| Não sei se dá para perceber, mas estou ajoelhado! |
"Tudo era apenas uma brincadeira, que foi crescendo, crescendo, me absorvendo"...(trecho da música "Sonhos" - Peninha) e dessa brincadeira nos últimos 4 anos se tornou algo sério. Escrevi muitas crônicas das quais me orgulho; algumas boas, outras nem tanto; algumas péssimas...tenho consciência disso. Comecei escrevendo um pouco das minhas origens; passei por um jogo do Maracanã que assisti contra o Vasco na década de 1990; comentei sobre o campeonato Brasileiro de 1995; a copa do Brasil de 1999. Depois falei sobre o rebaixamento de 2002 e do quase rebaixamento em 2004! Mas o Botafogo viveria uma fase boa: Campeão Estadual 2006; times competitivos de 2007 à 2009 ( ou teria sido 2007 - 08) com o Cuca? Três vices para o Flamengo (dois deles roubados - foi isso mesmo não foi?); nossa revanche em 2010 (não gosto do termo "vingança"): somos rivais não inimigos mortais! Ia me esquecendo: quase fomos rebaixados em 2009 na era Mauricio Assumpção...voltamos a ser campeões em 2013 e em 2014 passamos vergonha na Libertadores, além de termos sido rebaixados para esta temporada que se encerra! "Amigos eu ganhei e que vão ficar para sempre marcados nessas crônicas e na minha vida: O Botafogo me proporcionou isso, nos proporcionou a todos nós...espero continuar em 2016! Escrever crônicas diferentes dessas não me farão feliz, é dessa forma que gosto de escrever. Gosto de enaltecer cada momento que nos leva aos jogos, o antes, o durante e o depois! Sendo assim, é melhor parar por tempo indeterminado e quem sabe um dia, você que está lendo esta crônica agora, não a leia em forma de livro? No dia que isso acontecer ou que meu "trabalho" for reconhecido, serei o cara mais feliz, um escritor Botafoguense mais feliz que já existiu pois faço com amor, carinho e dedicação: a todos vocês meus amigos que leram essas minhas crônicas enormes, desejo a todos que fiquem com Deus e deixo o meu muito OBRIGADO!
O sol estava quente e inclemente; estava no ponto de ônibus esperando o 731 ou o 784 (ambos indo para Marechal Hermes) quando tive a ideia de ligar para o Gilson que havia me dito horas antes que iria sair de casa às 15:30. No momento desta ligação, ele disse estar ainda indeciso se iria, ou não ao jogo. Eu por minha vez, estava saindo mais cedo de casa pois havia combinado com a minha amiga Fátima de pegar uns livros com ela. Marcamos de nos encontrar em um bar, reduto de Alvinegros em uma rua que faz esquina com a Rua José Dos Reis, em frente ao setor oeste do estádio Nilton Santos. Eu também telefonei para Fátima e eu palpitei que ela saindo no horário que ela estava saindo de casa (naquele momento da ligação que eu fazia) que chegaríamos praticamente juntos! Mas voltemos ao meu amigo Gilson por alguns instantes mais: disse a ele que de repente, desta vez voltasse de trem: gosto da farra da torcida, dos hinos e da batucada. Mas estava mais mesmo para o Gilson não ir...
| Celso Luiz, Rosilma, eu, Feitoza, Fellipe, Leo, Matheus e Nivaldo. |
O ônibus demorou um pouco (731); ao desembarcar em Marechal Hermes, optei por fugir da rotina, fiquei naquele ponto mesmo esperando o 543L (Nova Iguaçu - Meier - via Engenho de Dentro) da Viação N.S. da Penha. Se durante a semana passa um atrás do outro, ontem foi foda! Só que eu estava decidido a fugir da rotina de ir para o Engenhão de 638 ou 669! Demorou, mas ele veio e ao contrário do que é indo pelo outro lado do bairro, o trânsito até que estava bom (exceto em Madureira na R. Domingos Lopes).
