Desde que sou sócio torcedor do Botafogo (2012) entro (ou entrava no estádio) fosse no Engenhão ou no Maracanã com a carteirinha passando direto pela catraca, esse sistema é muito mais prático e objetivo; como sócio torcedor pago uma mensalidade para ter conforto e comodidade e não ter de enfrentar filas e apesar do que você vai ler nas próximas linhas eu sugiro que você seja sócio torcedor. Nem em semana de clássico, uma crônica sobre os bastidores das partidas que eu vou começa com tanta antecedência! A minha começou no domingo anterior por conta dessa bobagem de check - in.
No final da tarde daquele domingo, minha amiga Fátima me informara sobre o retorno do check - in; em que consiste o check - in? Todos os sócios teriam que fazer o check - in pela internet e imprimir o voucher para confirmar que havia feito o check - in; sinceramente vejo isso como sendo constrangedor: o torcedor chega na catraca, a carteirinha de sócio não funciona e você tem de mostrar o Voucher com sua carteirinha e documentos pessoais. Isso me soa um tanto quanto constrangedor, não acha? Na noite deste mesmo domingo, enviei um e -mail para "O Sou Botafogo" dizendo ser contra e as razões que seriam: a falha do sistema na libertadores de 2014 quando o torcedor chegasse atrasado (ou não) e sua carteirinha de sócio não passava na catraca e o mesmo tinha que ir no "caixa prego" para habilitar a carteirinha de sócio! Aleguei isso e aleguei ainda que, tentei fazer o check - in pela internet (na época da libertadores) e devido a falha do sistema quase fiquei de fora de Botafogo x Deportivo Quito; ao ver torcedores com aquele tipo de problema, reclamei na época e esse sistema de check - in foi "aposentado". Passei também a levar o voucher impresso comigo. Hoje, mais uma vez o problema se repete.
Mas o meu problema ia mais além disso: certa vez estive na sede e informei que não conseguia acessar meus dados (tais quais: o fechamento de meus pagamentos) na página do "Sou Botafogo" de meu computador; lá eles disseram que estavam tudo normal e que o problema era em meu computador. Procurei uma solução sem encontrar porém, afinal todas as minhas páginas web funcionavam exceto a do "Sou Botafogo"; por saber ser responsável e por pagar algumas das minhas contas antes do dia ( o sócio torcedor era uma dessas) deixei passar. Mas para fazer o check - in esse problema viria a me impedir e por que? Ao entrar em "minha conta" meus dados apareciam incompletos e eu os cadastrava novamente e salvava para no final o sistema dizer que eu estava cadastrado! Ora, se eu estava cadastrado, por que eu não conseguia acessar além de meus outros dados, também o sistema de check in? Mas deixemos isso de lado por alguns instantes...
Na segunda - feira, imagino que tenha sido pela manhã conversei com meu amigo Carlos Arcanjo via whatsapp lhe informando sobre as novidades envolvendo o check - in; eu estava em casa me preparando para ir a Quinta da Boa Vista no hospital Quinta Dor para uma entrevista de emprego e ele trabalhando. Deduzindo que ele estivesse ocupado, horas mais tarde envie - lhe outra mensagem dizendo que iria "marcar" seu nome em uma publicação (creio que minha) no facebook. De tarde enquanto eu aguardava pela entrevista (dificilmente eu o chamo por Carlos) Arcanjo enviou uma mensagem pelo facebook que acabou se tornando um bate - papo onde ele dizia que não conseguia fazer o Check - in. Sugeri a ele que, assim como eu, reclamasse! Foi engraçado pois, ele pediu desculpas e mandou um "puta que pariu" em alusão as confusões que o Botafogo nos envolve sem necessidade. Concordamos que, em time que está ganhando não se mexe, então por que fazer check - in? Na quarta - feira haveria jogo do Botafogo ao qual ele pretendia ir e eu também dependendo de como seria aquela entrevista...por mais que, de certa forma o assunto fosse sério, nós levamos na base do bom humor e eu também xinguei algumas mensagens a frente. Alguns instantes depois, acho que ele conseguiu fazer o check - in. O problema dele estava resolvido, o meu, de várias maneiras, não!
Uma das razões do meu nervosismo, impaciência e ansiedade passava pelo fato de apostar minhas fichas nessas entrevistas de emprego; estava tendo muito gasto de passagem e se ainda não estava precisando pedir dinheiro ao meu pai para pagar a passagem ou para tio e primo era devido ao fato de eu ter colocado crédito no meu BUC (Bilhete Único Carioca) que começava a chegar ao seu fim e isso era ruim pois eu contava com ele para ir aos jogos no Nilton Santos, mas o gasto (apesar de tudo) era para um futuro melhor que poderia estar se aproximando! Tinha R$ 60,00 na carteira, desses R$ 60,00, R$ 20,00 meu pai deixou de gastar e deu para mim: poderia, sabendo administrar, esticar essa grana para pagar minhas passagens e/ou lanches no estádio. Entretanto, não há time de futebol que seja mais importante do que você arrumar um emprego e eu precisaria gastar esse dinheiro. Fui encaminhado para uma segunda etapa de entrevistas no Copa Dor na quarta - feira as 8 da manhã! Me foi sugerido que eu tirasse todos os documentos necessários pois no caso de eu ser efetivado, tinha que tê - los todos em mãos!
