quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os bastidores de mais uma partida de futebol: Botafogo 3 x 1 ABC (11/08/2015) Parte I



Com os amigos: Genilson, Rafael e Gilson

Tudo começou (se não me falha a memória) após o jogo contra a Criciúma, em um sábado. Havíamos ido Armando, Gilson e eu; dentro do estádio nos separamos, mas assim como fomos juntos, combinamos de voltar juntos também e foi no retorno, já andando pelas ruas de Realengo que o plano começou a ser formado.

No caminho de volta para casa, juntou - se a nós Genilson Cassiano. Foi tudo muito rápido e só lembro que de repente já estava tudo combinado para assistirmos a Botafogo x ABC no Engenhão.

Gilson e eu passaríamos (como de costume) pela casa do Armando e nos encontraríamos com Genilson na estação de Realengo. A partida seria realizada às 21:30 (não que fosse fazer diferença tirar 20 minutos do horário original que costuma ser às 21:50) e esse é um horário que eu só tenho ido quando consigo pernoitar na casa de uns amigos voltando para casa no dia seguinte (pequenas loucuras que fazemos pelo Botafogo) e Gilson nem se quer vai (e com razão!): por mais que a condução tenha melhorado na área onde moramos, no horário que a partida se encerra se for levar em consideração o horário em que o trem vai sair da estação, muito provavelmente ficaríamos a deriva fosse em Marechal Hermes ou em Realengo e como o horário não ajuda, voltar andando poderia se tornar perigoso.

Mas Gilson desta vez se animara: éramos quatro cabeças, podíamos "rachar" com o valor da corrida do táxi; a ideia de Gilson foi usar a 99 táxis (um dos patrocínios do Botafogo) ganhando um desconto de R$ 15,00 na corrida: todos nós aceitamos! Gilson então pediu o contato de Genilson e durante toda aquela caminhada, cada vez eu sentia mais que conhecia Genilson. E sim, eu de fato o conhecia: amigo do meu amigo Robson Natanael nós três juntos (mais a filha do Robson) assistimos a um jogo em São Januário; quando ele falou dos grupos que fazia parte no Whatsapp, comecei a montar as pedras do quebra cabeça e lhe pedi que citasse ao menos um dos grupos dos quais ele fazia parte e conforme ele ia citando, chegou no resenha alvinegra...foi assim que chegamos a conclusão de que já nos conhecíamos.

Voltando do trabalho na manhã de terça - feira (dia do jogo), Gilson me informara que Armando não iria mais (motivos pessoais e particulares) e Genilson disse que mais dois amigos deles (incluindo Robson) iriam ao jogo; pelo que eu pude entender, Genilson e seus amigos, por serem seus vizinhos, sempre iam juntos e ele (Genilson), não queria deixar de ir com seus amigos. Desses dois amigos do Genilson que eu citei, o único que não iria de casa, seria o Robson, sendo que Genilson ficara com a incumbência de lhe levar uma camisa do Botafogo para o estádio.

A questão passou a ser a seguinte: éramos três (Gilson, eu e Genilson) para voltarmos de táxi para casa, mas como ficariam os outros dois amigos de Genilson se só sobraria uma vaga? Genilson optou por voltar com seus amigos para casa, mas antes dera uma sugestão: irmos pelo menos ele, eu, Gilson e seus dois amigos no mesmo trem rumo ao Engenhão. Marcamos de nos encontrar na plataforma da estação de Realengo ás 19:40.

Próximos da estação, vimos um trem passar e como estávamos um pouco atrasados, Gilson preocupado telefonou para Genilson (que também estava atrasado) avisando que se ele não nos encontrasse lá, é por que já havíamos ido; a frequência dos trens estava em 15 minutos, entretanto o trem que nós perdemos passara por volta das 19:37 e o outro iria passar somente às 19:57...mas antes disso ocorrera algumas outras coisas, por exemplo:

O guard - rail do viaduto de Realengo em certo ponto estava amassado a ponto de, uma pessoa distraída se fosse se apoiar nele, corria o risco de cair lá embaixo! Eu não estava me apoiando no guard - rail, mas estava distraído; ainda da calçada reconheci na plataforma da estação um de meus amigos: Juan Reis; já na plataforma, cumprimentei Juan e também ao amigo que estava com ele; avistamos Genilson subindo o viaduto de Realengo...

