| (Foto: EFE) |
Depois da festa de ontem e da vitória do Botafogo sobre o Deportivo Quito (que havia nos vencido por 1 x 0, lá), nós vencemos aqui pelo placar de 4 x 0! Logo, para o título desta crônica, eu poderia buscar muitos adjetivos, mas escolhi a que está lá no topo. Preparem - se: vem aí mais uma daquelas longas crônicas e não culpo quem não as lê toda ou que nem as lê: bem que eu tento reduzi - las, mas a criatividade e inspiração falam mais alto, sendo assim:
Let's go!
Ainda na noite de terça - feira, arrumei em minha mochila o "uniforme" que iria utilizar na quarta - feira. Esta partida foi a primeira a qual eu fui assistir sendo as 22 horas! O plano de "guerra" consistia em sair da garagem onde trabalho às 19 horas e passar pelo trabalho do meu pai, deixando minha mochila com o uniforme do trabalho para que ele trouxesse de volta para casa; do trabalho dele iria para a estação de Guilherme da Silveira, embarcando assim no trem rumo ao Maracanã...só que iria haver uma mudança de planos!
Por ser dia 05 de fevereiro e já imaginando que daria movimento na garagem onde trabalho, meu encarregado vetou minha saída às 18 horas e isso só seria possível pois eu tinha uma hora na casa para ser utilizada, porém no final da tarde, o estacionamento deu uma pequena esvaziada o que me possibilitou sair às 18 horas; na verdade, era para mim sair um pouco antes, mas atrasei um pouco (de propósito) para que nenhum dos meus outros colegas dissessem que estava sendo beneficiado, uma vez que o primeiro acordo era o de eu sair as 18 horas!
Visando chegar em casa o mais rápido possível, comecei a gastar dinheiro. Dinheiro este que eu poderia utilizar de outra forma e que apesar dos contratempos que eu haveria de encontrar, lá no final da noite, eu poderia dizer: valeu a pena! Sendo assim, perguntei a um dos taxistas do ponto de táxi do mercado onde trabalho, se ele poderia me trazer em casa; mal eu entrei no táxi, o taxista ligou o rádio para ouvir o jogo do Flamengo que vencia sua partida contra o Boa Vista que vinha vindo bem no campeonato carioca...
Se a minha intenção era ganhar tempo, eu acabaria perdendo: no meio do caminho havia um acidente entre uma kombi e uma moto, ao virar em uma rua para se livrar do acidente, tivemos a oportunidade de ver (infelizmente) o corpo do motociclista estendido no chão, coberto por um lençol...logo em seguida, um carro da polícia parado com os policiais com seus fuzis em punho vasculhando algo que tanto eu, quanto o taxista (o qual o chamo "amiguinho" - seu nome é Hélio) não soubemos identificar.
Cheguei em casa e tirei da mochila toda a roupa que eu iria utilizar para ir rumo ao Maracanã; telefonei para a casa de Gilson Tavares e sua esposa me atendeu dizendo que ele já havia saído. Fiquei sem entender nada. Vou explicar: havíamos combinado que ele (Gilson) iria sair de casa em um determinado horário, de forma a chegar na casa de Armando Campos por volta das 19 horas, horário combinado por eles para saírem de Realengo; porém (que eu me lembre) sem eu saber, eles alteraram o horário visando chegarem mais cedo para que Armando, junto de seu filho (Vitor) pudessem retirar seus ingressos pois o cartão de sócio torcedor não havia chegado; no Maracanã, eu viria a saber que, quando Armando saía de casa, o carteiro (Flamenguista) após ser pressionado por Armando e Gilson entregou - lhes (depois de insatisfeito procurar - talvez fosse parente do Jaiminho do seriado Chaves) o cartão de sócio torcedor. Logo, eles acabaram por pegar o trem mais cedo do que eu! Ou seja: iria ficar na "pista" de um jeito ou de outro pois se eu tivesse saído do trabalho às 19 horas, não os encontraria, por acaso no mesmo trem...Gilson me ligou avisando que já estava no trem e isso era por volta das 18:50 minutos e eu estava abrindo o portão de casa para sair. Nem preciso dizer o quanto fiquei puto com isso, certo? Encontrei - me com meu pai no caminho e lhe expliquei a situação, informando - lhe que iria de ônibus até Marechal Hermes. Adivinhem só: eu teria de esperar o 689 (Campo Grande - Meier) o que já se tornou uma aventura...
