estava para acontecer: eu desembarcar do meu ônibus, e vir um o qual eu poderia utilizar ( o Nossa Senhora da Penha), mas preferir utilizar outra linha: isso aconteceu às vésperas da semi - final da taça Rio de 2010 contra o mesmo Fluminense. Nós vencemos esta partida pelo placar de 3 x 2. Como não sou supersticioso (devo ser um dos poucos Botafoguenses nesta situação) considerei o fato como sendo uma coincidência e segui viagem; só voltaria a me recordar isso no dia do jogo, domingo.
Já na noite de sábado, enviei um "zap" para Rosilma (whatsapp) para confirmar qual o horário em que iríamos sair e quem iria conosco. Ela disse que alterara o horário de 14:30 para às 15 horas; orientou - me a desembarcar um ponto antes do Largo do Bicão pois havia sido marcado pela internet nas imediações um confronto entre as torcidas Young Flu e Furia. Fico me perguntando se essas brigas, essas rixas um dia vai haver fim: meu Deus, como explicar o jogo ser em Volta Redonda e parte de uma torcida que não irá, marcar um encontro para se "duelarem" em praça pública?
Rosilma havia me dito que o Thiago iria, Nininha (Severina) Zé Luiz e Lucas. Me perguntei se conhecia esses dois últimos: Thiago (também conhecido como "soneca") e "Nininha" eu já conhecia, conheço, faz um tempo. o jeito era esperar pelo dia seguinte para descobrir quem eram os dois que aparentemente eu não conhecia...
Nesta mesma noite, conversei com o meu xará Thiago: alegando problemas particulares, disse que tentaria resolvê - los mas que estava quase certo que ele não iria ao jogo. Perguntei então a ele se eu conhecia Zé Luiz e Lucas; Thiago me disse que talvez sim. Disse - me ainda que ambos eram gente boa e "fanáticos" como nós. deduzi que fossem pai e filho...
Thiago me alertou (assim como Rosilma) para que eu ficasse alerta, tivesse cuidado, devido o encontro entre as duas organizadas no Largo do Bicão; sugeriu - me que eu fosse a paisana e eu disse que desembarcaria um ponto antes do Largo do Bicão. Thiago reiterou para que eu tivesse cuidado.
Tenho tido problemas para dormir. Posso dormir cedo ou muito cedo ou tarde em circunstâncias semelhantes que não tenho dormido bem. Tanto que tem vezes que a televisão desperta, eu a desligo, viro para o lado e durmo novamente. Mas neste domingo foi diferente: levantei - me sem a televisão despertar (imaginando que não fosse conseguir acordar cedo não a programei) e decidi me arrumar para participar da missa das 7 da matina da paróquia aqui perto de casa. É claro que com sono eu estava, mas parecia (eu disse parecia) que havia dormido melhor! Mas nós sabemos que isso não é muito verdadeiro quando começa a bocejar constantemente.
A missa terminara e voltei para casa e segui com a minha rotina: pus um cd para tocar e fui pedalar em minha bicicleta ergométrica e depois malhar ( não necessariamente nessa ordem) e tentar afastar a ansiedade (sou ansioso por natureza) até a hora do jogo. Por volta das 11 horas da manhã já não havia muito o que fazer: o negócio era esperar. Esperar dar a hora de sair e a hora do almoço!
Não disse ao meu pai da mudança ocorrida no horário feito por Rosilma. Acabei de almoçar e um pouco depois das 12:30 saímos ele e eu rumo ao ponto de ônibus: para um domingo, até que o ônibus não demorou tanto e parti rumo ao Largo do Bicão em busão com ar condicionado...
II
Atendendo aos apelos de Rosilma e Thiago, desembarquei um ponto antes do Largo do Bicão e de longe vi que estava tranquilo; o ponto no qual desembarquei estava deserto e desembarcando no Largo do Bicão, o movimento seria maior. Mas talvez tenha sido melhor assim se formos pensar que "é melhor prevenir do que remediar".