Na terça - feira pela manhã, tive que tomar três vacinas e depois disso não parei em casa: tirando as cópias de todos os documentos necessários para levar no caso de passar na entrevista. Meses atrás Gilson havia me dito que seria difícil conseguir um emprego pois o país caminhava para uma recessão. Preferi afastar essa ideia. Disse a ele que até que tenho sido chamado,mas não tenho conseguido chegar as etapas finais das entrevistas. Foi também nesse dia que lhe pedi para usar o seu computador e fazer o check - in para o jogo de quarta - feira, afinal, eu iria a Copacabana pela manhã! acabou que não fui na casa do Gilson e em semana de cerco de Jericó era de se imaginar que não iria haver o encontro com a turma da Crisma da qual eu faço parte. Vendo que ninguém apareceu, voltei para casa e pedi umas ideias para chegar à rua Figueiredo Magalhães ao meu amigo Lennon; Fátima também me ajudou com algumas informações...
Eu tinha que está em Copacabana às 8 da manhã, mas seguindo algo que meu catequista vira e mexe comenta, enquanto houver esperança (a esperança é a última que morre) haverá fé, se perder a esperança pode contar que a próxima etapa é perder a fé e se perder a fé...sendo assim, em todas as entrevistas as quais participo saio com estes sentimentos no coração! Levantei para beber água às 3 da madrugada e não dormi mais; as 4 comecei a me arrumar; quando deu 4:30, meu pai estranhou e perguntou se eu já estava saindo e se eu iria encontrar ônibus; disse que era uma experiência que estava fazendo: afinal, se eu iria pegar das 7 da manhã às 19 horas eu tinha que saber que horas sair de casa. Antes de chegar na estrada que faz esquina com a minha casa, vi um ônibus indo para Campo Grande; quando chegamos na esquina vinha vindo um em direção a Marechal Hermes: tanto meu pai quanto eu fizemos sinal e o motorista parou. Da minha casa até Marechal Hermes levei 20 minutos (também se tivesse trânsito naquela hora) e de Marechal a Central onde eu iria embarcar no metrô rumo a Copacabana: devo ter levado mais uns 20 minutos; da Central até a estação Siqueira Campos, não lembro quanto levei, mas sei que estava lá às 6:10! 6:18 eu já estava identificado para a entrevista...
II
Os outros candidatos começaram a chegar. Esses candidatos estavam marcados todos para antes de mim, mas ficou decidido que quem houvesse chegado primeiro seria entrevistado, sendo assim, o primeiro fui eu! Quem realmente deveria me entrevistar estava trabalhando sentada do outro lado da sala "teclando" no computador; a menina que me entrevistava olhava para uma terceira pessoa que me avaliava trocando olhares significativos com ela: não gostei daquele cara, algo me dizia que seria ele a me "derrubar"! Foram feitas várias perguntas e surgiram algumas novidades, por exemplo: foi me dito no Quinta Dor que eu pegaria de 7 às 19 horas; no Copa Dor me disseram que eu iria cobrir férias e que eu poderia pegar no horário das 10 às 22 horas ou até mesmo no turno da noite para "varar" a madrugada! E que depois seguindo uma "fila" eu poderia passar para o horário das 7 às 19 horas. Tem alguns detalhes que com a entrada de outros personagens nessa crônica eu irei comentar, por ora posso lhes dizer que me senti traído pois fui informado no Quinta Dor que a resposta fosse positiva ou negativa eu seria informado naquela quarta - feira. Acontece que não iria ser assim: me deram o prazo de dez dias e se nesse prazo eu não fosse chamado, iriam me mandar uma carta agradecendo por ter participado do processo seletivo...o conteúdo deste parágrafo eu iria comentar com várias pessoas uma delas seria meu pai e minha amiga de estádio Rosilma Magnavita Lyro por aqueles dias! Puto, pensei comigo: cansado ou não, foda - se, vou ao Engenhão mais tarde! O jogo seria às 19:30...
Mordido e revoltado por ter sido derrotado mais uma vez, caminhei até a estação de metrô e fui até a Central; da Central fui direto ao trabalho do meu pai lhe contar as tristes novidades: quero voltar logo a trabalhar pois tenho três contas minhas nas mãos dele e uma delas é o meu sócio torcedor do Botafogo e você já devia estar se perguntando: onde entra o Botafogo nesse drama todo? Voltei para casa, fiz uma coisa e outra e fui almoçar; o tempo fechou e desisti de ir ao jogo, antes porém avisei ao Arcanjo (as vezes o chamo de Cadu) que não iria...cansado, acabei dormindo! Ouvi o jogo pelo rádio e acho que dessa partida não saiu crônica... combinamos (Arcanjo e eu) que caso não ocorresse de assistirmos ao jogo de quarta - feira, teria o de domingo: Botafogo x Resende. Você deve estar começando a se animar: o nome do Botafogo está aparecendo mais!
