| (Foto: Ricardo Ramos/ Lance!Press) |
E tudo começou na quinta - feira. Trabalho em um estacionamento (muitos já devem saber disso, inclusive que é em um estacionamento que está fazendo aniversário o qual não farei "merchan"), por conta disso tinha duas horas e 25 minutos na casa. Vendo que no referido dia o movimento havia caído consideravelmente, conversei com meu encarregado lhe pedindo para me ceder essas horas no sábado caso fosse viável ou seja: com isso eu sairia da garagem as 16:35, tempo de sobra para assistir a Botafogo x Atlético - MG que faz tempos é nosso freguês!
Meu encarregado e nem os outros colegas precisavam saber que eu iria ao Maracanã, mas como eu disse lá na garagem, cer certinho (de vez em quando) e honesto também é foda, sendo assim todos ficaram sabendo...
Sou um cara ansioso por natureza e no sábado essa ansiedade tomaria conta de mim até eu ter certeza de que eu conseguiria sair mais cedo, mas (apesar de eu detestar esta frase), tem coisas que só acontecem com torcedores Botafoguenses! Segue - se a crônica...
Cheguei no sábado pela manhã para trabalhar no estacionamento e durante um tempo tudo levava a crer que, o movimento seria inferior ao dos dias anteriores. Isso foi tema de conversa entre eu e Rafael Ataíde que disse também estar surpreso e que não acreditava que iríamos ter moleza. Aquilo me assustou. Como estava ansioso, comecei a errar ali, naquele momento: disse ao Rafael que havia dito à algumas pessoas levando em consideração que iria cedo do trabalho, no que prontamente ele disse que eu errei! Até então ele não sabia que eu iria ao Maracanã...
Tivemos essa conversa em um momento em que as vagas começavam a ser ocupadas e o movimento de veículos era intenso. Segui com a minha rotina cotidiana dentro do estacionamento e quando chegou na hora do almoço me virei para o encarregado e disse que iria dar "ruim" para mim e que eu não conseguiria sair cedo, no que ele virou para mim e disse: "eu não acho", ou seja: ainda existia esperança! E por mais que se tratasse de um jogo de futebol, onde a esperança há Fé...
Sabe a parte da honestidade que lhes falei lá no início da crônica? Pois é, fui conversar sobre o assunto com um colega do trabalho (de confiança) sobre os meus planos. Ali onde eu estava, eu via que o mercado e sua fila estava cheia e o movimento intenso e o argumento dele partiu deste principio: de que na hora que eu tencionava sair o mercado poderia estar cheio e que minha ausência seria prejudicial; que os outros colegas também tinham hora na casa e que eu estava me precipitando e que se saísse algo errado e caso os outros (sabendo ou não para onde eu estava indo) iriam me "acusar" de ter saído cedo, que por ele tudo bem, mas que eu não iria gostar de ficar sabendo dessas coisas depois, pois invariavelmente eu iria acabar "pescando" alguma coisa no ar.
Insatisfeito voltei par ao estacionamento. Parei, olhei. A olhos vistos, mas não tanto, o estacionamento começava a ficar vazio. Pensei que, como eu tinha horas na casa, tinha o direito de utiliza - las no momento em que me aprouvesse, desde que o encarregado me liberasse na certeza de que não haveria problemas! leva - se em consideração ainda que, com a minha saída iriam ficar mais sete funcionários, mas dadas as circunstancias fui informado que minha presença por lá era imprescindível!
Para evitar a "terceira guerra mundial" na garagem onde trabalho cheguei ao encarregado e lhe disse para desconsiderar o pedido que havia lhe feito e que me desse as horas em outro dia mais oportuno. Fiz o que fiz com um aperto no coração. Mais uma vez dentre tantas outras vezes eu me sacrificava em nome do meu trabalho que já faz algum tempo não me dá felicidade nenhuma, só desgostos! Mas isso não vem ao caso no momento...
Meu encarregado ficou sem entender nada, mas concordou e dali para frente, não sei em que ordem foram acontecer as cenas seguintes, mas posso lhes dizer que Rafael Mendonça desconfiou que eu pudesse ir ao jogo (é neste ponto que entra a frase: ser honesto é foda) pois ele matou a charada. Disse - lhe que se me fosse possível eu iria, mas que não iria acontecer pois estava "preso" à garagem; telefonei para Gilson que disse que só iria por que eu estava indo, e que se não fosse isso não iria devido a derrota de 4 para o Flamengo no meio da semana! Expliquei para ele a situação no que ele me sugeriu que caso eu fosse eu lhe telefonasse, se não, nem precisava; telefonei também para Lennon e para Armando, no caso do Armando por via do facebook (celular) pedi para que seu filho (Vitor) pedisse para seu pai me telefonar, pois iria avisar que não iria...telefonei também para o meu pai que tinha a certeza que eu iria para o Maracanã. Tão otimista quanto eu próprio, ele disse que o estacionamento iria se esvaziar e que eu conseguiria sair! A questão era: e se eu saísse e o estacionamento enchesse depois?
