quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Botafogo 1 x 3 Flamengo

 

Enquanto jogador, sempre gostei do Lúcio Flávio (nunca foi segredo para ninguém) e o defendia (sempre que possível e necessário), assim como o criticava também. o Botafogo poderia até ter perdido o jogo de ontem, mas fosse qual fosse o placar, faltou malandragem, faltou "pôr a alma e o coração",, e como disse um amigo "se não tem técnica, não tem tática,, jogue pelo menos com GARRA". Faltou vibração ao time do Botafogo, uma vibração a qual Lúcio Flávio não conseguiu transmitir para o time em um jogo crucial por ser clássico.Na verdade o Botafogo já entrou em campo derrotado. sim, sabíamos que (no momento, momento de transição), o Flamengo seria superior, como foi. É incontestável que o Flamengo foi melhor do início ao fim, durante todo o jogo, nos dois tempos. Nem mesmo quando o narrador e o comentarista do jogo disseram que o Botafogo havia equilibrado nas ações, o Botafogo esteve melhor. Durante muito tempo eu me fazia valer da seguinte analogia: se eu nunca trabalhei, não tenho experiência; se não tenho experiência preciso de uma oportunidade. Se não tenho essa oportunidade, como terei experiência? Foi mais ou menos o que aconteceu com o Lúcio Flávio: ele precisava passar por esse clássico.Contudo, poderíamos fazer uma avaliação melhor, se estivéssemos com um time mais competitivo, mas como é de conhecimento de todos, estamos passando por um processo de transição e profissionalização.Pede-se um pouco de paciência do e para o torcedor. Será que teremos? E por quanto tempo? 

Ter demitido Enderson Moreira muito antes de termos um técnico, na minha opinião foi um erro. Mas calma, não tire conclusões precipitadas. Ao assistir ao jogo com um amigo, lhe disse que o jogo seria outro caso fosse Enderson comandando o time, no que meu amigo discordou, pois o time do Botafogo continuaria a ser o mesmo, e do outro lado continuaria a ter um Flamengo mais bem estruturado. Retruquei dizendo que o Enderson sendo mais cascudo, imporia respeito, saberia mexer com o brio de nossos jogadores, mesmo que perdêssemos o jogo. Voltamos então ao início do parágrafo: conversando com outro amigo hoje pela manhã, ele concordou até certo ponto que não era para ter demitido Enderson Moreira, mas que por outro lado, seguindo a minha linha de raciocínio, de que Enderson poderia ter ficado um pouco mais, não seria a melhor das opções: como um técnico terá disposição, ânimo para comandar um time sabendo que seus dias estão contados? ainda segundo meu amigo, isso poderia até mesmo atrapalhar a negociação com um novo técnico. Concordei, principalmente no que diz respeito ao contexto acima. Acho que fomos mais pelo lado psicológico da questão. Mas será que tudo não seria uma questão psicológica? Temos um técnico que não é bem técnico (é interino), e somos personagens de uma novela que dia após dia ganha novos capítulos no qual já temos um técnico, mas não temos. 

É difícil escrever uma crônica quando seu time perde; é difícil escrever uma crônica quando só um time joga; é difícil escrever uma crônica quando seu time joga sem brio, sem força de vontade e...GARRA. Sobretudo, GARRA.

No jogo de ontem (apesar de ter feito algumas defesas), Gatito estava longe de ser o Gatito que conhecemos: estava bastante desatento, disperso.

O placar poderia ter sido bem maior, se não tivessem ocorrido umas intervenções de Daniel Borges; se não tivéssemos um Kanu aguerrido e participativo. Por onde andava nosso capitão Joel Carli, que até apareceu jogo, mas de forma tímida, pouco comunicativo? Nem parecia aquele Joel Carli combativo, explosivo! O primeiro gol do Flamengo sai na falta de atenção de Jonathan Silva, que pede impedimento sem perceber que seus companheiros fizeram a linha de impedimento, mas ele não! Como eu disse, havia uma falta de atenção muito grande, e foi por estar desatento que o nosso jogador bateu (se chocou) com a cabeça do jogador do Flamengo causando preocupações a todos. Graças a Deus, não aconteceu nada mais grave; Vitor Marinho o substituiu e o time deu uma leve melhorada.

Luiz Fernando até que tentou. Recebeu cartão amarelo por reclamação. Meu amigo e eu iríamos discorrer sobre isso: ficando contra o jogador. Mas depois iríamos perceber, que ele não estava de todo o errado em reclamar da arbitragem. Erison o substituiu, e em pouco tempo mostrou mais disposição do que muitos dos que estavam em campo, mas ele fazer isso, sem ajuda, com o time morto e entregue, fica difícil. Aí é foda!

Matheus Nascimento até que se esforçou, mas Chay estava irreconhecível. Sempre fui um entusiasta da base, e espero que o Botafogo continue fazendo esse intercâmbio. Porém, no momento, precisamos de um técnico, e de jogadores que cheguem para somar, com experiência, e (também) incentivar a garotada.

Eu gostaria que alguém me explicasse como um árbitro entende que determinado lance foi pênalti e não marca sabendo que foi? Fico me perguntando o que o filha da puta do bandeirinha faz na lateral? Vou mais além: o VAR recomenda que o pênalti não seja marcado, e o árbitro não pode rever o lance? Vai tomar no cu! No mais, jogando como estava jogando, não creio que o placar pudesse ser outro.

Saudações Alviengras!

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