Parte II
Eu até poderia ir à estação de Padre Miguel, mas naquele horário, preferi, ao invés de "enfrentar" os cracudos que ficam em frente à estação, enfrentar o 689. O que eu não sabia é que ficaria uns 30 minutos esperando pelo ônibus...Gilson me telefonou, disse - lhe que ainda estava no ponto de ônibus e ele começou a me questionar o por que de eu não ter ido para a estação; o por que de eu não ter pego uma van (não sou fã de andar de van, só em último caso, respondi) e desligamos os aparelhos celulares.
O "carro" era ruim, mas o motorista era bom e "sentou o pé" e a viagem não seria tão demorada. Em Magalhães Bastos vi um trem parando na plataforma. Pensei em soltar na estação, mas preferi não arriscar e pensei que talvez conseguisse embarcar nesse trem em Marechal Hermes, trem esse que estava com uma boa quantidade de torcedores Botafoguenses! Pensei que de repente pudesse alcançar esse trem em Marechal Hermes, mas ainda existia pela frente toda a extensão da Vila Militar pela frente. Ou seja: havia acabado de perder o meu primeiro trem...
Ao desembarcar em Marechal Hermes, havia um trem na plataforma, tal qual como Lodeiro, dei uma de triatleta e ultrapassei os obstáculos (automóveis na Rua João Vicente) e correndo subi as escadas da estação, mas antes de chegar ao meio, o trem já havia saído da plataforma! Havia acabado de perder o meu segundo trem! Passei pela catraca e desci rumo a plataforma, achei estranho mas fiquei satisfeito: vinha outro trem que por sinal veio vazio. Este havia saído da estação terminal de Deodoro; fui para o quarto vagão de forma a ficar o mais próximo possível da escada da estação que eu fosse ficar, mesmo que ainda eu não soubesse em qual seria...alguns instantes depois entraram mais três Botafoguenses, saí do lugar onde estava e me juntei a dois deles. Perguntei - lhes onde eles soltariam e eles me responderam que soltariam em Mangueira. Disse que iria junto com eles. Depois disso, conversamos pouco, mas quando soltamos na estação, começamos a conversar especificamente sobre o Botafogo e o papo seguiu até o alto da estação Maracanã de metrô. Deste ponto em diante, cada um iria para um canto...
Desci a rampa, passando pelos torcedores que não eram poucos; senti uma certa angústia, uma vontade de gritar: FOGOOO ou a já tão conhecida frase que gosto de utilizar quando o Botafogo vence - É BOTAFOGO PORRA! - mas algo travava minha garganta, minha voz! Segui meu caminho rumo ao setor C e é em frente este setor que tem um bar (se preferir pode ser boteco, lanchonete, menos "pé sujo" pois já entrei no mesmo), neste bar se reúnem muitos torcedores, em sua maioria, torcedores da Loucos Pelo Botafogo, a animação e a cantoria se fazia presente...ao que tudo indicava, teríamos casa cheia!
Passei pela catraca e finalmente consegui gritar! No caminho encontrei Gláucia Gonçalves e Delneri Botafoguense; Gláucia me deu um forte abraço e pude perceber que ficou feliz em me ver por ali; pediu que tirasse uma foto com o seu celular; eu não havia percebido, mas minha mão estava tremendo, sendo que somente na terceira tentativa, consegui apertar o "botão" na tela do celular de minha amiga...dado o grande movimento, percebi que seria difícil conhecer, ver e/ ou rever os amigos do facebook. Custei um pouco a encontrar Armando, Gilson e Vitor. Quando os encontrei, antes porém, revi Solange Carvalho. Solange Carvalho é uma amiga comum, faz parte (como diria Renata Fernandes, que não estava no estádio) da trupe de Fátima Braga. De longe a cumprimentei e lhe perguntei se eu podia lhe enviar uma solicitação de amizade, o que ela prontamente aceitou. Me juntei a Armando, Gilson e Vitor. O primeiro me "zoou" por eu ter preferido esperar o 689...Armando me diria que vira Lennon Leite, ao passo que,"zoando" disse a ele (Armando) que Lennon era um "traíra", se bandeou para uma organizada chamada R.P.A (Resistência Popular Alvinegra) desfazendo assim, o Quinteto Fantástico!
