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| Comemorando meu aniversário de 29 anos em Julho de 2015 com alguns amigos: Eduardo, tia Elza,Guto, Elza Maria, Fátima, Rafael, Carlos Arcanjo, Rosilma e Ednaldo. |
Comecei a trabalhar no hospital Norte D'or em abril deste ano; em maio passei para o turno da noite. Meu aniversário caíra em dia de plantão. Eu já sabendo disso, não combinei nada com ninguém; ou seja o meu aniversário de 29 anos passaria em branco! Ao contrário de 2014 que reuni alguns amigos em minha casa, desta vez não daria para fazer o mesmo...
Passado um tempo (não sei dizer o quanto, mas posso afirmar que foi pouco) Fátima me sugeriu comemorar meu aniversário em sua casa; sua casa entrara em pequena reforma e obra sabe como é: existem vários contra tempo e ela adiou a comemoração. Mas se dependesse dela, nada estaria perdido!
Já não lembo mais se houve algum motivo ou razão (será que precisa?), mas Renata e tia Elza estariam no casarão histórico do Botafogo de Futebol e Regatas (como alguns de nós dizemos) e Fátima estaria lá também; Rosilma também iria e Fátima sugeriu - me que eu fosse! Nem precisa perguntar se eu fui, certo? Marquei presença! Porém, poderia não ser possível se naquela manhã do dia 11 de julho de 2015 eu estivesse chegando do trabalho: nesse dia, eu iria trabalhar apenas no começo da noite!
Para poder aproveitar bem o dia (eu tinha que estar no trabalho por volta das 19 horas) e eu moro distante de Botafogo (zona sul carioca) e todos estariam lá por volta da hora do almoço, se eu fosse de ônibus, eu demoraria muito para chegar! Sabendo disso, Rosilma sugeriu que eu passasse pela casa dela e fôssemos no carro dela: aceitei de pronto a ideia.
Saí de casa um pouco antes das 10 horas da manhã e perdi um pouco de tempo no ponto de ônibus e eu teria (ainda) de pegar outro para chegar até a casa de Rosilma; de posse de meu uniforme na mochila, fui até Marechal Hermes e ainda encontrei um amigo da época de Estapar (Wallace Jordão) que não seguira toda a viagem. Em Marechal Hermes, minha intenção era embarcar no 918 (Bangu - Bonsucesso), mas como tem BRT em Madureira, esta linha passou a ir somente até o mercadão do referido bairro (vai até mesmo um pouco mais além: Vaz Lobo), mas na época eu ainda não sabia disso! E em Vaz Lobo, eu teria de embarcar (descobri isso recentemente) no 618 (Vaz Lobo - Bonsucesso) ou seja: deste ponto em diante faria o itinerário tradicional do 918.
Fiquei no ponto em Marechal Hermes e (como eu ainda não sabia da mudança) só via passar a referida linha indo até o mercadão! resolvi perguntar e fui informado que, a linha agora não estava mais indo até Bonsucesso. Eu tinha que desembarcar do 918 no Largo do Bicão. Lembrei - me do 928 (Marechal Hermes - Ramos) e "pulei" para o outro lado do bairro. O dia estava ensolarado, um calor ameno (estávamos no inverno) céu azul...gosto quando os dias 11 estão assim, alegres: quando minha mãe falecera em maio de 2013, havia pedido a Deus que o dia estivesse assim, alegre, como ela sempre fora! Geralmente, de várias maneiras, neste dia, eu me pego pensando, recordando, dos momentos bons e felizes em passamos juntos, com saudade...neste dia, eu não teria tempo para isso!
Uma vez dentro do 928, pedi ao motorista que me deixasse no ponto mais próximo do Largo do Bicão, mais de posse do endereço de Rosilma e também com um ponto de referência, depois de enfrentar o trânsito de Madureira e na região do metrô de Vicente de Carvalho, quando me aproximei do ponto de referência indicado por Rosilma, comentei com uma passageira o nome da rua e ela me disse que desembarcaria no ponto próximo ao endereço! Quem não gostou muito foi o motorista que, sangue bom, havia me dito que quando estivesse chegando no Largo do Bicão iria me avisar...agradeci bastante quando desembarquei, mas não sei se foi o suficiente para me desculpar com profissional tão educado e atencioso: leve em consideração que, nem todos os motoristas agem desta forma!
Rosilma já me aguardava. Se eu estava atrasado (graças a Deus ela também estava) conversava com sua irmã (Rosenilda) e alguns vizinhos, pedindo para que eu aguardasse. Ali começaria mais uma amizade (no caso, com a irmã de Rosilma). Não demorou muito, partimos para General Severiano...
Não lembro se passamos pela a Av.Brasil no caminho rumo a Botafogo (acho que não), mas passamos pela Linha Amarela e Vermelha. Sou um cara falante e Rosilma foi bastante paciente, me ouvindo: mas alguma coisa tinha que ser feita para passarmos o tempo de viagem! Descemos na Leopoldina e seguimos pela Pres. Vargas. Preocupado, meu pai me telefonou; antes havia sido Fátima que queria saber onde nós estávamos; como estava com pouco crédito no celular, disse para Rosilma que não iria telefonar e assim, fazermos suspense! Da Pres.Vargas, pegamos um acesso e fomos de Túnel Santa Bárbara.