Ainda curioso, perguntei a Rosilma quem seria "Zé Luiz" e ela me mostrou uma foto do mesmo do facebook. Eu disse a ela que o reconhecia de um jogo do Engenhão. Ela me disse que eu estava confundindo e até que poderia ser verdade dada a quantidade de pessoas que tenho visto nessas idas ao estádio sejam conhecidas ou não.
Não demorou muito e "Nininha" chamou por Rosilma; Rosilma esperava por Zé Luiz para saber em qual carro nós iríamos: se no dele ou no dela: fomos no dele. E cada vez eu me convencia mais de que conhecia Zé Luiz. Na altura dos acontecimentos, comecei a conversar e me enturmar com aquele que até o final do jogo (antes até, eu diria) se tornaria o meu mais novo amigo Alvinegro!
Passamos pela casa de Celso Luiz e partimos para Volta Redonda. Começamos a contar histórias de superstições e eu contei a história do par de tênis azuis que utilizo em alguns jogos do Botafogo; disse que nesse jogo queria fugir do óbvio, ir com outro tênis, mas que Rosilma e Fátima me intimaram, coagiram, ameaçaram - me caso eu não fosse com o tênis azul! Como diz a música do Peninha (cantor): "tudo era apenas uma brincadeira". Mais uma vez eu digo: devo ser um dos poucos torcedores Alvinegros que não se liga nada ou quase nada nessas histórias de superstições! Começou a zoeira dentro do carro, risadas e muito bate papo: na boa, já estava começando a gostar do Zé Luiz: gente boa, cara maneiro...fui tagarelando a viagem toda! Mas isso não quer dizer que os outros não tenham falado também...
Creio que a partir deste ponto, a ordem cronológica das situações, tirando uma ou outra, não fará tanta diferença. Primeiro: foi preciso eu sair do Rio de Janeiro e ir à Volta Redonda para conhecer um amigo virtual pelo qual tenho grande apreço, estima e consideração: Gustavo Araújo; por meio de fotografia (como faço na maioria dos jogos) registramos o momento.
O seguinte foi Ricardo Ferrari: no dia anterior chegamos até a combinar de bebermos um gelo juntos, mas quando ele chegou, fazia tempos que eu já havia "enxugado" o meu latão de Brahma! Nos cumprimentamos e cada um foi para um lado.
Quem estava por lá também era Silvia Lucia Thompson e Ronaldo, Ronaldão ( o qual conheci no aniversário de seu Delneri em Março de 2014). Tive a oportunidade de conhecer Kátia Regina Botafoguense e contamos com a ajuda de outro Alvinegro para registrar aquele momento: faz um tempo que ela e eu somos amigos no facebook e dessa vez conseguimos sermos apresentados.
O personagem a seguir eu "conheço" fiz amizade a pouco tempo no facebook, mas ao contrário de outras amizades, nos conhecermos pessoalmente até que não demorou muito: estou falando de Thiago Ribeiro Guedes. Quem tirou a fotografia, foi Kátia Regina.
Vi que Rosilma conversava com uma senhora que aparentemente eu poderia conhecer e eu realmente conhecia: era Mirian Alvinegra! De longe pude observar William Andrade. Quando decidi ir até o referido amigo, o Vasco fizera o seu segundo gol fechando a tampa do caixão do Flamengo os impedindo de chegar a final do Carioca. Mas isso é papo para mais adiante...no momento aqui o Flamengo é irrelevante!
É difícil que caras como Rafael Kastrup e Juan Reis deixem de comparecer aos jogos: ainda mais em um clássico e em um jogo como este. Juan eu cumprimentei antes do inicio da partida; Rafael já na hora de ir embora e dessa vez ( por mais que eu o tenha visto), não deu para cumprimentar meu outro amigo: Fellipe Portella.