| Conhecendo Gilza Alves e sua mãe |
| Elas e eu...de novo: Minhas amigas Fátima e Elza! |
Dentro do ônibus havia dois torcedores Alvinegros (pai e filho provavelmente) e ia perguntar se eles estavam indo para o estádio: desisti. Percebi que poderia estar fazendo uma pergunta idiota. Por outro lado, nem tanto, já vi em outros jogos torcedores vestidos com a camisa do Botafogo e desembarcarem antes do estádio! Ainda bem que eu não perguntei: eles estavam indo para o estádio mesmo...
| Foto inédita: Dylan, seu pai e eu |
levei um tempo para atravessar da calçada do muro da estação para o outro lado: parecia que o semáforo estava com defeito; na primeira oportunidade que tive, atravessei. Ao invés de ir pela direita indo direto para a leste inferior, fui para esquerda e virei à direita na R. José Dos Reis; Ao contrário do que imaginávamos, Fátima e eu não chegaríamos quase juntos: ela, mais a minha amiga Elza, chegariam algum tempo depois. Enquanto isso, fiquei "proseando" com Túlio Alvinegro e Sandra Gonsalves; instantes depois chegara o meu já conhecido e querido amigo Ednaldo Fernandes. Conversa vai, conversa vem, concordamos que seria melhor para o Botafogo fazer um acordo com o Vasco da Gama e nós mandarmos alguns de nossos jogos (ou todos) em São Januário; A ideia de ir parar no campo da Portuguesa da Ilha do Governador também não é muito agradável. Fazia um calor da porra e eu estava com sede! Sede de água? Não! Eu queria era uma cerveja e estupidamente gelada...
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| Camisa nova e personalizada |
Fátima e Elza chegaram; Fátima me entregou os livros os quais aproveitei - me que tinha jogo para buscá - lo; depois disso, tiramos nossas fotos tradicionais de dias de jogo! Dessa vez, fiz questão de pagar a cerveja (das outras vezes eu estava impossibilitado de chegar junto); "enxugada" aquela cerveja, veio mais uma! Foi um dia legal: conheci minha amiga virtual Gilza Alves e sua mãe. Agora somos amigos reais! dividimos um latão de cerveja (que por sinal estava mais gelada do que a garrafa do bar) seguimos juntos para o setor leste inferior (elas também estavam indo para lá); parei no caminho e comprei dois docinhos (que o vendedor chamou de preto e branco: Botafogo) brigadeiro e beijinho. Seguimos em frente e passamos em frente ao estacionamento e os motoristas que iriam entrar no mesmo, estavam nervosos e buzinavam, eu disse então: por que a pressa? Para que se estressar? Já não chegaram aqui? Dobramos a direita na R.Piaui. Enfim chegamos ao nosso setor; pedi a Gilza que tirasse uma fotografia para mim e daquele ponto em diante nos separamos...
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| Da esquerda para a direita: Eu, Fátima, Ednaldo, Túlio, Elza e Sandra |
Gilza e sua mãe seguiram pela minha direita e eu fui pela esquerda; Quando cheguei na arquibancada fiquei preocupado: onde estava o meu lugar de todo o jogo? Tentei chegar lá e não consegui! Procurei por Rosilma, Celso Luiz e cia e não os encontrei. Fiz o caminho de volta e dei volta pelo outro lado; subi os degraus e me deparei com Fellipe Keraz o qual cumprimentei; perguntei ao Nivaldo (que estava na outra extremidade, se havia lugar e ele me apontou para o corredor de baixo. Antes de chegar lá, cumprimentei (não sei se foi nessa ordem) Leo Gomes (o filho de Nivaldo); Lucas Feitoza (mais conhecido como Feitoza) seu irmão Matheus e por fim o próprio Nivaldo. Às vezes a gente faz umas perguntas sem nexo: perguntei ao Feitoza se Matheus era seu irmão! Pode isso? Os dois são muito parecidos! Procurei por outro amigo: Leonardo. Ele também não estava lá...
