sábado, 7 de março de 2015

Os Bastidores de mais uma partida de futebol - Botafogo 1 x 0 Flamengo




(Foto: Gilson Tavares)

Na partida entre Botafogo x Nova Iguaçu havia ficado com alguns amigos: Barbara, Carlos, Celso Luiz, Lucas, Rosilma e Thiago. No término desta sugeri que combinássemos de no jogo seguinte (Botafogo x Flamengo) caso fosse possível marcarmos de ficarmos juntos...se não me engano, faltando três ou dois dias Rosilma mandou - me uma mensagem perguntando se eu iria ao jogo; disse - lhe que, por ser um clássico (e contra o Flamengo) eu teria de convencer o "cão de guarda" (meu pai) a permitir minha ida. No dia seguinte convenci o meu pai de que não tinha como nada dar errado uma vez que eu iria a paisana e de ônibus e que voltaria da mesma forma; Na sexta - feira, inicio da tarde, minha tia fizera a mesma pergunta e apesar de preocupada, mostrou - se mais tranquila que me pai! Não me lembro ao certo se foi na quinta ou na própria sexta - feira após essa conversa com a minha tia, mas lembro que comuniquei a Rosilma que iria; como esta crônica está atrasada, não lembro se foi em um desses dias (e também se foi dessa forma) que Rosilma havia combinado: ficou de me ligar para que combinássemos um lugar de encontro. Porém muitas coisas até domingo ainda estava por acontecer...



Era certo que Gilson não iria, daí o fato de, se fosse o caso, eu iria pegar uma van (caso o ônibus para Marechal Hermes demorasse a passar), desembarcaria na Vila Militar e lá pegaria um ônibus até a estação que acabei de citar e embarcar no 638 (Marechal Hermes - Praça Saens Pena) rumo ao Maracanã! É quase certo que tudo tenha acontecido no sábado à noite: a voltar da casa de meu amigo Lennon, Armando (que havia dito haver a possibilidade de ir ao jogo), confirmou presença dizendo que iria; perguntou - me como eu iria fazer para ir e expliquei com detalhes; ele disse que indo com ele, não haveria problema de irmos juntos e de trem! Aleguei que não iria trair a confiança do meu pai mudando tão repentinamente o itinerário...talvez tenha sido nesta mesma noite de sábado ou já na manhã de domingo, Armando me informou que Gilson iria. Entretanto, mantive o meu trajeto original...


Fui à missa pelo domingo de manhã e ao retornar, como quem não quer nada, comentei que Armando havia convencido Gilson a ir ao jogo (com isso, chego a conclusão que no sábado eu já sabia da mudança de opinião de Gilson); começamos a marcar o horário de nossa saída...o primeiro horário seria na casa de Gilson às 12:20 para estarmos na casa de Armando às 12:40 e irmos rumo a estação de Realengo e tentar embarcar no trem das 13 horas (eu já havia pesquisado na página da Supervia), entretanto, Armando ficou preocupado de não conseguir ingresso para o seu filho Vitor e nos comunicou de que sairia mais cedo, além do mais, Vitor queria ir com a camisa do time e consequentemente Armando também e para evitarmos confusão Gilson e eu estávamos indo a paisana; Ficou combinado que nos encontraríamos lá e Gilson e eu mudamos o horário de saída de casa. Ansioso, às 12:50 estava lhe chamando em frente a sua casa e o horário de partida seria às 13 horas!

Da mesma forma como tantas outras vezes fomos (Gilson e eu) conversando animadamente. Ficara combinado que não iríamos comentar sobre o Botafogo e o jogo. Entretanto, antes de chegarmos na estação deu para debatermos alguma sobre o assunto e suas mais variadas nuances. Comentei com Gilson (que já sabia que não iria assistir ao jogo com ele) que havia perguntado também ao meu amigo Carlos onde ele pretendia ficar dentro do estádio, mas não obtive resposta e horas antes Rosilma havia se comunicado comigo dizendo que iria ficar no bar da Loucos (em frente a entrada C na Prof. Eurico Rabelo). Ao chegarmos na plataforma, mudamos imediatamente de assunto e chegamos a conclusão de que, podemos dialogar de forma educada com os torcedores rubro - negros sobre outros assuntos, mesmo que sejamos torcedores rivais (rivais sim, inimigos jamais!), mas será que teríamos conseguido levar aquele papo se Gilson e eu estivéssemos com a camisa do Botafogo? Fomos todos juntos no mesmo trem, numa viagem que seria de paz e relativa tranquilidade...

Não demorou muito, Gilson e eu percebemos que o número maior de torcedores seria de rubro - negros; entraram alguns torcedores Alvinegros com a camisa do nosso time; mesmo que falando baixo, Gilson entrou no assunto Botafogo e chegamos a conclusão que na maioria das vezes o problema está na saída e que o problema ocorreria se o Botafogo os vencesse ou até mesmo se perdesse caso alguns exaltados de algumas das organizadas quisesse partir para gestos de violência! Dentro do trem estava tudo tranquilo, exceto pelo fato de que alguns torcedores começaram a entoar seus cantos não (aparentemente) no intuito de distração, diversão, mas sim no intuito de provocar e se você for pensar que por mais que a maioria fosse de rubro - negros, muito provavelmente havia torcedores de outros clubes ali também e esses torcedores começaram a cantarolar no intuito de provocar, mas ninguém cedeu a uma provável provocação, mas devo admitir que meu sangue ferveu e que se eu fosse um pouco mais esquentado (e olha que sou um cara tranquilo) eu teria pulado no pescoço de um daqueles torcedores do Flamengo! Sugeri ao Gilson que esperássemos a maioria dos torcedores dele saírem do trem e partirem rumo ao alto da estação. Em comum acordo, esperamos um pouco na plataforma...