Se dentro desse assunto aconteceu alguma coisa de relevante na quinta eu não sei. Sei porém que parte do que escrevi até agora eu iria comentar com o Gilson a caminho do jogo no domingo a tarde; outras coisas com "Rose" (Rosilma) e algumas com o Arcanjo já no intervalo do jogo! Quando aconteceu? Talvez tenha sido na quinta: fui á casa do Gilson para fazer o check - in e iria descobrir que ele iria conseguir fazer o check - in e eu não chegando assim a conclusão de que o problema não estava em meu computador, mas sim no sistema do "Sou Botafogo". Gilson me sugeriu ir à General Severiano (em Botafogo): sem chances, a grana estava curta! iria tentar resolver tudo na sexta - feira por telefone logo pela manhã...
Imaginei que devido a quantidade de pessoas querendo tornar - se sócios torcedores do clube eu não seria atendido tão cedo e com raiva peguei meu BUC rumo a Marechal Hermes de ônibus e de lá (também de ônibus) parti rumo ao setor leste do Engenhão. Acontece que alguns torcedores (tais como eu Gilson e Arcanjo) se quisesse poderia fazer o check - in neste setor; chegando lá, não havia movimentação e pensei ( isso é para vocês terem noção de como eu estou "pilhado"): vou ficar muito puto se gastei meus últimos "tostões" do Bilhete Único Carioca e não conseguir resolver porra nenhuma! Segui caminhando até o setor norte onde consegui ser atendido...
A atendente (muito solicita por sinal) deve ter ficado feliz quando eu cheguei: a bilheteria estava vazia e falante como sou ajudei - a passar seu tempo; ela me sugeriu que eu insistisse com o "Sou Botafogo" de forma que eles "destravassem" o sistema da página para que eu pudesse acessar todas as informações pertinentes as minhas informações inclusive a de fazer o check - in; me informou ainda que no dia do jogo iria haver uma tenda com o nome dos sócios torcedores que estavam em dia de forma que estes entrassem no estádio, foi então que reclamei mais uma vez: lhe disse que pago o sócio torcedor justamente para ter de evitar entrar em filas e essa foi uma das razões pelas quais Gilson e eu decidimos sair mais cedo para o jogo...
III
Voltei para casa e para minha surpresa consegui falar com "O Sou Botafogo": expliquei a minha situação e mais outra surpresa: o atendente conseguiu resolveu o meu problema! Agora consigo acessar todas as áreas da minha página...perguntei a ele por que não resolveram antes, se era tão simples, pois não demorou muito estava tudo certo. O atendente me disse que no sistema não constava que eu podia fazer o check - in, que eu não estava autorizado, mas que poderia ser o problema no sistema! Você vê alguma novidade nisso? Mas no final daquela tarde o Botafogo iria informar que o sistema estava passando por reparos, pediram desculpas e disseram que iriam fazer o check - in por nós e que era só passar a carteirinha de sócio na catraca! Bem mais simples, certo? Esse foi um dos poucos assuntos relacionados ao Botafogo que Gilson e eu fomos conversando até o Estádio Nilton Santos no domingo...foi também nessa sexta - feira que fiquei sabendo que o pai de uma amiga minha veio a óbito.
O ano passado eu tive que me dividir entre estar com o Botafogo em seus jogos (principalmente em alguns da libertadores), estudos para concurso público, trabalho e catequese! A história da catequese é assim: não consegui fazer quando criança, muito menos quando adolescente, fui vir a fazer agora na fase adulta. Minha mãe que não tinha o hábito de me cobrar isso, antes de falecer começou a me pedir que fizesse...não prometi fazer: não gosto de prometer nada pois não sei se irei cumprir! Minha mãe faleceu em maio de 2013 e ano passado eu recebi a minha primeira comunhão e sabendo que o padre Cláudio queria que entrássemos em alguma pastoral, optei por entrar na pastoral dos leitores, mas foi a partir desse momento que comecei a desanimar e a perder a motivação: já sem emprego (apesar de ainda estar tranquilo e com dinheiro no bolso) não queria mais uma responsabilidade, na verdade, eu estava querendo diminuir o número de responsabilidades! Não me preocupei, era fim de ano...
No final de Janeiro, dona Magnólia me convidou para fazer parte da pastoral dos leitores; respondi - lhe que não me sentia preparado para assumir tal responsabilidade. Quando entrei em casa, lembrei - me que o padre Cláudio havia dito que quem estava na Crisma iria precisar fazer um "estágio" em alguma pastoral, achei melhor ficar com a pastoral dos leitores: afinal, gosto de ler! Havia uma reunião no dia 05 de fevereiro a qual eu compareci para já começar a ler no domingo seguinte. Descobri que não tenho vocação para ser leitor nas missas, não que eu não saiba ler, mas simplesmente por ser mais uma responsabilidade a qual já estavam querendo que eu me tornasse líder, somado ao fato de que (como já disse) estou com os meus nervos emocionalmente abalados, ansioso e impaciente, comecei a não me sentir bem na função e pedi nesta última sexta - feira para me desligar da função. Disse que de repente qualquer hora dessas eu volto, mas verdade é que a curto prazo, não pretendo voltar...mas também não pretendo abandonar a igreja!
