quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Botafogo 0 x 0 Flamengo - Os bastidores de uma partida de futebol


Botafogo x Flamengo
Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Antes de sair do trabalho um amigo rubro negro me chamou em um canto e perguntou se eu iria ao jogo e eu respondi que sim: ele me pediu para que tivesse cuidado. Informou - me que uma das torcidas organizadas do Flamengo estava em seu ponto de encontro no bairro de Madureira e que essa torcida é aquela que gosta de bater e criar tumulto, disse - me para que se eu fosse de trem para o estádio, que era para eu ficar alerta, na atividade. Percebi que para ele, faltava que eu dissesse algo mais e eu lhe disse que não iria vestindo a camisa do Botafogo e que iria de ônibus. Como você pode ver, podemos ter amigos nas mais variadas torcidas, somos rivais e não inimigos! E isso prova que não podemos julgar a todos os torcedores das torcidas rivais por causa de meia dúzia. Agradeci ao amigo (Wellington) e agradeço de novo nessas linhas, mesmo sabendo que muito provavelmente ele não lerá esta crônica...

Caía uma chuva fina e por isso mesmo nem perdi tempo em tirando um monte de coisa que estava dentro da mochila para pegar o guarda - chuva (que estava no fundo da mesma); poderia ter pego o casaco que aguentaria aquela chuva, mas o casaco também estava no fundo da mochila, acima do guarda - chuva e o casaco ( e eis outra razão por eu não tê - lo pego) era do Botafogo: preferi não arriscar. Em frente ao meu trabalho existem várias linhas que me levam ao Nilton Santos e eu sabia que não iria demorar muito ali, naquele ponto. Entrei no ônibus preocupado; olhando pelo vidro a rua e a movimentação de torcedores do time rival: tudo tranquilo. A cada passageiro que entrava, ficava atento, observando. Até que entrou uma torcedora alvinegra e começamos a conversar. Disse - lhe que a achava corajosa em ir ao estádio com a camisa do clube. Contei a ela sobre o aviso que meu amigo me dera antes de eu sair do trabalho e ela de forma natural perguntou - me se eu era torcedor rubro - negro: respondi - lhe que não e a conversa continuou. Posso lhes afirmar que fosse quem fosse o torcedor rival ali, a conversa fluiria sem grandes problemas por sermos pessoas civilizadas. Repito: nada nos impede de sermos amigos, de termos amigos de torcidas de clubes rivais quando sabemos que é uma minoria que  vai para o estádio para fazer baderna, depredar e agir com violência! Essa torcedora e eu desembarcamos em frente a estação do Engenho de Dentro; preferi dar uma volta maior para chegar ao meu setor e fomos juntos até o setor oeste: a torcedora parou por ali e eu segui em frente. Na rua do setor norte, avisto meu amigo Celso que aguardava o ônibus do Botafogo. Foi então que nesse meio tempo reconheci um amigo...

Tenho um amigo que um tempo atrás me dizia (não sei se ele ainda pensa dessa forma) que amizades virtuais não vão adiante. Mas se você for no meu face verá a quantidade de fotos que já tirei com esses amigos virtuais! Me aproximei desse amigo, desejei - lhe boa noite e o chamei pelo seu nome: Gabriel. Gabriel parecia meio tenso, preocupado, mas foi capaz de me reconhecer como sendo seu amigo do face! Maneiro, não acha? Por ter percebido que ele estava meio tenso, preocupado, preferi não pedir para registrarmos o momento em fotografia (como faço na maioria das vezes em casos como esses) e decidi seguir em frente rumo ao meu setor. Foi uma satisfação ter tido a oportunidade de ter cumprimentado esse amigo pessoalmente fazendo com que a amizade deixasse de ser virtual para ser também presencial: obrigado, Gabriel por fazer parte dessa história e por me permitir citar seu nome nesta crônica!