Passava das 15 horas e eu havia esquecido o celular ligado no facebook e Bruno Saldanha me perguntou se eu iria ao jogo. Pedi que ele esperasse um pouco. Um desses carros de turismo (tipo van) entrou no estacionamento e quase ficou preso na subida da rampa, para evitar o mesmo na descida, levamos de 20 a 30 minutos para conseguirmos fazer a van descer sem grandes transtornos para nós, o mercado e o dono do veículo. Quando pude pegar o celular novamente, expliquei a Bruno minha situação. Ali, eu dava como certa a minha "não ida" ao Maracanã...
Por volta das 16 horas, mu encarregado me deu um ultimato: "vai ou não vai?" "você quer muito ir, não quer?" "Por mim você pode ir, está tranquilo por aqui". Pedi - lhe que "marcasse um 10", iria consultar ao meus colegas para saber se eu podia sair ou não, se isso até mesmo influenciaria em nossa amizade dentro do ambiente de trabalho. Antes disso Armando me telefonou e eu expliquei a situação. Ele já estava saindo de casa para o Maracanã...
Conversei com os colegas que ao verem o estacionamento vazio, não tinham como prever se iria encher ou não e tiveram que "admitir" que naquele momento tudo levava a crer que dali para frente o movimento seria tranquilo e que com isso eu poderia ir, mas eu estava correndo um risco enorme, mas fui...peguei minha mochila, afrouxei e guardei a gravata dentro da mesma e de uniforme parti rumo a estação de Bangu!
Telefonei para Gilson que disse que por motivo de força maior, não iria poder ir; avisei ao meu pai que estava indo para o jogo e ainda telefonei para Lennon e Armando. Armando já estava no trem. Quem me atendeu foi a esposa dele e eu disse pedi para ela que pedisse a Armando para que me esperasse no lugar que ficamos da última vez, mas ele iria preferir ficar na sul inferior e eu já me acostumei com a sul superior, entrada 215...
Tirei a blusa do uniforme ali mesmo na plataforma da estação e vesti a camisa do Botafogo. Puxei assunto com outros dois torcedores Alvinegros, mas como a receptividade não foi das melhores, ao entrar no trem, me separei dos dois. Para passar o tempo, lembrei - me que tinha um livro dentro da mochila e comecei a ler...
Desembarquei (como de costume) na estação de São Cristóvão. Já na rua a caminho do estádio, um engraçadinho gritou de dentro do carro "MENGO", não dei confiança mas ir mandar no C...foi uma vontade que eu tive! Eles já não haviam nos vencido? Porra, nos deixem em paz então! Depois eles não aguentam a zoação...
Ao passar por uma das bilheterias, vi aqueles mesmos dois camaradas Alvinegros de Bangu ainda chegando para comprar seus ingressos, eles desembarcaram em Mangueira e eu ainda assim chegaria primeiro no Maracanã. Finalmente consegui tirar uma foto da estátua do Bellini! Ao subir a rampa pensei ter visto alguém conhecido e de fato era: Bruno Saldanha. Ele esperou que eu o alcançasse. Fomos conversando. Para minha surpresa, iríamos assistir a partida juntos! O que foi bacana pois, por mais que a gente abrace o torcedor ao lado na hora do gol, eu ficaria sozinho desta vez...
Armando me viu da sul inferior e deu a entender que no segundo tempo ele subiria; não subiu...enquanto isso Bruno e eu nos juntamos a um outro torcedor Alvinegro e começamos a conversar sobre o Botafogo e sobre a derrota do meio da semana. Tirei algumas fotos e este camarada (Paulista, suponho) ou não, mas estava vindo de São Paulo iria torcer próximo a nós, alguns minutos mais tarde...
Reconheci logo acima, três figuras da época do Engenhão e fui até eles e me apresentei. Mas algumas fotografias e estava sacramentada mais uma amizade, na verdade três: Francisco Carvalho, Ricardo Ferrari e Rodrigo Costa. Voltei para junto de Bruno e disse que iria para o meu lugar. Ele, eu e o nosso amigo de São Paulo nos encaminhamos para os nossos assentos. O que esperar daquele jogo? A torcida não seria muito grande, tanto eu quanto Bruno chutamos que se comparecessem uns 10 mil por lá, seria muito...nós acertamos....
Voltemos rapidamente no tempo: quando Rafael Ataíde soube que eu estava saindo cedo para ir ao Maracanã, ele disse que o Atlético - Mg iria nos vencer por 2 a 0...ele só se esqueceu que o Atlético - MG é nosso freguês e como diria nas redes sociais Ricardo Ferrari: "estamos em crise? Chama o Galo"...foi mais ou menos isso que ele publicou...
Hoje, me perguntar em quanto tempo de jogo aconteceu algumas situações, ficaria impraticável, mas e aquele lance no qual (confesso que fiquei assustado e só lembro que foi no segundo tempo) Jefferson saiu para fazer uma defesa, quase que perde a bola, não perdeu e ainda driblou o jogador do Atlético - MG? PUTA QUE PARIU É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL! A torcida foi a loucura...UFA, deu tudo certo e o Atlético não marcou!