No sábado pela manhã acordei cedo e fui andando até a estação de Realengo (contenção de despesas) e parti rumo a Central; na Central tinha a intenção de pegar o 154 (Central - Ipanema) que vai por dentro, ou seja, pela praia de Botafogo, só para citar um exemplo; mas agora tem o 155 (Central - Ipanema - via túnel Santa Bárbara) fazendo com que eu chegasse mais rápido. Conversando com minha amiga, disse a ela que acho que terei de ser honesto: se eu continuar dizendo que tenho um "pino" na perna esquerda, não vou conseguir um emprego "nunca mais" e olha que "nunca" é uma palavra muito forte! Devido a essa cirurgia, me foi perguntado no Copa Dor se eu conseguiria carregar as malas dos pacientes e respondi que havia uma diferença muito grande entre carregar uma fila de carrinhos para cima para baixo durante todo o dia e carregar malas de pacientes, além de fazer o "traslado" de documentos entre um andar e outro por exemplo ou alas do hospital. Enfim, minha amiga disse que a mentira tem pernas curtas...
IV
Eu não iria ficar para o sepultamento, havia ficado apenas para o velório: o motivo virá logo a seguir. Fiz um esforço para não falar de Botafogo, mas o assunto acabou sendo inevitável e claro falamos do Check - in: alguns dos amigos presente no velório tinham as mesmas dúvidas que eu ou até mesmo outras; mais uma vez, por meio de tia Elza Fernandes Reis Jorge (acho que também é a primeira vez que o nome desta senhora aparece em uma crônica minha) fui apresentado a outra torcedora Alvinegra que faz parte do quadro de sócios do Botafogo: Silvia Lucia Thompson. Tia Elza ainda sairia primeiro que eu e me perguntou por que eu não havia levado uma roupa de banho para mergulhar na piscina do clube. A verdade é que não passou isso pela minha cabeça, mas existe um atenuante nessa história, por exemplo:
No aniversário da tia Elza em 05 de fevereiro, fui convidado para participar da comemoração do mesmo; tia Elza por meio de uma amiga nossa "autorizou" minha presença e eu fui por ainda ter o dinheiro da passagem para me deslocar de Padre Miguel à Botafogo: essa amiga nossa diria que o meu almoço seria por conta dela. No carnaval eu receberia novo convite e na ocasião o problema ainda não seria o de passagem, mas sim o fato de eu não ter dinheiro para gastar na sede...não acho justo, nem correto sendo convidado para entrar na sede do clube, não ter dinheiro para gastar lá dentro, sendo assim declinei do convite! A situação do sábado dia 14 seria essa...
Rosilma também estava presente no velório e havia ido de carro com seu sobrinho. Ao saber disso lhe perguntei se ela poderia me oferecer uma carona: para onde estava indo me facilitaria para pegar um ônibus e voltar para casa. Dessa forma eu economizaria uma passagem pois eu iria desembarcar em Realengo e assim como fiz pela manhã, voltaria para casa andando. Voltamos conversando e "Rose" que já sabia que eu estava desempregado ao ouvir eu dizer que provavelmente não iria passar na entrevista do Copa Dor por ter dito do meu problema de saúde (a cirurgia da perna esquerda) que realmente seria difícil eu ser contratado e que eu dissesse que a razão de minha saída fosse outra. Eu já vinha colocando isso na minha cabeça, mas sempre me preocupava o fato da empresa contratante ligar para a anterior para poder saber se o motivo foi realmente tal e tal e eu ser pego em uma mentira...como disse uma amiga nesse mesmo sábado: "para que mentir, a mentira tem pernas curtas" porém por mais que eu seja honesto e venha sendo honesto até aqui, já não dá mais para ficar escolhendo emprego. Veio à baila (uma vez mais) a minha ansiedade, nervosismo e impaciência e "Rose" me disse que eu não devia desanimar mas sim lutar! É o que venho fazendo, mas tenho oscilado muito entre alegria e tristeza; uma outra amiga minha viria a dizer para eu que não me deprimisse e que tivesse calma; " Rose" me diria ainda que entende minha situação: três contas nas mãos do meu pai e uma delas o sócio torcedor do Botafogo e o dinheiro acabando o que acabaria me impedindo de ir aos jogos do nosso time...