| Nivaldo, Matheus, Lucas, Leo, Fellipe e eu |
No corredor abaixo do meu, tinha uma moça (vamos colocar dessa forma: ela não era velha para ser chamada de "senhora", mas também acho que não era muito nova para ser chamada de "moça") vamos deixar que fique o termo "moça" mesmo. Quase que eu disse a ela que, se houvesse uma concurso para torcedor (a) mais animado (a) e eu fosse o jurado, eu a escolheria! Ela se manteve animada durante toda a partida... teve um momento em que ela gostou de ver a minha animação e em outro, ao só me ver cantar, segurou no meu braço e fez com que eu o levantasse! Ficou com uma cara entre espantada e divertida quando a plenos pulmões Nivaldo xingava a arbitragem com vontade. Eu disse: calma, Nivaldo, calma!
| Nivaldo, Matheus, Rosilma, Leo, Lucas e Fellipe |
Dois corredores acima de onde eu estava, vi Jorge e seu filho Álvaro (meus amigos desde os jogos do Maracanã, ano passado), os cumprimentei e tentei (em vão) minutos mais tarde, pedir para que eles ficassem um pouco no fim do jogo para tirarmos nossa tradicional foto de fim de jogo (foto essa que só tiramos quando o Botafogo vence), mas ontem valia abrir uma exceção, afinal, o Botafogo já era o campeão. Aliás, o jogo estava morno, quase frio...
| No intervalo do jogo |
Se dentro do campo o jogo estava "morno quase frio" a arquibancada fervia: a temperatura era altíssima! Gritamos e apoiamos os 90 minutos (mais os acréscimos) com toda nossa força. Momento bonito o que a gente cantou (em uma das vezes) durante a partida o nosso hino...Puta que pariu não tem nada igual! Nós realmente somos uma torcida diferente...
| Entrega das faixas |
Por falar em "puta que pariu" ontem não teve no inicio do jogo: Jefferson não foi a campo; Helton Leite fez grandes defesas: estamos bem servidos de goleiros. Ontem, que eu lembre, a torcida não passou em revista os jogadores do Botafogo, também, pudera: a maior parte dos jogadores eram reservas!
| Tua estrela solitária me conduz |
Durante vários jogos (talvez em todos em que eu compareci) a torcida passava em "revista" todos os jogadores. Acho que é comum todo torcedor fazer isso, mas na torcida do Botafogo chega ser algo "sobrenatural", por exemplo: ovacionávamos Thiago Carleto, mas no primeiro erro dele vaiávamos...o que dizer do Willian Arão então? Ontem foi assim: "Arão, vai se fuder, o Botafogo não precisa de você"! Enquanto Neilton quer ficar, Arão que tem uma cláusula no contrato que diz que seu contrato é passivo de renovação automática, não quer ficar! Agora, o Botafogo está no seu direito de querer o que lhe pertence! Agora, nós os torcedores de maneira geral temos que entender que se for da vontade do clube que ele fique, ele vai ficar. Até por que ele não é bobo (Arão): já pensou ele ficar parado durante dois anos? Agora, é claro que o Botafogo pode fazer isso (o que eu não acho particularmente correto), leve em consideração que se ele jogar não tem mais clima para ele...
O intervalo se aproximava. O calor continuava intenso. Resolvi não esperar pelo intervalo: comprei um copo d'água. Absurdo (ou será que estou errado) um copo d'água custar R$ 4,00!
Conseguiram me convencer de que Renan Fonseca é um bom jogador (talvez razoável); não gostei da atuação do Fernandes e deixo uma pergunta Luis Henrique está preparado para ser titular? E o nosso meio de campo sem Daniel Carvalho: na volta para casa, comentando com o amigo Nivaldo, disse - lhe que, de repente, quem sabe, vendo o jogo de ontem, o Botafogo não faria (fazia) uma nova proposta para o jogador? Conjecturas...
Assisti a alguns jogos do Botafogo no ano no Nilton Santos e pude reparar em coisas que não mudam e que eu não canso de pontuar: o Botafogo não sabe marcar, os adversários avançam com a bola e o time recua; não temos boa saída de bola em velocidade e os jogadores (um dos torcedores me falou isso) se cansam com facilidade...ele questionou o preparo físico! Se ele está certo? Pode ser! Não me recordo o nome do jogador, mas ele conseguiu, a "meio metro" não correr um pouquinho e interceptar a bola que estava com o adversário; o outro torcedor, questionou a saída de Daniel Carvalho e quem poderia sair do banco para substituir? Não tinha (para ele) esse um! Lembrando que Daniel Carvalho também foi criticado e vaiado algumas vezes pela torcida...