Armando e Vitor haviam ido fora dos domínios da arquibancada e quando eles voltaram, fui até Solange Carvalho e lhe perguntei se podia tirar uma foto com ela. Tiramos ela e eu; Ela, eu e seu marido (Eduardo) só vim a saber o nome dele hoje pela manhã, com a providencial ajuda de Renata Fernandes; voltei para o meu lugar. Um pouco depois chegaram Pedro Sá e alguns amigos. Gilson tirou uma foto nossa (eu com os amigos de Pedro) e Pedro tirou umas duas comigo, Armando, Gilson e Vitor; logo do outro lado do corredor, havia um outro amigo (este eu não sei o nome) que estava com seu filho. Perguntei ao Gilson se tirava uma foto nossa, em um primeiro momento ele disse que não, mas depois, quando estava prestes a me fazer este favor, a bagunça nas arquibancadas começou e disse que seria melhor que deixássemos para o intervalo...
Parte III
Com a entrada dos jogadores em campo, formou -se um mosaico com a frase "o gigante voltou" e junto disso cantávamos "vivo essa paixão". O jogo começou com o Deportivo Quito apertando sua marcação nos jogadores do Botafogo e o nosso time dando chutões a ermo...disse a Gilson que o tempo era o nosso inimigo e que era preciso se colocar a bola no chão. Passados alguns minutos, o Botafogo entendeu que o caminho era a bola no chão e começou a tocar; foi um jogo "pegado": enquanto o Botafogo jogava futebol, o Deportivo Quito se fechava em seu campo explorando os contra - ataques, o placar de 1 x 0 era lucro para eles...
Desde o começo estava claro que, o trio de arbitragem (argentino) estava a fim de prejudicar o Botafogo; se os jogadores do Botafogo encostavam nos jogadores do Deportivo Quito, era falta, fosse com ou sem cartão; já em relação ao Botafogo,nada! a torcida se revoltou e começou a bradar contra a arbitragem na pessoa do árbitro principal da partida! A "cera" dos jogadores do Deportivo Quito era gritante (principalmente por parte do goleiro deles) e a arbitragem nada; idem com os jogadores em campo...
Me perguntar em quais momentos ocorreram determinados tipos de lance, ficará difícil de lembrar, assim como fica difícil lembrar de outros lances que, para muitos pode ter sido de grande relevância, mas falando um pouco dos jogadores, começo pelo Bolívar que, em determinado momento do jogo perdeu uma bola no meio de campo, proporcionando o contra ataque do Deportivo Quito, mas a zaga ontem estava afinada e Bolívar não comprometeu;
No começo da partida, Estavam todos um tanto quanto tensos ainda e os chutões apareceram, e alguns deles saíram dos pés de Dória; houve momentos que se fez necessários os chutões, mas o que era necessário fazer era manter a bola no chão, depois que isso foi feito, Dória se acertou e também fez uma boa partida;
Edilson poderia ter sido expulso, mas parece que ele, mais do que qualquer outro, "incorporou" o espírito da Libertadores; brigou de igual para igual do início ao fim com os jogadores do Deportivo e também com o árbitro, afinal, algumas das faltas do time adversário foram em cima dele e a arbitragem passiva, nada fazia; Nosso lateral então, nitidamente perdeu a paciência (será que podemos dizer no bom sentido?) e começou a jogar da mesma forma que o adversário;
Já Elias foi o responsável pela assistência do gol de Henrique (o 4º e já nos acréscimos); no meio da comemoração, no final de segundo tempo, teve um torcedor logo a minha frente que feliz (e rindo) disse que até o Henrique fez gol; olhei para Armando e rindo também, no meio de toda aquela balburdia, tentei greitar mais alto "zoando" ele: Henrique! Henrique! Henrique! Armando não gosta do Henrique (acho que posso dizer isso) e eu acho que El Tanque Ferreyra não é isso tudo (pelo menos por enquanto) e Armando por sua vez põe a maior Fé neste jogador;
Mas voltemos no tempo um pouco...quando cheguei no Maracanã, fiz um lanche. Para sair cedo, não tirei a hora do lanche no trabalho. Era de se imaginar que, as filas ficariam enormes e assim ocorreu. No intervalo do segundo tempo, fui umas três vezes tentar comprar algo para beber. De tanto gritar e com calor, eu precisava de água urgentemente. Enquanto não conseguia, fui até o amigo do outro lado do corredor e perguntei se podíamos tirar uma foto juntos. Feito isso, perguntei se eles tinham facebook e o amigo disse que o filho dele tinha, logo, disse que um de nós dois enviasse uma solicitação de amizade para o outro de forma que ele e seu pai vissem as fotos.