Ângela também comparecera e como não poderia deixar de ser, tiramos (junto com a galera) uma foto com o Zé Luiz: quando isso ocorreu, eu já me sentia mais a vontade para conversar com o meu mais novo amigo. Cheguei a lhe pedir desculpas por vir tagarelando a maior parte do tempo durante toda a viagem! Ele disse que foi melhor assim: conversando a viagem passa mais rápido e eu concordei com ele, a ponto de achar que Volta Redonda era mais "perto" do que Xerém!
III
Ficamos um tempo longe de Rosilma e Celso. Zé Luiz (mais do que eu) parou na frente da televisão para ver o Flamengo ser mais uma vez humilhado pelo Vasco da Gama: o Vasco jogava pelo empate e ganhou o jogo e pelo que eu pude perceber com relativa facilidade! Sinceramente não sei o que Muricy Ramalho foi fazer na Gávea: meu pai diria que ele foi por vaidade! Vou aproveitar que estamos falamos do Flamengo para comentar a falta de educação e respeito pelas crianças que estavam no túnel de acesso do vestiário para o campo em Manaus e que ali ficaram pois nenhum dos jogadores se lembrou de entrar com elas! Que isso sirva de lição...
A torcida do Botafogo vibrara como se estivesse comemorando um titulo após a derrota do Flamengo. Quanto a mim, comemorei também (obvio) mas estava mais preocupado e ansioso com o jogo que viria a seguir: Fluminense x Botafogo. O nosso jogo!
Perguntei a Zé Luiz se ele não gostaria de me enviar uma solicitação de amizade no face; na mesma hora ele me enviou a solicitação a qual eu aceitei; ele me sugeriu que eu enviasse uma solicitação para senhora sua mãe também e eu disse que faria mais tarde e como seu filho também é Botafoguense, perguntei se podia enviar uma solicitação.
Caminhamos para o estádio; já lá dentro, senti algo diferente: mais do que o par de tênis azuis, depois que eu tirei uma fotografia com a camisa preta (comprada na sexta - feira e a qual eu coloquei o número 52 e o meu primeiro sobrenome "de Araújo"), senti que aquele jogo seria nosso, que a vitória seria nossa! Explico:
Faço aniversário em Maio e me dei de presente a camisa; também em Maio fará três anos que minha mãe faleceu. O número 52 foi o ano em que ela nasceu e o "de Araújo" nosso sobrenome: uma pequena e singela homenagem para aquela que torcia pelo Botafogo e que pedia para eu toda vez que visse o Botafogo na berlinda gritasse e pedisse garra!
Fomos todos nos acomodar; Nos dividimos um pouco: um pouco abaixo de onde eu fiquei, ficaram "Nininha", Ângela e Kátia Regina; ao meu lado, o marido de Leila Horácio e suas duas filhas (obviamente que isso inclui a simpática Juju); logo acima estavam Zé Luiz, Celso e Rosilma.
Como sempre pudemos contar com a segurança e tranquilidade de nosso goleiro:Jefferson; já que estamos falando de goleiros, me pareceu que Diego Cavalieri estava sentindo a pressão de se jogar contra o Botafogo. Preciso ser sincero: não gosto dele e isso por si só seria motivo para não continuar com o cometário e parecer ser presunçoso, mas para quem se acha "o tal" como ele e do ponto de vista do torcedor do Fluminense ele ser "o melhor", acho que bateu o desespero (ou deve ter batido) pois ele recolocou uma bola em jogo de uma forma tão bisonha que a mesma não chegou a nenhum jogador do seu time! O que foi bom: lateral para o Botafogo!
O Botafogo já começou o jogo mostrando a que vinha: tocando a bola, trocando passes e saindo em velocidade, esse é o Botafogo que todo Botafoguense gosta de ver, assim como na música de Beth Carvalho! O Botafogo explorou o erro dos adversário e o placar poderia até ter sido maior se o Botafogo não errasse e perdesse tantos gols...O Botafogo dominou os dois tempos, mas dominara muito mais o primeiro tempo; depois meio que equilibrou para em seguida o Glorioso voltar a ter o controle da partida, as rédeas da situação!