Tenho um amigo que diz que, o estádio de futebol é o único lugar que você pode xingar sem que ninguém reclame contigo. Pois é, em determinado momento do jogo, estou ouvindo alguém próximo a mim xingando pra cacete (viu? acabei de xingar o pensamento que tive naquele momento do jogo), era um tal de "puta que pariu" pra lá, "caralho e porra" para cá...teve uma hora que decidi ver quem era o autor de tamanha "revolta" (da qual eu também já compartilhava) e me deparei com o amigo Fellipe! Esquenta não, Fellipe: estamos juntos!
Vi rostos conhecidos. Poderia dizer que me eram rostos familiares...avistei Dylan e seu pai Roberto e pedi a eles que no final do jogo se juntasse a nós para tirarmos uma foto e assim foi feito. Estava telefonando para Rosilma quando avistei Celso Luiz. Perguntei a ele por Rosilma e ele a apontou: Não poderíamos passar pelo último jogo do ano sem que ela estivesse conosco!
Quem poderia imaginar que eu pularia o tanto que eu pulei; que eu tentaria gritar mais alto do que a torcida ao meu redor e de que eu comemoraria este título com amigos com quem eu gosto de estar? "Tanto tempo esperando esse momento meu Deus, deixa eu festejar que eu mereço"...mesmo que seja a Série B! É...para quem até um certo tempo atrás era uma espécie de "anti - social", sentir falta de estar próximo das pessoas chega a ser "doloroso". Saí do estádio ao lado deles e pensei: putz, logo agora, justamente agora (trecho de uma música do Jorge Aragão) que eu vou me despedir das crônicas, surgem esses caras...poderia ter escrito mais, afinal, sempre estivemos próximos!
Se em todo final de jogo eu bebo uma cerveja (mais uma vez o calor), preferi beber água (dessa vez bebi uma garrafa) nos separamos e nos despedimos. Voltei de carona com Nivaldo, Leo, Feitoza e como o Leo disse: "Feitozinha". Estávamos felizes, voltamos conversando sobre alguns jogos do Botafogo. Nivaldo me deixou em Marechal Hermes e ali eu embarquei no meu ônibus.
Pela terceira vez no ano, o Botafogo me fez tomar banho de chuva: a primeira vez foi após a páscoa (eu fiquei gripado); da segunda vez, eu dei uma corrida do ponto de ônibus até minha casa, assim como ontem...espero que assim como da segunda vez, eu não fique gripado!
Termino esta crônica com uma certa tristeza. Será que eu volto? Talvez! Segundo uma letra de Renato Russo (Legião Urbana) diz assim: "que o pra sempre, sempre acaba" e tem o tradicional "nunca diga nunca"! Mas, estou precisando descansar. Peço desculpas se alguma vez me excedi (por exemplo, nos palavrões e /ou de maneira geral) mas cada crônica que me utilizei deles, foi me valendo de que tudo fazia parte, estava dentro do contexto do futebol!
"Tudo era apenas uma brincadeira"...mas gosto de escrever e vi a possibilidade de (quem sabe) publicar estas crônicas em forma de livro? No momento não vislumbro lucro. Sou um cara normal como você que está lendo e que tem o ensino médio completo; o lucro (se é que haveria algum ou haverá algum) seria consequência. O importante para mim, em cada crônica dessa que escrevi, era mostrar que todo ser humano que se considera capaz, é capaz sim e com força de vontade de lutar pelos seus sonhos, objetivos e metas; Mostrar que o esporte é capaz de unir pessoas, criar elos e grandes amizades, quase que uma "família"! Ora, por que não afirmarmos que somos amigos, irmãos, primos (de camisa)? Uma verdadeira "grande família Alvinegra"?
Obs: Se você for menor de idade, não ingira bebidas alcoólicas!
Obs: Se você for menor de idade, não ingira bebidas alcoólicas!
Saudações Alvinegras!!!


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