A partida aconteceu no dia 23/10/24. Estávamos cada vez mais próximos de chegar pela primeira vez em nossa história gloriosa em uma final da Libertadores. Na data citada acima, jogamos contra o Peñarol. No ano de 1993 fizemos uma final épica contra este clube valendo o título da Copa CONMEBOL, atual Sul Americana. Foi uma partida cercada de grande expectativa e aconteceu no Estádio Nilton Santos. Foi o jogo da televisão, e eu não sei porque cargas d'água não assisti.
Horas antes da bola rolar, naquele dia (e nos subsequentes) governo do Estado e prefeitura ficariam trocando farpas devido o local onde os torcedores do Peñarol deveriam ter ficado, onde deveriam ter se concentrado, antes de partirem para o estádio. Naquela tarde, ocorreu uma confusão filha da puta nas proximidades da praia do Recreio dos Bandeirantes, atual zona sudoeste do Rio de Janeiro. Helicóptero de emissoras de televisão, reportagens ao vivo foram movimentadas.
Torcedores do Peñarol foram incomodar, perturbar banhistas que estavam na orla, o que gerou uma confusão generalizada, onde até comerciantes tiveram prejuízos devido a depredações. Se havia torcedor do Botafogo envolvido? Não! Torcida organizada? Também não! A polícia foi chamada para reprimir a confusão, e muitos torcedores foram levados para a Cidade da Polícia, onde passaram a noite (sem poder, claro) ir para o estádio assistir o jogo.
A polêmica e as acusações estavam instauradas. O Botafogo (que havia sido cortês) com os dirigentes e comissão técnica foi acusado por eles (após jantar, e tudo o mais) de inflarem a violência. De criar uma "armadilha" para desestabilizar o clube, tendo influenciado a torcida (a nossa, do Botafogo) de criar o tumulto. Demoraria ainda alguns dias, até que os torcedores do Peñarol começassem a ser liberados de volta para o Uruguai.
Apesar do placar elástico (Botafogo 5 x 0 Peñarol), ainda haveria o jogo de volta, lá em Montevidéu. O presidente do clube (Peñarol) continuou vindo a público, e a situação tomou tais proporções que até um diplomata do país entrou na história. Outros clubes latino americanos resolveram entrar na contenda, na treta, dizendo que não viriam mais jogar em estádios brasileiros, pois os clubes não são bem recebidos, que não recebem suporte, segurança.
Como informei no início da crônica, não assisti ao jogo, e por isso vou recorrer aos melhores momentos assistindo vídeos na internet, sendo assim, vamos começar?
Os gols (do Botafogo - só teve gol do Botafogo), só começaram a sair no segundo tempo, mas aos 24' do primeiro tempo, o jogador do Peñarol chutou de forma venenosa para a defesa de John, que espalmou. Aos 44' Luiz Henrique encontrou espaços pela lateral direita. Os jogadores do Peñarol, observavam, enquanto Luiz Henrique, em diagonal, avançou na direção da grande área, e chutou por cima do gol do Peñarol. Aos 46' nova investida do Botafogo: nesse lance, aparecem Luiz Henrique, Savarino e Almada.
No início do segundo tempo, Luiz Henrique se livra de seus marcadores, toca para Savarino, que tira do goleiro e abre o placar: Botafogo 1 x 0 Peñarol. O gol saiu aos 6' do segundo tempo.
Após escanteio cobrado por Savarino, Igor Jesus recebe, domina com a cabeça e chuta; Alexander Barboza não desperdiça e amplia o placar: Botafogo 2 x 0 Peñarol. Estou recordando aqui, que eu assisti a este jogo, mas que não havia escrito a crônica. Igor Jesus avançou pelo meio de campo, se livrou da marcação e tocou para Luiz Henrique que após receber seguiu em velocidade, e mais a frente tocou para Vitinho, que tocou para Savarino que não perdoou: Botafogo 3 x 0 Peñarol.
Depois disso, o Botafogo seguiu pressionando, não eixava o time do Peñarol respirar. Dado o volume de jogo, deixei de descrever dois lances, pois estava com o monitor com a imagem ruim, sem ter a oportunidade de ver o tempo em que o lance ocorreu, tanto que parei de colocar o minuto de cada gol.
Savarino (de novo ele), percebe Luiz Henrique livre, este recebe para fazer um golaço de cobertura: Botafogo 4 x 0 Peñarol.
Savarino inverte a jogada para Igor Jesus que avança, que toca para Almada. Almada chuta, mas o goleiro do Peñarol espalma, Igor Jesus aproveita a sobra e chuta em gol: Botafogo 5 x 0 Peñarol. O Peñarol ainda tentou diminuir, deu alguns (pequenos) sustos, mas a vitória já havia sido selada pelo Botafogo.
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