Não irei conseguir citar todos os jogadores, por isso adianto - lhes que ao meu ver, todo o time do Botafogo jogou bem ontem! Estava aplicado, aguerrido, com vontade de vencer, com gana, com garra!
Perdemos Joel Carli para o primeiro jogo da final contra o Vasco. Nosso zagueiro se comportou bem durante toda a partida; marcou o Fred de todas as maneiras possíveis, imagináveis e inimagináveis...talvez eu esteja exagerando um pouco! No primeiro tempo Gum (Fluminense) fez falta no jogador do Botafogo (passível de expulsão). o árbitro não expulsou; no segundo tempo (Carli que já tinha cartão) foi expulso em lance com...Gum!
Perdemos também Emerson (que voltou ontem de contusão) e também pode vir a desfalcar o Botafogo; se havia alguns torcedores que gostaram das atuações de Renan Fonseca no campeonato brasileiro do ano passado, para série A, já não estão pensando a mesma coisa...é claro que isso não é tudo, mas na hora do sufoco, pelo menos dar chutões para frente ele sabe!
IV
Achei que o Diogo fez um partidaço e como disse ainda pouco, o time todo estava aplicado, mas pude perceber que Rodrigo Lindoso esteve um pouco sumido.
Não discuto mais arbitragem: houve quem dissesse que o árbitro deixou de marcar três pênaltis a favor do Fluminense! Três? Um (mesmo sendo torcedor Alvinegro) eu sei que foi: Bruno Silva com Fred; Bruno Silva que também jogou bem, poderia ter posto tudo a perder! Entretanto, se o árbitro achou que não foi pênalti...é o tal negócio: os fins não justificam os meios, mas e a quantidade de vezes que "garfaram" o Botafogo? Vida que segue...
Observei pouco as jogadas de Fernandes, mas Leandrinho...esse jogou pra cacete: eu diria que foi um dos nomes do jogo junto com Salgueiro e Gegê. Em relação ao Gegê, sou suspeito: ultimamente tenho criticado pouco e quando o faço, tenho sido leve nas criticas...
Gegê se movimentou bastante neste jogo: correu, voltou, marcou, quase fez gol...
Confesso que nos primeiros minutos de jogo, no primeiro tempo, achei que o Ribamar estava enfeitando muito; mas com a pressão e vontade do Botafogo, com todos jogando bem, acabei me esquecendo até que ele fez o gol da vitória aos 18 minutos do segundo tempo!
Estou me recordando aqui que horas antes de sair para o jogo, eu havia dito para o meu pai que se o Botafogo fizesse 1 x 0 existia a possibilidade de não conseguir segurar o placar e que seria mais sensato que fizesse dois gols (fato esse que muitos de nós torcedores queríamos realmente) até por que o empate era deles! Mas meu pai fora categórico em sua opinião: a defesa deles é uma merda!
Mas o Botafogo queimou a minha língua! Depois da expulsão de Carli, eu disse para um dos torcedores que estava ao meu lado que valia a pena jogar feio, dar chutões, segurar o jogo e como Gerson, o canhotinha diz: "fura a bola" e foi o que o Botafogo fez com precisão: prendeu a bola conquistando vários e sucessivos escanteios, além de laterais, ganhando tempo, até que teve uma hora que não deu mais certo...ali e mais adiante no escanteio para o Fluminense, com os acréscimos beirando os cinco minutos, me veio na ideia a "síndrome de levar gols nos acréscimos, tão comum e peculiar ao Botafogo, mas a nossa defesa acabou com qualquer risco de meu medo (e o de muitos torcedores se concretizarem!
