sábado, 26 de março de 2016

Botafogo 1 x 0 Madureira - Os bastidores de mais uma partida de futebol.


Comemorando mais uma vitória com eles: Celso Luiz, Rosilma e Neide.

Então saí de casa rumo a Marechal Hermes com o meu pai dizendo: "você vai chegar lá e encontrar um ônibus lhe esperando". O ônibus não estava lá: dessa vez meu pai errou! Para não perder tempo (Rosilma me esperava para me dar uma carona até Xerém), fui para Madureira e de Madureira para a Vila da Penha. O que não fazemos pelo Botafogo, não é mesmo?

Passamos pela casa de Celso Luiz para buscá - lo e tivemos a companhia de Neide. Emborcamos pela BR - 040 e confesso que fiquei angustiado: quando resolvi perguntar se ainda faltava muito, Rosilma me disse que não estávamos ainda nem na metade do caminho! Depois disso, encontramos o acesso para Xerém e duas estradas depois estávamos no estádio do Tigres do Brasil. Sabe aquela música cantada por Toquinho, Sandy e Junior: ♪Era uma vez um lugarzinho no meio do nada...cheiro de terra molhada♪? É lá!

Deixamos o automóvel em um sitio a alguns metros do estádio estacionado. Aliás, o sitio tem história para contar: Como a partida se deu na semana passada, já não me lembro de certos detalhes, mas posso dizer que esse sitio pertence a uma organização não governamental (ONG) de funcionários da Caixa Econômica Federal (entenda, não é da Caixa) e que ajudou muitas pessoas no entorno. Tem até escola lá dentro!

Se o Tigres do Brasil é um clube de pequeno -  médio porte, como explicar a estrutura que deixa no "chinelo" alguns clubes ditos grandes aqui do Rio de Janeiro? A organização começa na entrada, os banheiros são limpos e a lanchonete bem cuidada! Em todas as três áreas disponibilizadas para o torcedor, tem cobertura, em caso de chuva ou o torcedor se molha pouco ou não se molha.

Como de costume tive a oportunidade de registrar momentos com alguns amigos: antes da partida começar (bem antes) com minha amiga Leila e sua simpática filha: Juju; mais próximo da partida começar, foi a vez de fazer o mesmo com meus "irmãos menores" Arthur e Kaio Mariano e no intervalo com o pai dos dois: Jaques. Fazia um ano aproximadamente que não nos víamos em jogos do Botafogo.

Iríamos assistir a partida atrás dos gol e atrás do gol estava a Loucos Pelo Botafogo e quem estava por lá? Fellipe Portella! Mas dessa vez não tive a oportunidade de cumprimentá - lo; as barras (não por culpa da torcida) estavam muito inclinadas na estrutura do estádio, o que nos impossibilitaria de assistir ao jogo com nitidez e clareza. Então fomos para a nossa direita no que, citando um exemplo a nível de entendimento é como se fosse a social do Vasco ou o setor oeste inferior do Engenhão; até então eu não havia dito nada, mas não estava me agradando muito a ideia de assistir ao jogo atrás do gol...

Fizemos amizade com dois torcedores (um casal) que estava logo abaixo de nós na arquibancada; Celso estava meio arredio...ele viria a nos dizer depois que ali onde nós ficamos não tinha como ele bandeirar e que também estávamos longe dos conhecidos que já estão acostumados com a nossa forma de torcer! Você acha que me preocupei com isso? Liguei o "foda - se" e lembrei - me de algo que um amigo meu me disse certa vez em um dos jogos o qual assistimos juntos: "o estádio de futebol é o único lugar onde você tem liberdade para xingar e que ninguém pode lhe criticar". Foi o que fiz: xinguei o que tinha de xingar, na hora que tinha de xingar e isso tanto para elogiar como para reclamar.