Entrei no estádio e fui até o stand de copos (precisando economizar, comprei apenas o copo sem o cordão), escolhi um que não demoraria muito iria trocar. Não que fosse feio, mas pelo fato de ter visto um mais bonito ainda! Me encaminhei para o lugar onde sabia que iria encontrar meus amigos. Cheguei com cara de poucos amigos e Rosilma percebeu logo me perguntando o que havia acontecido; mas quem acabou ouvindo um pouco do meu desabafo foi minha amiga Nininha que tratou de me trazer para a realidade e alegria do jogo, de estar na torcida, vibrando pelo nosso time! Quase que não fui a esse jogo: passei mal (ninguém soube) durante o expediente do trabalho...as coisas por lá não andam nada bem, está foda mesmo e soma - se a isso outros problemas particulares que não faz sentido serem comentados aqui. Nininha e eu fomos comprar duas cervejas pois estava na promoção; passado um tempo fomos lá novamente e depois eu fui sozinho. A moça tentava a todo custo organizar uma fila, mas pergunta se ela conseguiu. Não furei fila pois não tinha uma, mas dei uma de "João sem braço" e fiquei ao lado daquilo que deveria ser uma fila esperando minha vez! Se eu estava certo? Não! Se justifica o fato de eu estar puto pra caralho depois de um dia estressante no trabalho? Também não! Em uma dessas vezes que fui comprar as cervejas confraternizei com outro torcedor que cantava: NÃO SE COMPARA...

Em uma dessas vezes, encontrei - me com outro amigo que também se chama Gabriel e tive a oportunidade de ver meu amigo Lennon que conseguira ir ao estádio. Fiquei feliz em vê - lo por lá depois de algumas tribulações pelas quais ele vinha passando (coisas que não devem ser ditas nessas linhas por eu crer serem de cunho pessoal) e ao mesmo tempo fiquei triste por existir a possibilidade dele assistir ao jogo comigo, sendo que ele já tem um outro lugar para ficar (seria superstição?) e com amigos comum a ele e eu. No final das contas, acabou sendo bom ele ficar com esses nossos amigos comuns pois, no lugar onde eu estava não haveria lugar para ele. A minha esquerda, no alto estava (naquele mesmo lugar) meu amigo Francisco e tenho certeza que seu filho Ricardo deveria estar por lá também: duvido que ele perderia a chance de assistir ao clássico contra o Flamengo ainda mais uma semi - final de copa do Brasil!

Sinceramente não sei se concordo com o Botafogo comercializar ingressos para o camarote para torcedores rivais se logo ali, bem perto deles, tem torcedores do Botafogo! Talvez uma coisa não tenha nada a ver com a outra, porém neste jogo (e em pleno século XXI) ainda vemos cenas lamentáveis de um torcedor discriminando, sendo racista com a família de um jogador de time rival! Agora (independentemente de qualquer coisa) já existe a possibilidade (pois já aconteceu caso semelhante com o Grêmio) do Botafogo ser desclassificado da copa do Brasil (antes mesmo do segundo jogo) por causa de um torcedor sem noção! Por outro lado, pode não acontecer nada com o Botafogo, assim como o clube pode ser punido perdendo mandos de campo (tudo que a oposição daqueles que torcem contra nós adorariam que acontecesse), entretanto, em contrapartida, alguns torcedores sagazes percebendo que aquilo poderia prejudicar o clube e o time entregaram o infrator as autoridades policiais que o encaminharam  até o JECRIM para ser autuado em flagrante! Não se pode culpar toda uma torcida, por causa de apenas um torcedor...devo informar - lhes que estou narrando a crônica, seus fatos de uma forma não determinada dentro do espaço - tempo.

No jogo contra o São Paulo, meu pai foi comigo. Próximo a nós havia um torcedor gordinho (digo gordinho por não saber o nome dele) o qual toda vez que ele colocava o copo próximo do meu pai, meu pai escondia o copo dele: acabaram ficando amigos e eu vi esse torcedor lá ontem (que estava com seu filho) e fui cumprimentá -lo. Na primeira fileira (mais uma vez não citarei nomes ou nome mesmo sabendo qual seja por não ter autorização) aquela família que está sempre por lá; no corredor de cima (onde eu estava) ficaríamos José Luiz e seu filho Lucas; José Luiz ficaria ao meu lado e seu filho a sua direita. Mas estávamos guardando lugar para o Diego (filho da Suely que por motivo de força maior não pôde comparecer) e para um amigo dele. Lucas continuaria no mesmo lugar; eu chegaria um pouco mais para o lado e com isso Diego é que passaria a ficar ao meu lado; a minha esquerda estavam Nininha e Rosilma. Aliás, minha crônica sobre o jogo contra o Nacional do Uruguai foi bem elogiada por esta amiga querida! No corredor logo acima estavam nossos amigos Bruno, Camila, e os dois Thiago e no outro corredor nosso amigo Leonardo.