Genilson se juntou a mim e ao Gilson; Gilson perguntou se os outros dois não iriam conosco e Genilson respondeu que estavam a caminho; o que fazer? Deixar passar aquele trem que já estava vindo e pegar o seguinte ou ir nesse que já estava chegando? Genilson telefonou para um de seus amigos avisando que não iria esperar e que iríamos naquele que se aproximava. Nesse ínterim, chegou mais um torcedor Alvinegro que começou a conversar conosco (mal sabíamos Gilson e eu que aquele torcedor iria se tornar mais um amigo), ele dizia que aquele trem, não iria parar no Engenhão e que nós teríamos que desembarcar em Madureira e esperar pelo "parador". Fizemos isso e a plataforma estava bem movimentada: parecia que iria dar um bom público.

Ao entrarmos no trem (ainda em Realengo), Juan, uma menina que aparecera depois e seu amigo, foram para uma parte da composição que estava mais vazia e foi então que vi que o nome do amigo do Juan também era Thiago: Thiago Alves. Aquele torcedor que viria a ser nosso amigo alguns minutos mais tarde, ficou próximo a nós: de mim, do Gilson e do Genilson!

Já no "parador", Juan ficou mais próximo a nós; durante toda aquela terça - feira foi especulado vários nomes para compor o elenco do Botafogo: um desses nomes especulados foi o do André Lima (do qual sou fã) e todos concordaram que era um bom nome e que se identificava com o Botafogo; Luís Fabiano (Juan não apoiou esse nome) e ainda surgiram os nomes de Almir (que jogou no Botafogo quando do primeiro descenso e que está atualmente no Flamengo); Dória (que saíra do Botafogo não faz muito tempo) e Danilo (jogador do Corinthians). No meio de tantos boatos e especulações surgiu a informação de que a diretoria estaria pensando em uma contratação de jogador para lotar o estádio! Quem seria? Juan disse que poderia ser Loco Abreu e eu disse ser pouco provável: o próprio Loco Abreu já disse que só poderia vir daqui a três meses! O nosso mais novo amigo disse que se bobeasse até o Dodô com 40 anos jogaria melhor do que muitos de nosso atual elenco...estou na dúvida: pode ter sido o Genilson que disse isso!

Ainda de dentro do trem, alertei ao Gilson que fôssemos de escada pois as passagens subterrâneas estavam fechadas; nunca havia reparado, mas o vão entre o trem e a plataforma da estação do Engenho de Dentro é larga demais! Enfim, havíamos dado alguns passos quando Juan gritou me chamando e perguntou se eu não ia para o setor leste; respondi que sim e ele nos sugeriu ir pela passagem subterrânea que estava aberta do outro lado, na saída para o setor sul do Engenhão: ganhamos tempo! Já havíamos atravessado a rua quando chamei por Juan e agradeci dizendo que em outros jogos aquela passagem estava fechada: seria ali, naquele ponto que cada um iria para um canto diferente...

Genilson teria de levar a camisa de Robson até o setor oeste onde este o esperava; Genilson disse que assistiria ao jogo conosco e seus outros três amigos iriam assistir (se não me falha a memória no setor Norte); eu e o nosso mais novo amigo, seguimos para o setor leste e assim como nós ele prefere assistir aos jogos da Oeste Superior! Perguntei ao Gilson se iríamos esperá - lo comprar seu ingresso e Gilson disse que sim.

Já estávamos na arquibancada quando tivemos a ideia de perguntar o nome de nosso mais novo amigo e ele respondeu: Rafael. Durante algum tempo, Gilson e ele ficaram entretidos em uma boa conversa e por incrível que pareça Gilson pediu o contato de whatsapp do Rafael dizendo que havia gostado dele e que não tem o costume de fazer essas coisas; eu também o adicionei no Whatsapp e perguntei se ele tinha facebook e ele respondeu que sim; quando "joguei" seu nome (Rafael Arouca) eis que descubro que ele era amigo de uma amiga minha: Renata Fernandes!

Em relação ao táxi, Genilson voltaria com Robson e seus outros dois amigos de trem; Gilson e eu de táxi e Rafael viria junto: o itinerário que iríamos fazer o beneficiava! Mas isso a gente só iria descobrir quando Genilson chegasse até nós e isso estava demorando: foi quando Gilson me pediu que ficasse de pé...


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