O mando de campo poderia ser do Botafogo, mas parecia que era do Flamengo! Descemos a rampa e começamos a contornar o estádio; vi o bar (reduto da Loucos em dia de jogos no Maracanã) e falei para Gilson que não iria atravessar pois o trânsito estava confuso e naquele momento eu começava a pensar que talvez fosse melhor ficar com o Gilson mesmo: até por que até ali estávamos juntos! Entramos no estádio e ainda tentei me comunicar com Rosilma; como faço parte de um grupo no whatsapp do qual Carlos faz parte e me convidou a fazer parte do mesmo, vi uma mensagem sua onde ele dizia que estava com o Nextel e imediatamente desisti de ligar para ele, não tinha condições de ligar de meu celular para ele. Em relação a Rosilma, nada feito! Gilson ligou para o Vitor e disse onde nós estaríamos e Armando com seu filho se juntou a nós alguns instantes depois e disse que não ficaria conosco, mas no "bolo" da torcida, local esse para onde eu pretendia ir também! Armando se ausentou com o filho e eu parti rumo a tentar encontrar - me com a turma que (em parte) eu havia combinado de encontrar - me nesse jogo...

Um pouco antes dos acontecimentos do parágrafo acima, havia visto meu amigo Arthur chegar com seu pai e seu irmão, bastou eu me distrair um pouco e os perdi de vista; instantes depois os vi novamente,mas o movimento era maior e os perdi novamente no meio da multidão! Foi um pouco depois disso que decidi me juntar a torcida próximo de amigos com os quais eu já tinha uma certa camaradagem que na altura do campeonato, já são de longa data...de fato, não consegui encontrar - me com Carlos ou Rosilma (nem em golpe de sorte), mas vi visualizei meu amigo Francisco (que não me viu) e seu filho Ricardo o qual eu cumprimentei; Rodrigo também estava com eles e não me viu. Busquei um lugar para sentar - me o mais próximo a eles, mas já não o havia! Entre ficar longe dos meus amigos e acabar ficando sozinho, optei por voltar para perto de Gilson...ele estranhou!

Se você olhasse para sua direita, só via um mar vermelho e preto o qual parecia que iria nos engolir! É bem verdade que o primeiro tempo foi dominado em sua maior parte pelo time do Flamengo; é bem verdade também que, com as substituições feitas pelo técnico René Simões o time do Botafogo (ainda no primeiro tempo) deu uma leve melhorada, mas gol mesmo, só no segundo tempo e de Tomas Bastos o qual René Simões vinha dando o seu apoio incondicional...

O Botafogo poderia ser série B no campeonato brasileiro que estava por se iniciar, mas no Carioca era série A; um time invicto e que brigava pela liderança! Com seus cantos ridículos com os quais a torcida do Flamengo tentava nos humilhar, vinha sem força pois a força da torcida do Botafogo (eme menor número) cantou e para cada torcedor rubro - negro, nós cantávamos por dois e foi assim do inicio ao fim do jogo! Estávamos dispostos a acabar com a festa de despedida de Léo Moura...e conseguimos! No fim, quem comemorou não só a vitória, a despedida (com derrota) do lateral direito do Flamengo e o aniversário da cidade maravilhosa, fomos nós, os torcedores Alvinegros!

Dessa vez, dada a quantidade de torcedores, Gilson concordou comigo que deveríamos voltar de ônibus e isso significava voltar no 638 que não importa o dia da semana ou hora tem um carro atrás do outro, mas desta vez a Auto Viação Três Amigos decidiu nos zoar: saindo da Praça Saens Pena só vinha o 609 (Saens Pena - Meier) que de nada nos ajudava ou servia! Contornamos o Maracanã rumo a estação de trem a qual nós veríamos ainda muitos torcedores rubro - negros...é preciso ressaltar que havia alguns torcedores na saída da Av. Radial Oeste esperando os jogadores do Flamengo sair para esculachá - los: afinal, eles perderam para um time de série B!

Já dentro do trem, um sujeito (se era Flamenguista ou não isso não me interessa) estava visivelmente bêbado e fumando um cigarro dentro de trem fechado e de ar condicionado! Mas pior do que esse foi um outro que empesteou o vagão em que eu estava com Gilson com cheiro e fumaça de...maconha! Fomos para outro vagão, a fumaça também...

Do alto do viaduto de Realengo, Gilson e eu vimos no último vagão um passageiro segurando a porta e outro dependurado na porta do mesmo! Depois querem reclamar da SuperVia quando uma composição os deixa na mão...da estação até a nossa casa Gilson e eu viemos a pé!

Já na manhã do dia seguinte, voltando da minha caminhada, do outro lado da calçada, estava meu amigo Osvaldo que me chama de "filho" e me perguntou se eu havia gostado; respondi: eu já sabia! Não costumo provocar, mas percebi que tinha uma plateia de duas pessoas em frente a oficina mecânica; disse que se o Carleto tivesse feito aquele gol de falta somado ao que fizemos e aqueles outros dois que perdemos, o Botafogo teria metido uns 4 no Flamengo e a humilhação na despedida de Léo Moura teria sido muito maior! Um dos caras que estava bem próximo a nós colocou um sorriso no rosto e se afastou com um certo desdém...

Horas mais tarde, saí de casa e um vizinho amigo meu gritou de forma timida: "Fogo, fogo"! e eu com os braços levantados gritei: FOGO! FOGO! E para um outro amigo (também rubro - negro) disse: está vendo? Ele me provocou, eu ia passar quietinho!

Então, é isso...

Saudações Alvinegras!!!

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