Foi diferente assistir ao jogo com Bruno Saldanha se com Gilson é mais diversão, com Bruno somou - se as duas coisas: Emoção e diversão. Ele tem uma visão mais tática e foi bom pois assim aprendi mais alguma coisa sobre os fundamentos do futebol, afinal, não pensem que eu sei tudo! Precisamos repetir isso mais vezes e da próxima, quem sabe, não nos reunimos eu, ele, Gilson, Lennon, Armando e outros mais para vibrarmos juntos? Aliás, por falar em fundamentos o Botafogo está errando muitos passes...
Sempre que posso, critico Edilson (mas com ressalvas) e no jogo do último domingo não poderia ser diferente: ele tem a capacidade de ir do céu ao inferno e voltar ao céu em fração de segundos, mas a situação no domingo que passou, foi diferente: Ele quase não era acionado em sua posição e a torcida gritava, alertava aos jogadores para acionarem o Edilson!
No momento, eu devia estar muito atento ao jogo, mas Bruno iria me dizer que aquele torcedor nosso amigo não parava de xingar o Bolívar dizendo: "puta que pariu Bolívar, você está maluco"; aproveitando que estamos falando de zagueiros, vou falar então do Dória que continua dando chutões, mas que se em algum momento ele não deveria fazer isso, tanto ele como outros jogadores ao se aproximar o fim da partida souberam valorizar a posse de bola deixando o tempo passar e segurar o placar de 1 a 0!
Julio Cesar foi o autor do gol e foi desabafar junto a torcida. Torcida esta que o tempo todo apoiou e cantou empurrando o time. Disse no término do jogo para Bruno que, prefiro aqueles 10 mil que apoiam do que colocar 30 mil e ter uma torcida dividida. Já nem lembro mais direito como foi o gol de Julio Cesar, só sei que começou pela lateral, linha de fundo, grande área, Pés de Júlio Cesar (passando pelo Gabriel) voltando para o lateral e gol!
Por falar em gol, a cada gol que o Criciúma fazia em cima do Cruzeiro, era como se fosse um gol nosso e ainda tivemos a ajuda da torcida do Galo! Só que o Cruzeiro iria vencer o Tigre por 5 a 3...o mais importante no entanto era vencermos o nosso jogo e "secarmos" os adversários no domingo na continuação da rodada...
Marcelo Mattos segue sua sina de querer fazer um gol de longe, errou passes mas no meu ver nada que comprometesse muito no jogo e talvez isso se deva ao retorno de Gabriel que (diga -se de passagem) voltou e voltou jogando bem! Será que era verdade o que muitos disseram, que Marcelo Mattos não vinha jogando bem devido a ausência de Gabriel?
Tanto Gegê quanto Octávio jogaram bem e deram movimentação ao time, mas o primeiro jogou melhor e irritou alguns torcedores tais quais Bruno. Foi preciso eu dizer a ele para ter calma pois Gegê ainda poderia fazer um gol e quase que o tento aconteceu!
Seedorf cansou; Gesticulou mais, foi mais participativo do que em outras partidas recentes; foi aplaudido quando substituído por Lodeiro, ele pode não ter jogado isso tudo, mas ainda assim jogou bem! Quanto a Lodeiro, ainda não reencontrou seu futebol de outrora, mas creio que seja questão de tempo e não nos esqueçamos de seus "serviços prestados" ao Botafogo durante a temporada!
Também incansável, houve momentos que a gente via Rafael Marques nas laterais, mas o mesmo que ocorreria no lado de Edilson, ocorreria com Rafael Marques que as vezes aparecia por ali: ninguém o acionava e olha que o Atlético - MG nos deu chances para ampliar o placar dado os espaços que eles abriram para nós!
Alex foi um pouco mais produtivo, mas eu custei a perceber que ele estava em jogo, foi depois que percebi isso e comecei a acompanhar melhor que, vimos que ele quase faria um gol! Ele se movimentou bem...
Sassá também entrou, mas este jogador ainda não tem o apoio e a confiança total da torcida;
Saímos Bruno e eu juntos do estádio; a torcida feliz e satisfeita gritava e apoiava o time ao descer a rampa; Gritei o meu já tradicional: É BOTAFOGO PORRA!
Fui para o ponto de ônibus esperar o 638 que desta vez demorou um pouco; Vim conversando com alguns amigos pelo facebook na volta para casa e começava a voltar a preocupação em saber se tudo havia corrido bem ou não na garagem onde trabalho. Graças a Deus correu tudo bem sim, mas minha ida ao Maracanã, apesar de tudo ainda me causa alguns reflexos "negativos"...
Vou ficando por aqui. RUMO A LIBERTDORES! É o que nos resta para sonhar ou será que podemos contar com um milagre e na possibilidade de vermos o BOTAFOGO CAMPEÃO BRASILEIRO 2013?
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
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