domingo, 10 de abril de 2022

Botafogo 1 x 3 Corinthians

 

É comum (algumas vezes), eu dizer que não começaria a crônica desta forma. Essa crônica aqui é uma delas. Por conta de não ter tido a situação do visto de trabalho resolvido a tempo da estreia, Luis Castro e sua comissão técnica não puderam estar a beira do gramado. Pode ser que eu esteja enganado, mas parece que a proposta de Luis Castro será fazer com que os jogadores da frente sejam ágeis, velozes, vejo que o mesmo deva acontecer na recomposição da defesa, algo que não aconteceu no jogo de hoje. Mas pode ser que eu esteja enganado: afinal foi apenas o primeiro jogo, casa cheia. Talvez tenha ocorrido uma certa ansiedade.

Não houve nenhum comentário sobre, mas posso dizer que se caso alguém tivesse feito algum comentário eu diria que Gatito não teve culpa nos gols sofridos: fez o que pôde. Você observa isso aos 27 do segundo tempo, quando o Corinthians nos encurralou em nossa área e nosso galeiro fez importantes defesas.

Saravia não apareceu muito no primeiro tempo, mas melhorou no segundo. Foi substituído por Daniel Borges aos 31 do segundo tempo.

Philipe Sampaio não apareceu muito, mas de forma discreta pude observar que ele é um jogador comunicativo, que instrui, que lidera. Algo que temos o costume de ver acontecer com Kanu. E no jogo de hoje não foi diferente: passados 30 minutos do primeiro tempo, gesticula, briga, orienta. E não foi só isso: aos 8 minutos do segundo tempo, após Chay cobrar escanteio, se esforça, tenta, mas só consegue um tiro de meta para o time adversário.

No início do segundo tempo, Jonathan Silva, foi criticado por sua atuação por meio de vaias: mas já? O jogador foi substituído por Hugo. Se não estava jogando bem, deve ser criticado sim, mas dependendo da forma como isso se faz, não demora muito (já cansei de ver isso com o passar do tempo) acaba começando uma caça as bruxas.

Patrick de Paula, lá pelos 14 do primeiro tempo (pode ter sido aos 15), "furou" ali pelo meio de campo, mas no segundo tempo cobrou uma falta perigosa.

Já aos 15 do primeiro tempo (pode ter sido aos 16) Lucas Piazon cruza para Luis Oyama que chuta de longe, desperdiçando a oportunidade; aos 16 (antes do gol primeiro gol do Corinthians, Luis Oyama apareceu novamente. Aos 14 do segundo tempo Oyama tocou para Matheus Nascimento que sem angulo chutou. Luis Oyama foi substituído aos 31 do segundo tempo por Romildo. Para mim um dos nomes do jogo.

Dadas as condições do jogo, Chay não participou com muita frequência do primeiro tempo, mas com as substituições voltou melhor no segundo tempo, mostrou mais vibração, mas GARRA. Aliás o time todo. Aos 39 do segundo tempo, o jogador chegou com perigo na área do Corinthians. Foi nesse momento que eu me perguntei se existia a possibilidade de diminuir-mos o prejuízo: estava 1 x 3. Quem sabe um 2 x 3?

Também no inicio do segundo tempo, Lucas Piazon foi substituído por Diego Gonçalves. Aos 18 o árbitro marcou um pênalti a favor do Botafogo. Foi após Diego Gonçalves converter o pênalti (segundo meu pai, com frieza), que o Botafogo melhorou um pouco mais sua postura em campo e, por falar em  frieza, no momento da cobrança do pênalti, senti um frio na barriga.

Ao meu ver, Erison (que estava jogando bem) se perdeu após fazer aquela firula que poderia ter sido o gol que tiraria toda a ansiedade de todos os jogadores da estreia com casa cheia. Penso até que ele possa ter sido substituído como uma espécie de castigo. Mas é bem verdade que depois ele sumiu. Erison foi substituído por Matheus Nascimento.

A arbitragem  foi segura, e o Corinthians (apesar do Botafogo ter melhorado), jogou bem. Jogou melhor. Mereceu a vitória (que poderia ter sido de mais).

Quanto ao torcedor, que faça durante a temporada o que fez hoje: abrace o time. É apenas o começo. E por isso mesmo, vá preparado para não sair, voltar para casa do estádio sem o resultado esperado. Quando eu voltar, também terei de ir assim: preparado.

No mais, não viaje no "fantástico mundo dos comentaristas": você torcedor, eu perdi, o time perdeu, John Textor perdeu, mas as vitórias virão. Pode acontecer? Talvez. Mas duvido muito que iremos terminar o campeonato em décimo sexto.

Jogo de estreia, novos jogadores, nova era: essa crônica merecia ser escrita desse jeito, dessa forma.

Saudações Alvinegras!

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