Naquele ano de 2003 o tio da minha prima não compareceu a cerimônia de batismo da sobrinha; então fui escolhido por meu primo (junto com seu irmão mais velho) para ser o padrinho de consagração; o diácono que celebrava a missa disse o seguinte: "não são os pais que escolhem os padrinhos, mas sim Deus que toca nos corações dos pais para que seja escolhido aquele que irá acompanhar os afilhados em sua caminhada pela vida ajudando - o e amparando - o". Sempre tive a convicção de que, se para alguns escolher alguém para ser padrinho é por que este ou aquele tem dinheiro, o caminho já começou errado; não sejamos hipócritas: pode ser que os pais passando por alguma necessidade recorra ao padrinho,mas mais do que o dinheiro, tem de haver o amor, o carinho e a boa vontade de guiar aquela criança pelo caminho do bem. Nunca fui cobrado por não ter presenteado minha afilhada e só depois de muito tempo quando eu já trabalhava (2009) é que no fim do ano lhe dei um livro. Nunca me foi cobrado nada e o que mais me importa é o respeito que ela tem por mim fora os outros sentimentos que citei acima! Esse parágrafo é uma pequena introdução ao que virá a seguir no próximo:
Aparentemente a cerimônia de crisma minha e meus amigos aqui da paróquia seria em Abril no sábado de Aleluia; para tanto era preciso que houvesse um batismo e haveria um batismo nesse dia! A pessoa que seria batizada foi informada que precisava dar entrada na documentação de matrimônio antes da páscoa e isso a pessoa sabia desde o final de 2014! E agora às vésperas da páscoa, o camarada diz que não deu entrada na documentação: isso para mim foi um "balde de água fria" pois quando eu me propus fazer a catequese e a crisma, já havia posto em minha cabeça que iria as missas de domingo, dias santo e de preceito; com a Crisma em abril, eu ficaria apenas dois meses na pastoral dos leitores pedindo para sair logo em seguida; com a irresponsabilidade da outra pessoa em questão, a cerimônia de crisma passou para o dia 07 de junho! Talvez essa notícia é a que tenha me "desorientado" mais, me deixado mais nervoso e inquieto e isso tudo por que escolhi um amigo torcedor Botafoguense para ser meu padrinho e ele é nada mais, nada menos que Carlos Arcanjo!
No dia da comemoração do aniversário da tia Elza, Arcanjo e eu ficamos conversando e eu comentei sobre o fato de eu participar da pastoral dos leitores e que (foi com essa palavra mesmo) eu iria acabar me "fodendo" caso eu tivesse que ler em dias e horários de jogo do Botafogo; nesse dia 05 de fevereiro havia (como já disse parágrafos acima) houve a primeira reunião e eu iria descobrir que (até demais) seria o titular absoluto do horário da missa das sete da matina, ou seja: eu ficaria com a tarde livre,mas isso não era garantia de nada! Arcanjo então disse que já havia sido catequista...na semana seguinte tal informação voltaria a fazer parte dos meus pensamentos com intensidade pois, por motivo de força maior, uma amiga minha não poderia ser mais minha madrinha. Parti do principio que, se até aqui eu tive uma madrinha e um padrinho por que não (apesar de não ser obrigatório) ter um padrinho? Às vésperas do carnaval (e ainda imaginando que a cerimônia de Crisma seria em Abril) procurei me informar quais os requisitos para se ter um padrinho de crisma. vamos a eles: ter sido batizado, recebido a primeira comunhão e ter sido crismado; não viver com uma mulher sem ser casado. Fiz o convite ao meu amigo e pedi que ele considerasse o mesmo com calma. O silêncio pairou durante alguns dias até que em dia de jogo no Estádio Nilton Santos (se não me falha a memória deve ter sido no tempo técnico) Arcanjo disse ter lido minha mensagem e que se eu quisesse que ele fosse meu padrinho que aceitava o convite! Eu disse que era lógico que eu queria...no término daquela partida, já na saída do estádio eu diria estar "felizão" por ele ter aceito!
Dias mais tarde, conversando com a mãe de minha comadre,disse que já havia escolhido o meu padrinho de crisma; que era um amigo maneiro (e Botafoguense) e ela disse que quando se escolhe um padrinho ou madrinha tem que ser alguém que seja amigo (a) e que se tenha afinidade. Não que eu não soubesse e/ou imaginasse, mas tanto o Arcanjo quanto a minha amiga que desistiu, não pôde seguir nessa missão que eu havia lhe dado, eram pessoas que tinham essas qualidades e que eram (são) de minha total confiança: percebi que estava no caminho certo! Além do mais, nada é por acaso...
Na minha viagem de volta para casa de carona com Rosilma e seu sobrinho foi me sugerida a ideia de pedir ao Arcanjo uma ajuda para me recolocar no mercado de trabalho. Rosilma também é amiga dele e como o próprio Cadu já disse uma vez (talvez não necessariamente com essas palavras) quando a amizade é verdadeira, a gente acaba virando uma família e isso quem nos proporcionou foi o Botafogo! Arcanjo trabalha na Super Rádio Tupi e "Rose" deve ter partido do principio de que no minimo conhecimentos ele tem! Eu já havia pensado nisso, porém por mais que eu não seja uma pessoa orgulhosa, não estava disposto a pedir, afinal, o havia escolhido para ser meu padrinho, nada foi oficializado e mesmo que tivesse sido (como já deixei claro nos parágrafos anteriores) não vejo como obrigação do padrinho auxiliar o seu afilhado em "tempo integral" e outra: sou bem "grandinho", sem contar que nem é obrigatório ter padrinho na Crisma! Mas "Rose" me incentivou a conversar com o Arcanjo, que ele é maneiro e tal...eu tinha um pouco mais de 24 horas para me decidir se falaria com meu amigo ou não! Sendo assim, eu arranjava mais uma preocupação...