Antes disso, porém, com o placar assegurado pelo Botafogo, lembrei -me da camisa, o número 52 e o sobrenome: procurei durante um tempo qualquer estrela no céu; era o tipo de jogo, o jogo de superação feito pelo Botafogo o qual o time se superou que minha mãe (se fosse viva) gostaria de ver; no lance do escanteio, minhas pernas não me obedeciam mais, mas lutei para ficar de pé; foi então que ao olhar para o céu encontrei a estrela que eu tanto busquei desde o momento em que o Botafogo fizera o gol, ali, eu tive a certeza absoluta de que o Botafogo venceria a partida!
O Fluminense bateu seu escanteio; eu segurava (gesto involuntário, apesar de eu ser católico) o crucifixo embaixo da minha camisa do Botafogo; a torcida se inflamou, com os punhos fechados eu batia no escudo da camisa; lágrimas quentes começaram a descer dos meus olhos para o meu rosto e ao contrário de outro jogo, consegui me controlar! Fim de papo: Botafogo classificado!
Festa da torcida na arquibancada e vários de nós tiramos várias fotos da vitória! Consegui encontrar no meio da comemoração Ícaro Vinicius: mais um amigo virtual que se tornou real! Estava calor e eu tirei a camisa, a primeira coisa que eu fiz foi virar para a parte de trás e com um sorriso e olhando para o céu, para aquela estrela, fazer um breve afago...
A festa se seguiu pela saída do estádio; Zé luiz, eu, Rosilma, "Nininha" e Celso Luiz fizemos a maior algazarra dentro do carro; preciso registrar que descer a serra das araras, mais do que o final do jogo do Botafogo foi um teste para cardíaco...sobrevivi aos dois!
V
Consegui ligar da "Dutra" para o meu pai do telefone da Rosilma. Disse para ele assim: se liga só...combinei com a galera de gritarem FOGOOOO! ou algo parecido e meu pai me fez aquela pergunta que lhe é tão peculiar após os jogos: "ganhamos"? E eu respondi que sim!
Ao amanhecer conversei sobre vários assuntos com meu amigo tricolor Kiko Santana: ele me disse que qualquer outro placar não teria sido justo caso o Botafogo fosse eliminado; algo semelhante me disse um vizinho meu (também tricolor) ele foi mais além: agora tem que jogar assim contra o Vasco; se jogar dessa mesma forma, vocês serão campeões!
Voltando para casa no 928 (Marechal Hermes - Ramos) vi um solitário e corajoso torcedor rubro - negro com a camisa de seu time: foi o único! Parece que dessa vez eles assimilaram o golpe e resolveram deixar sua arrogância e prepotência dentro de casa...
Publiquei todas as fotos que tirei no estádio; minha tia (Botafoguense) e que mora em frente a minha casa, me chamou na hora do almoço; disse que fazia tempos que não via o Botafogo jogar com toda aquela vontade e mesmo sem ter um craque como no passado! Disse que chegou a se emocionar, pois é, eu também fiquei e você já sabe a razão...
Descrevi para minha tia, os amigos que conheci, toda a farra, diversão e algazarra que fizemos e ela disse que isso é que é o importante, ainda mais quando o Botafogo vence!
Lembra da taça Guanabara de 2013 contra o Vasco, gol do Lucas? Cheguei em casa eufórico naquele dia, minha mãe, que ainda estava entre nós perguntou: "você está feliz não é filho"? e eu respondi que procuro, desejo estar feliz todos os dias, mas que naquele dia eu estava muito mais!
E agora? Estarei de folga no primeiro jogo da final do Carioca, resta saber se terei dinheiro para pagar o ingresso e gastar dentro do estádio: sabe como é, Maracanã...
Em uma crônica recente que escrevi, Fellipe Portella me disse ter gostado da mesma pois ela ficara mais ágil e dinâmica, pois é meu querido amigo, escrever uma crônica ágil e dinâmica com tanta coisa boa que aconteceu no jogo de ontem, fica um pouco complicado...
Aliás, vi o Fellipe Portella no final da partida, mas infelizmente não deu para eu cumprimentá - lo!
Saudações Alvinegras!
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