quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Atlético - MG 1 X 3 BOTAFOGO CAMPEÃO CONMEBOL LIBERTADORES 2024 (PARTE 2)



1) O time do Atlético-MG não soube se aproveitar da vantagem numérica e o Botafogo jogava com tranquilidade: não se abalou com o revés, até que veio o primeiro gol: Luiz Henrique (que estava bem posicionado). Explosão da tocida: eu, meu primo, minha tia, quem estava na Argentina, no Nilton Santos e em General Severiano. Minha pastor alemão se assustou com os fogos, meu pai e eu tivemos que ser rápidos para segura-la. Meu gritou do outro lado da rua e apertou sua buzina.

2) Deixa eu complementar o parágrafo acima: minha pastor alemão também se assustou comigo que também gritei: é gol porra, caralho! Meu pai não gostou muito, argumentei que ele está assistindo os jogos dele na série B e ele também xingaram, não falo nada. O jogo seguia seu curso, até que (ainda no primeiro tempo), o goleiro do Atlético-MG faz um pênalti no jogador do Botafogo. Explosão e expectativa da torcida do Botafogo.

3) Alex Telles na cobrança: não gostei muito, e meu pai não gostou que eu não havia gostado, por achar que eu estava sendo pessimista. Esse "pessimismo" veio devido a recordação de ter visto um amigo reclamando do jogador (se não me engano) justamente por ter desperdiçado uma cobrança de pênalti ou gol comum. Alex Telles foi lá e converteu. Atlético-MG 0 X 2 Botafogo. Iríamos para o intervalo com uma boa vantagem, mas não havia nada definido, afinal, estávamos com menos um.

4) Meu pai disse o seguinte: "essa defesa do Atlético-MG é uma merda. Se o jogador do Botafogo não tivesse sido expulso, o Botafogo poderia estar ganhando de 3, 4." No retorno para o segundo tempo, o técnico do Atlético-MG começou a fazer mudanças no time que, de certa forma começariam a surtir efeito. O Botafogo (em breve) também começaria a pôr gás novo no time. Ainda assim, comecei a achar que o Botafogo estava jogando atrás, querendo segurar o placar: pensei que não era a melhor estratégia.

5) Meu pai disse o seguinte: "você precisa entender que o time está com menos um." Meu pai disse ainda que o Botafogo deveria se portar bem na defesa e se aproveitar de possíveis contra-ataques. Em uma falha da defesa, o Atlético-MG foi lá e diminuiu o placar: 1 X 2. Ainda tinha muito jogo, mas o Botafogo conseguiu segurar a pressão. Se o Atlético-MG podia fazer o segundo e levar para a prorrogação?

6) Acho que todos nós torcedores tínhamos consciência de que isso pudesse acontecer, mas não sei você, só sei que disse para o meu pai o seguinte: está mais para o Botafogo fazer o terceiro do que o Atlético-MG empatar. Dito e feito. Porém, antes disso o Botafogo ainda sofreu um pouco, a ponto do meu pai dizer que nosso time precisava jogar com mais vontade. Me lembrei da época que minha mãe me pedia para pedir que o Botafogo jogasse com GARRA quando não estivesse bem, e eu no estádio.

7) Passei essa informação para o meu pai. Em jogada magistral de Junior Santos que foi à linha de fundo, sendo marcado por dois adversários, desvencilhou-se deles, tocou para Matheus Martins (que ao meu ver não iria conseguir fazer o terceiro gol), mas a bola volta caprichosamente para os pés de Júnior Santos que chuta em gol: Atlético-MG 1 X 3 Botafogo. Corri até o aparelho de som e aumentei o volume: a voz da madrinha Beth Carvalho ecoou no ambiente: "deixa eu festejar que eu mereço."

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Chorei ao lembrar da minha mãe, pensei naquele (a) torcedor (a) que perdeu um ente querido e que deve ter chorado de emoção e alegria pelo título, mas também de saudade. Minha tia veio me chamar. Meu primo gritava É CAMPEÃO na rua (acho que não cheguei a gritar É CAMPEÃO), abraçado a uma bandeira, ao andar, ela esvoaçava. Voltei para casa ainda sem acreditar, apesar de estar filmando a comemoração dos jogadores e comissão técnica na transmissão da televisão.

9) Fui dormir sem ter a certeza se tudo aquilo que eu estava vivendo era um sonho ou realidade. Pela manhã do dia seguinte, ainda estava difícil de acreditar, mas a ficha começou a cair, pois continuei vendo as publicações da festa chegarem, a emissora (Globo) acompanhando o passo a passo da volta dos jogadores e comissão técnica, horário de desembarque no Rio de Janeiro e desfile em carro aberto pela enseada de Botafogo.

10) Um outro fato que me fez ter certeza que o dia anterior havia sido real foi um amigo ter me convidado para ir à enseada de Botafogo. Expliquei que para mim o horário era ingrato, mas que se o desembarque tivesse ocorrido mais cedo, eu teria ido ao aeroporto. Artur Jorge sinalizou que a comemoração não podia se estender muito, pois todos precisavam descansar, uma vez que nós teríamos mais uma final na quarta-feira (04/12), dessa vez pelo campeonato brasileiro: Internacional X Botafogo.

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