Cheguei em casa depois da hora do almoço; fiz um lanche e cansado deitei e acabei cochilando. Quando acordei, acordei lembrando de que devia dar uma estudada no folheto da missa de domingo: dessa vez eu não iria fazer a segunda leitura, mas sim ler as preces! Ainda assim, me sentia mais leve, afinal, havia pedido para me afastar da pastoral dos leitores. Como vem acontecendo nos últimos dias, minha atenção estava vaga e a concentração falha. No domingo pela manhã cumpri com a minha responsabilidade mas mais um pouco as coisas poderiam ter saído um tanto quanto erradas: no pulpito (ao contrário da segunda leitura) não tem como eu me guiar, eu tinha de levar o folheto e eu não sabia disso, mas a Kátia me emprestou o seu e quando eu cheguei no púlpito é que me liguei que eu iria fazer algo diferente: cheguei a conclusão que era realmente a hora de parar! Voltei para casa e só depois de muito tempo é que decidi procurar alguma coisa para fazer: era incrível mas em pleno dia de jogo do Botafogo e eu me encontrava completamente desanimado...
Você deve saber que militar deve andar sempre com o rosto escanhoado, eu não sou militar e sem estar trabalhando não tenho aquela preocupação de querer barbear - me com frequência, para ser sincero quando deixo a barba crescer, me sinto mais responsável e com um ar de certa austeridade! Certa vez ao me ver nessa situação, meu pai me perguntou se eu estava desiludido e eu respondi que não; ao me olhar no espelho nesse último domingo eu me perguntei: por que não quero me barbear? Preguiça, desilusão ou desânimo? Voltei então para minha melancolia de manhã dominical...como eu disse custei a começar a fazer as coisas, mas fiz e voltando no banheiro de frente para o espelho novamente decidi me barbear para mudar aquele contraste. Não adiantou muito: o fato é que a barba estava me incomodando e tira - la serviu para que eu ficasse mais a vontade, digamos assim.
Almocei e por mais que eu não quisesse dormir, iria acabar cochilando. Eu até podia fazer realmente isso, afinal, havia combinado com Gilson de passar em sua casa às 16:15, mas acabei passando alguns poucos minutos antes. Ao contrário de clássicos que a gente combina de não falar sobre o jogo e sem conseguirmos, na encolha, acabamos por conversar dessa vez que nós tínhamos tudo para falar sobre o nosso time, o assunto ficou em segundo plano (exceto pelo fato de que falamos do sócio torcedor) a tônica de nossa conversa rumo a estação de Padre Miguel foram os meus problemas pessoais. É bem verdade que o Gilson fala demais as vezes, que respeito sua opinião ( e me calo quando as vezes eu até mesmo deveria responder) apesar de nem sempre concordar, mas é outro amigo que dou um pouco de liberdade (liberdade essa que as vezes ele extrapola) de intrometer - se em minha vida, mas sei que (pelo menos) é alguém de confiança!
Temos o costume de sair de casa com duas horas de antecedência, dessa vez saímos com 15 minutos antes dessas duas horas pois temíamos ter algum problema para passar nas catracas do "Niltão". Sempre antes de irmos para os jogos eu acesso a página da SuperVia para saber o horário aproximado que o trem irá passar na estação. Na maioria das vezes, passa com atraso, desta vez passou alguns minutos adiantados. Gilson reparou (devido ao meu ranger nos dentes) que eu estava ansioso e ele me perguntou como estava a situação das entrevistas e tal...disse a ele que no sábado a noite havia enviado um currículo para um hospital na Tijuca para trabalhar como auxiliar de arquivo. Gilson também me sugeriu que eu falasse com Arcanjo, disse que entendia os motivos que faziam com que eu não quisesse pedir nada ao meu amigo, mas que não custava nada tentar, afinal, eu estou desempregado! O cerco estava se fechando, isso se naquele momento já não estivesse fechado...
Desembarcamos na estação Olímpica de Engenho de Dentro e ficou combinado que iríamos nos encontrar no término do jogo ali, na plataforma da estação; já havia combinado de ficar com Rosilma e a galera. Gilson ficaria a minha direita, próximo a linha de meio de campo e eu à esquerda perto (junto) de parte da Loucos Pelo Botafogo. Cheguei a ficar um pouco Gilson, mas quando avistei Rosilma e a galera fui ao encontro deles...
V
Cheguei cantando: ♪fogo ole, ole, ole♪; Rosilma estava na outra ponta do corredor. Cumprimentei o pai do meu amigo Thiago que junto da pequena irmã do meu xará se fazia presente para assistir a partida; cumprimentei ao meu xará, sua namorada Bárbara e de longe acenei para o Celso Luiz; tinha uma moça com eles (a quem não fui devidamente apresentado, mas que sei se chamar Ângela) e por fim a Rosilma que me abraçou, me deu um beijo no rosto me fazendo sentir um pouquinho alegre pela recepção calorosa...nas publicações prontas do facebook tem uma que diz que quando nós somos abraçados (se não me engano) que o estresse some, ficamos em paz e que revigora! Queria ter ficado perto da "Rose" mas ao lado dela o lugar já estava ocupado. Obvio que não tinha nada contra o pai do meu xará, mas simplesmente eu o estava conhecendo naquele momento e lógico que seus comentários relacionados ao jogo seriam direcionados ao filho!