Ainda seguindo nessa linha de raciocínio dos amigos que vi por lá, um pouco mais acima, a minha esquerda estavam meus amigos Lucka, tio Nivaldo, Leo e Fellipe; mais abaixo já próximo a cadeira o amigo (cujo o nome é o mesmo que o meu) Thiago. O time entrou em campo e a festa da torcida começou: lá estava mais um mosaico, mas se você não concordar comigo irei respeitar: do ponto de vista do mosaico, mas uma vez a torcida do Botafogo mostrou como se faz, por que sabe como fazer; por outro lado não senti aquela vibração que venho vendo nos jogos da Libertadores!

Quando estou no estádio (por mais que o Botafogo esteja jogando bem) dependendo dos erros de nossos jogadores, eu xingo mesmo; esbravejo pra caralho! Esperava (minhas expectativas) era de fazer tudo isso com o Botafogo fazendo gols, mas infelizmente isso não aconteceu. O Flamengo de técnico novo (técnico já conhecido por nós Botafoguenses) tinha um time novo nas mãos e o que muitos de nós conversamos é que Jair Ventura (e não só ele, mas também o novo técnico do Flamengo) fizeram um jogo para se estudarem, ver como suas equipes iriam reagir. Cheguei a dizer que Jair Ventura pôs o time para jogar daquela forma (talvez) pensando justamente em um empate e deixando o jogo em aberto para a segunda partida no Maracanã! E você, caro amigo torcedor? Achou que o empate em 0 x 0 com a vantagem do empate com gols para nós no próximo jogo foi uma boa? Você acha que Jair Ventura abdicou de ter dado mais liberdade do nosso time jogar para frente e tentar ser mais efetivo fazendo gols (gol) e quem sabe assim ir com uma vantagem melhor? Ou você acha que o Botafogo tendo jogado desse jeito, na defesa sem levar gols foi a melhor opção, uma vez que se nós tivéssemos levado um gol nossa situação poderia ser um pouco mais complicada no jogo de volta? Como você pensa que será o próximo jogo? Você acredita que o Botafogo seja capaz de passar para a final da copa do Brasil?

Eu imaginava, criei a expectativa de um jogo bem jogado e de um bom placar. Se você me perguntar se pensei em um 4 x 0 (para devolver aquele de 2013), eu diria que sim, que pensei e que seria uma festa muito bonita de se ver ainda mais que estávamos jogando em casa! Você sabe qual o nome que se dá a isto: expectativas! Se espero (quem sabe?) um 4 x 0 no Maracanã? Seria ótimo, com a torcida deles lá, em peso,mas prefiro pensar que não! Prefiro torcer por uma vitória simples e pela classificação para a final da copa do Brasil! Ambos os times não jogaram bem e conversando com Rosilma, ela opinou da seguinte forma: que Jair Ventura jogou pelo empate e que se fizéssemos gol, bom; se não levasse gol, tanto melhor! Você concorda com a minha amiga?

Falando um pouco sobre a atuação de alguns jogadores, Gatito teve um pouco de trabalho nesta partida, mesmo sem que o Flamengo estivesse fazendo uma grande partida: aliás como o Botafogo; acredito que Luís Ricardo tenha jogado o suficiente; é sério mesmo que o Carli foi expulso? Segundo alguns, foi erro de arbitragem (confesso que esse lance eu não vi para poder opinar) mas é fato que o Carli tem o sangue quente e precisa as vezes controlar seus ímpetos; Victor Luís sempre muito elogiado pela torcida.

Na segunda parte desta crônica, continuarei a fazer a análise da atuação de alguns jogadores e também como foi o retorno para casa de nós torcedores, além de algumas situações que poderiam ser evitadas.




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