Ao sairmos do Túnel Santa Bárbara, passamos pela Rua das Laranjeiras; vi o Palácio Guanabara (que já havia tido a oportunidade de ver em outra oportunidade e...Rosilma me disse para não continuar olhando pois ao lado da sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro ficava a sede do Fluminense e ela temia que se eu olhasse (dentro dos padrões de rivalidade - rivais sim, inimigos jamais - e também da zoação) me tornasse "viado". Disse a ela que já havia passado por ali antes e que continuava homem e...ALVINEGRO! Dali para Botafogo, fora um "pulo"...
Rosilma estacionou seu automóvel em shopping próximo da sede do Botafogo. Saindo do shopping, ganhei um cd com as músicas que a torcida ganha no estádio. Fátima telefonara novamente e desta vez eu lhe retornei a ligação dizendo que já "estávamos na área"! Antes de entrarmos na sede do clube, fomos retirar o meu convite!
A galera já estava lá (perdoe - me se faltar alguém): Fátima, tia Elza, Renata, Carlos Arcanjo! "O que vai ser Thiago"? perguntou - me esse último: "cerveja ou refrigerante"? respondi: cerveja, claro! Fátima iria dizer algum tempo depois (estou usando minhas palavras) à Carlos Arcanjo para "pegar leve" pois eu ainda iria trabalhar! (Carlos Arcanjo é inocente: eu assumi a responsabilidade do que estava fazendo - apesar de mais tarde ter ficado um pouco preocupado) dizendo que: "eu perguntei a ele: cerveja ou refrigerante".
A tarde se seguiria agradável e bastante divertida! Conheci pessoalmente Ednaldo Fernandes (que havia um tempo atras já havia sido meu amigo no face - hoje o é novamente) e solicitei a amizade de Eduardo Pinto; quem estava por lá também era Elza Maria. Rafael (que também estava comemorando seu aniversário) apareceu para nos cumprimentar...
Mais do que uma comemoração de aniversário, acabamos fazendo uma grande bagunça, uma grande confraternização e o bolo (feito por Fátima) serviu para comemorar o aniversário de quem quer que estivesse comemorando esta data! Claro que, antes de cortar o bolo, almoçamos e conversamos bastante sobre vários assuntos e como não poderia deixar de ser, falamos sobre o nosso BOTAFOGO!
Ao cortar o bolo, Fátima disse -me que o primeiro pedaço de bolo tinha que ser do meu padrinho (no caso, meu padrinho de Crisma, Carlos Arcanjo),mas fiz melhor: como os pedaços de bolo já estavam cortados, peguei dois pedaços (quase que simultaneamente) e um pedaço entreguei na mão de Carlos Arcanjo e o outro para a própria Fátima (é que eu havia convidado para ser minha madrinha, mas por motivo de força maior, não foi possível e isso é tudo que se precisa saber sobre o assunto) que me diz que (além do tradicional "amigos para sempre", se considera minha "madrinha de coração"). Depois disso, veio aquela preguiça pós - almoço e o compasso de espera que anunciava o fim de festa!
O sol começava a ir embora, a temperatura amena, começava a ficar mais amena; ao sair da sede fizemos alguns pit - stops: na loja oficial do Botafogo e no shopping próximo a sede do Botafogo. Renata e tia Elza (que estavam conosco) foram deixadas na porta de casa: tive a oportunidade de conhecer Estrela, que não me deu muita confiança...mas posso dizer que é uma cachorrinha muito dócil.
Nos enveredamos por algumas ruas do Humaitá e fomos rumo ao túnel Rebouças; como o trânsito estava ruim, Rosilma optou em descer na Av. Paulo de Frontin (Rio Comprido), depois seguimos pela Praça da Bandeira passando pelo Maracanã: o trânsito estava ruim e ficamos muito mais quando vimos uma blitz da polícia - eu estava preocupado duas vezes - estava indo para o trabalho e já passava das 18 horas! Carlos Arcanjo estava conosco e iríamos deixá - lo em determinado ponto escolhido pelo amigo; passamos para o outro lado do bairro e comecei a discorrer sobre meus planos literários.
Nos despedimos de Carlos Arcanjo e foi com um misto de orgulho e grande estima que vi esse amigo se afastar; Rosilma iria me deixar na esquina que dá acesso ao meu trabalho em Cascadura. Nos despedimos e fiquei de lhe avisar se iria ao jogo na terça seguinte. Quando soltei do carro, faltavam 15 minutos para às 19 horas; às 18:50 telefonei para o meu setor avisando que podia liberar a quem de direito pois já "estava na área"! Graças a Deus, dera tudo certo: me diverti e ainda cheguei a tempo para trabalhar, sem prejudicar ninguém. Quanto as duas garrafas de Budweiser que havia bebido durante a tarde, não alterou em nada no meu hálito (havia perguntado a Rosilma sobre o assunto e ela me disse que não havia nada demais) ainda assim, escovei meus dentes!
Essa crônica, pode - se dizer que é o começo do fim: a partir desta faltarão duas para que (por tempo indeterminado ou em definitivo) eu pare de escrever sobre o Botafogo, seus jogos e esses momentos que, primeiro Deus e depois o Botafogo nos proporciona! Momentos de alegrias, tristezas, frustrações, raiva...mas também de muita amizade!
Gostaria de agradecer por (dois meses depois) ter comemorado meu aniversário de 29 anos com vocês; pelo convite, pelo bolo, pelos antigos e novos amigos que fiz e que estavam por lá, em General Severiano: vocês são demais!
Saudações Alvinegras!!!

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