Apesar de ainda estar na preliminar de Botafogo x Resende (o Botafogo venceria pelo placar de 5 x 1) e talvez por isso mesmo, meu pensamento começou a vagar para outros cantos; comecei a gritar e esbravejar ainda na preliminar; o sol já havia ido embora e a temperatura relativa amena, mas eu começava a sentir sede; decidi que somente em último em caso beberia água antes do intervalo! Será que eu iria aguentar? Eu iria descobrir que sim! Ao término da preliminar, Rosilma me perguntou se Arcanjo iria; lhe respondi que não tinha me comunicado com ele durante o dia mas que ele havia dito que se não nos víssemos no jogo de quarta, que certamente iríamos nos ver neste jogo de domingo. Meus pensamentos estavam tão longe antes da minha amiga me fazer a pergunta que, havia esquecido do Arcanjo e que ele poderia ser parte da solução dos meus problemas! E isso acabou por me deixar ansioso querendo que o referido amigo chegasse, levando em consideração que eu só conseguiria falar com ele no intervalo do jogo...
Alguém me disse uma vez que eu me apego com muita facilidade as pessoas e que algumas pessoas se "apegam" a mim também (não sou eu que estou dizendo) por eu ser o que sou: um cara de coração puro (acho isso meio exagerado), amigo, simpático e transparente no que diz respeito a sentimentos. Depois de algum tempo volto a encontrar um amigo na minha faixa etária de idade com estilo jovial, alegre e para cima...no momento este amigo é o Arcanjo; tem também os menores de idade que mesmo sabendo que eu tenho 28 anos gostam de bater papo comigo e nisso eu posso incluir o próprio primo do Arcanjo: Lucas! Aliás Rosilma e eu perguntamos pelo garoto, mas dessa vez, ele não pôde ir e eu brinquei dizendo que ele era nosso "amuleto". Carlos Arcanjo havia chegado do nada: eu não havia percebido sua chegada a não ser quando ele já estava ao meu lado me dando um forte abraço! Abraço esse de uma sinceridade gigantesca e acho que o meu abraço foi mais sincero ainda...é...eu devo estar com o meu emocional abalado psicologicamente falando!
Acredito que (apesar de eu ter achado que o Botafogo não havia jogado bem no primeiro tempo) eu fui mais participativo na torcida; dentro do possível junto com o Arcanjo (porra, ele não pára um instante) nas vibrações, xingamentos e gritos...meus pensamentos não vagaram tanto no primeiro tempo da partida e por incrível que pareça isso aconteceria mais no segundo tempo quando para mim o Botafogo jogou melhor e os gols começaram a sair! Durante toda a partida, Arcanjo e eu fazíamos comentários sobre tal e tal jogador.
Chegou a hora do intervalo e eu já havia tirado R$ 3,00 do bolso para comprar o meu copo d'água; Rosilma passou por mim e deve ter dito mais ou menos assim: "vamos lanchar"? e eu respondi que estava indo comprar um copo d'água e ela me chamou para que eu fosse junto com ela pois iria comprar "nosso lanche"! Depois quando eu chegasse em casa, iria lhe enviar uma mensagem via whatsapp agradecendo, porém, eu me senti ( escritor é foda, acaba exagerando) no fundo do poço, um derrotado! O Gilson as vezes também fazia isso por mim, mas eu sabia que teria como retribuir, espero de alguma forma fazer o mesmo pela Rosilma também qualquer hora dessas de alguma forma...
Enquanto Rosilma precisou se ausentar, entrei na fila para comprar nosso lanche; quando ela voltou, começamos a conversar e eu interrompi o papo para lhe dizer que precisava, antes do jogo começar, falar com o Arcanjo sobre o envio do meu currículo, saber se ele poderia me ajudar! O bom ter amigos é isso: eles te colocam para cima, lhe dão uma injeção de ânimo, lhe incentivam e a Rosilma é desse tipo de pessoa...falou para que eu fosse logo!
Voltei para o meu lugar. A gente nunca sabe o que se passa dentro da cabeça de outra pessoa. Com um certo "medo" perguntei ao meu amigo se por acaso já havia lhe enviado meu currículo para ele e ele disse que eu havia dito antes mesmo dele me passar seu Whatsapp que eu tinha lhe falado que estava com vontade de sair da Estapar e que iria atualizar me currículo para lhe enviar; cheguei a conclusão que não havia feito isso! Lhe expliquei que tenho três contas minhas nas mãos do meu pai e que desejo voltar a trabalhar por várias razões: uma delas é que devido ao fato de eu não ser e não querer ser vagabundo; depois que a gente começa trabalhar quer ser independente sempre e por mais que eu não queira admitir passa pelo Botafogo também: uma das contas que o meu pai paga (está pagando) é o meu sócio torcedor; sem contar que eu tenho de ter dinheiro para me deslocar de casa para o estádio! Arcanjo recordou - se do fato de que o que me deixara mais puto ainda foi o fato da Crisma ter passado para Junho e o que talvez ele não saiba é que minha preocupação é que no meio do caminho haja algum imprevisto (principalmente em cima da hora) e ele desista ou não possa ser meu padrinho...meu problema é que eu sempre faço planos a curto prazo sem saber se o prazo será curto mesmo. Arcanjo concordou que "é foda" saber que tem outra pessoa assumindo uma responsabilidade que é sua! Bom, o importante é que pelo menos meu amigo tentaria me ajudar; lhe disse que enviaria o currículo quando eu chegasse em casa ou no dia seguinte: enviei no mesmo dia, assim que eu cheguei em casa!