Somente quando começou o segundo tempo, consegui ir comprar água na lanchonete. Voltei para os assentos com dois copos de água embaixo do braço e dois copos de refrigerante na mão para Armando e Gilson.
Na minha modesta opinião, Ferreyra (para não ser injusto com ele) poderia jogar umas partidas pelo carioca para ganhar ritmo. Como sempre espero estar enganado, mas por enquanto (como creio já ter dito) ainda precisa de ritmo.
Já chegando na metade do segundo tempo, comecei a sentir - me mal e decidi respirar um pouco de ar puro. Fui à lanchonete mais uma vez e comprei mais um copo d'água...
Gabriel estava meio afoito, mas quando se encontrou, correu e brigou para evitar a "ascenção" dos jogadores adversários ali pelo meio de campo sem contar umas "arrancadas" que ele deu em direção a área adversária.
Não saberia dizer quem foi que começou, mas de repente ecoou na arquibancada o seguinte grito: "ih, fodeu o Maraca é meu". Bom, pelo menos foi assim que eu entendi...
Júlio César esteve impecável ontem; Jorge Wagner não tão bem, mas nem por isso fez uma partida ruim, sendo efetivo quando necessário e Jefferson quase não participou da partida... quanto ao Júlio César, para mim, foi um dos nomes do jogo!
Esqueci de dizer: Também estava por lá meu "Glorioso" amigo Bruno Saldanha que me perguntou se nós iríamos ganhar aquele jogo. Apesar de estarmos com apenas um gol na frente no placar, com todo o meu otimismo peculiar, respondi - lhe que sim!
Eis um jogador que eu sempre defendi em seus momentos ruins e que vira e mexe comento algo sobre ele: Lodeiro ontem estava ótimo, distribuindo passes e correndo o tempo todo, dava assistências e quase fez gol, outro que foi o nome do jogo.
Na saída como se tivéssemos acabado de vencer a taça Libertadores, saímos cantando e vibrando a vitória do Botafogo; a festa se estenderia pela rua...
Marcelo Mattos em alguns momentos conseguiu tirar a paciência dos torcedores, errando passes. Pouco ouvi os torcedores ao meu redor reclamando sobre isso, mas acho que Marcelo Mattos foi o que mais errou
Na rua Armando iria nos dizer que o planejamento em não utilizar os jogadores titulares no jogo contra o Vasco foi o mais sensato e que eu estou mais preocupado com o carioca! Não estou preocupado com o carioca, só acho que o Botafogo poderia brigar também pelo carioca, afinal é um campeonato (em proporções bem menores, claro) como a Libertadores e eu gostaria de ver o Botafogo bicampeão; Vitor me perguntou qual das duas taças eu preferia, eu respondi: as duas!
Rodrigo Souto entrou aos 39 minutos do segundo tempo e não por isso, mas pela festa que já havia se instaurado no estádio (o placar estava em 3 x 0) não tive como avaliá -lo...
Hoje pela manhã conversando com Rhudson Araújo decidi (depois de ontem) dar um voto de confiança a Eduardo Hungaro. Esse é o primeiro ano que pego no "pé" de um treinador como estou fazendo...só não sei até onde conseguirei ir com essa "trégua", por falar nisso, o Botafogo joga sábado em Moça Bonita às 17 horas contra o Friburguense. Eu irei, mas já imagino um estádio vazio e a desculpa será o calor de Bangu!
E por fim, Wallyson que fez três gols e foi o destaque da partida. Um gol no primeiro tempo (36 minutos) e os outros dois no segundo. Henrique entrou no lugar dele e deixou o dele (como já disse acima) e Ferreyra deu lugar a Elias...
Acho que isso é tudo.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS E
É BOTAFOGO PORRA (X4)
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