Já no segundo tempo, fiz amizade com um jovem e o outro...bom fica difícil definir o "outro" torcedor: vamos dizer que seja um jovem também apesar de seus cabelos grisalhos (mas também não era velho). E não é que percebi que conhecia o jovem (mas o jovem mesmo de algum lugar?), pois é, me lembrei que havia visto um vídeo dele na internet esculachando o Marcio Padilha (que é responsável pelo marketing do Botafogo que por sinal ultimamente só faz - na minha opinião - afastar os torcedores), vejamos: se estamos usando São Januário no Carioca e existe a possibilidade de o utilizarmos no Brasileiro, por que acabar com os planos de sócio torcedor (como o meu) que havia no ano passado com a desculpa de que "não teríamos casa para jogar"? Mas voltemos para a partida em Xerém:

Quando cheguei em casa e também no dia seguinte (aliás, só quando cheguei em casa é que me lembrei que o torcedor tinha divulgado esse vídeo no You Tube) comecei a fazer uma pesquisa e nada de encontrar; pedi ajuda a Fellipe Portella que não conseguiu me ajudar muito...foi então que lembrei do Márcio Padilha e pesquisando encontrei o vídeo cujo o nome é Botafogo No Coração (se não me falha a memória), mas o nome do torcedor mesmo não consegui descobrir!

Fim de partida com mais uma vitória do Botafogo: gol do Bruno Silva. Fomos até o sitio e botamos o pé na estrada (parece que fomos longe pra caralho não é acha? Mas foi só até Xerém mesmo). Desembarquei no Largo do Bicão por volta das 21:30 e perdi dois ônibus que podiam ter me trazido direto para Marechal Hermes; Embarquei em um rumo a Madureira e em Madureira embarquei em outro para Marechal Hermes e de Marechal Hermes mais um para voltar para casa. Cheguei em casa um pouco antes das 23 horas, publiquei as fotos e era quase meia - noite fui dormir para acordar às 4:15 e estar no trabalho às 7:00! O que não fazemos pelo Botafogo?

O Jogo

Antes da partida começar, os jogadores passaram bem perto aos torcedores (e põe perto nisso) e não gostei da indiferença de alguns jogadores (tipo o Neilton) que não deu muita atenção para os torcedores; Foi coisa pouca, mas durante a partida, vi um ou dois torcedores enchendo a porra do saco do Ricardo Gomes: deixa o cara trabalhar!

Todo grande time começa por um grande goleiro e...puta que pariu nós temos o melhor goleiro do Brasil: Jefferson (que foi preterido por Dunga no gol da seleção); Joel Carli desempenhou bem a sua função; Luís Ricardo saiu machucado e Ricardo Gomes pôs para jogar Octávio: meu Deus...Octávio! Como nós xingamos o Octávio. Vai contando a quantidade de vezes que irei citar o nome do Octávio...

Por incrível que pareça, houve momentos até que cheguei a elogiar: em que sentido? Pelo menos estava mostrando disposição, corria por todos e para todos os lados do campo, mas não conseguia marcar, pedia jogadas bobas e isso foi irritando o torcedor, sem contar que estava errando lançamentos; Ribamar perdeu um gol feito, por querer enfeitar a jogada e vi isso acontecer pelo menos umas duas vezes! Gegê para mim foi um dos melhores em campo: buscou jogo, desarmou, marcou, voltou nas jogadas...esforçado tentou deixar o seu gol, mas infelizmente não conseguiu!

Se no primeiro tempo o Botafogo tinha tudo para "matar" a partida, no segundo tempo o Madureira voltou mais esperto...voltou mais esperto e batendo muito mais do que havia batido no primeiro tempo! Ricardo Gomes então começou a fazer suas substituições e colocou Neilton que fez com que o jogo melhorasse um pouco, mas talvez, dadas as circunstâncias, não jogou tão bem, apesar de ter corrido pra cacete e até, em determinados momentos, ter cortado um, driblado dois e depois de passar por três, limpar e quase fazer gol ou deixar alguém na cara do gol...mas de maneira geral, não foi lá tão bem...

Destaco também a atuação do Juan Salgueiro que parece estar se adaptando ao ritmo de jogo do Botafogo e também ao nosso clima; falta agora "Yaca" Nunez.

Saudações Alvinegras!

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