Assim como se contrai dividas, depois da conversa que eu tive com o Arcanjo eu contraí outra preocupação: o que será que ele pensou? Vamos olhar a questão pelo ponto de vista do convite que eu fiz a ele em fevereiro para ser meu padrinho de Crisma! Talvez eu estivesse me preocupando demais...mas eu sempre fui assim, apesar de estar fazendo um esforço enorme para ao menos melhorar essa forma de agir e pensar! O fato é que depois desta conversa para frente, durante o restante da partida todas as preocupações se somaram a mais esta...
VI
Você sabe que a fase é ruim quando nem o jogo do seu time de coração está conseguindo lhe tirar do ostracismo, da melancolia...o bom, é que tenho a cabeça no lugar, acredito, luto, persisto e tenho fé acima de tudo, mas que está difícil está! No entanto, assim como diz uma música de Roberto Carlos: "não perca essa fé que você tem em mim" é isso que me sustenta e algumas mensagens bem sucintas que Deus me envia:
A partida se aproximava do final; a torcida estava eufórica: o Botafogo vencia mais uma e se encostava no Vasco na tabela. Eu também estava eufórico, mas não de uma euforia genuinamente real, verdadeira! Foi então que senti algo tocar minha mão; olhei para baixo (sim, para baixo) e vi que era as mãos da irmãzinha do meu amigo Thiago que estavam junta a minha e ela sorriu! Não sei o que essas crianças vêem em mim que fazem amizade comigo com uma facilidade tremenda. Pode ter sido um pequeno gesto, mas fiquei feliz e ganhei a noite. Preciso de paz, organizar minha vida, passar em um concurso público e ter um bom salário e constituir uma família, está na hora: é nesse tipo de situação que vejo cada vez mais perto que a minha hora de ser papai está chegando! É um outro momento que aguardo com bastante ansiedade...
Arcanjo a pedido de Ângela tirou uma daquelas fotos de fim de jogo; saímos ele e eu juntos de Rosilma e Celso Luiz procurando a saída mais rápida: seguimos pelo caminho errado; Arcanjo me chamou para entrar na roda da Loucos e comemorar a vitória do nosso time, fiquei de longe e sem saber quanto tempo ele iria ficar ali, comecei a me afastar: Gilson estava me esperando na estação e eu podia perder aquele trem! Arcanjo ainda me alcançou e conversamos mais um pouco. Eu saí a direita rumo a estação e ele para esquerda; Gilson me telefonou e eu disse que já estava chegando.
Gilson ficaria um tempo sem me dar atenção pois estava com o fone no ouvido acompanhando as notícias do Botafogo pelo celular; Quem entrou no mesmo vagão que o nosso foi nossa amiga Gláucia: ganhei um copo do aniversário de seu pai (Delneri) e ficamos sabendo que ela participou de uma brincadeira no intervalo da qual tendo feito um gol ganhou uma maquete do estádio Nilton Santos! Quando Gilson tirou o fone do ouvido, lhe contei que havia conversado com o Cadu e que Rosilma havia pago o meu lanche; ele disse que imaginava que isso pudesse acontecer! lhe disse ainda que o pessoal da Fúria (torcida organizada) briga entre eles mesmos e que a Loucos Pelo Botafogo está em franco crescimento...
Se perguntar não ofende, disse ao Gilson que teria de arranjar uma forma de perguntar ao Arcanjo se ele não pretende desistir do convite que lhe fiz: seria uma preocupação a menos na minha cabeça; voltamos a pé da estação de Realengo. Gilson disse não gostar de fazer o que estava fazendo por ter medo de ser alvejado por algum torcedor rival (poderia ser qualquer um, mas ele frisou bem qual torcedor e de qual time: Flamengo), não sei por que mas eu não estava com medo...acho que estou evoluindo, atá por que detesto balada justamente por que detesto a noite! Graças a Deus chegamos bem em casa...
Eu teria uma segunda - feira (até o final da tarde) tranquila...eu disse teria! A coordenadora da pastoral da qual eu pensava não fazer mais parte, me telefona querendo que eu participe da reunião da mesma! Pra que, se eu já pedi o meu afastamento?
Considerações finais:
Sem sombra de dúvida esse é o meu pior inicio de ano, desde 2010! Não consigo encontrar a paz de forma alguma...mas não pretendo desistir, apesar de já estar cansado; não sou supersticioso, mas se eu pudesse pedir para 2015 acabar logo eu pediria: não sou fã de anos ímpares, apesar de ter vivido alguns bons anos ímpares!
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