| (Foto: Paulo Fonseca / Ag. Estado) |
Nos últimos tempos tenho aprendido a não torcer pelo time dos outros, a menos que seja contra. Caso o Cruzeiro seja campeão será por méritos, ainda assim, torcerei para que eles tropecem: seja empatando ou perdendo. Meu time é o Botafogo e eu acredito sim, que nós podemos reverter essa quantidade de pontos ganhando nossos jogos, lotando os estádios e sendo assim desta maneira ajudar o time, empurrar...
O Cruzeiro tem jogos difíceis e fora de casa, nós (teoricamente) temos duas partidas fáceis e dentro de casa, sem contar que ainda faltam muitas rodadas pela frente. Qualquer palavra de desanimo em relação ao Botafogo será rechaçada por mim!
Vamos aos momentos que definiram (ou não) a derrota do Botafogo que poderia acontecer. Só esperava que não fosse de 3 a 0!
Eu já havia sido convidado (mais uma vez) para assistir ao jogo entre Cruzeiro x Botafogo na casa de Gilson. Fiquei de lhe dar uma resposta quando chegasse do trabalho.
No trabalho, conversando com algumas pessoas, as mesmas (fossem elas torcedoras alvinegras ou não) apostavam no empate!
Cheguei em casa com aquele peculiar cansaço que vem me perseguindo já faz um tempo. Eu nem se quer iria assistir ao jogo. Iria dormir. Eis que Gilson me liga, reforçando o convite. Perguntou se eu estava com medo e eu disse que estava tranquilo. Tranquilo até demais para um jogo de tamanha magnitude!
Ele me convenceu a ir, dizendo que nós dois juntos somos pés quentes. Parece que desta vez, não deu muito certo, talvez tenhamos (na próxima) de convidar Lennon Leite que, após o jogo contra o Náutico no 1º turno em São Januário, quis nas partidas seguintes a todo custo se unir a mim e Gilson. Mas sempre ocorre um desencontro entre nós...
Foram muitos os erros de passes do Botafogo. O Botafogo no entanto jogava bem. Os primeiros 5 minutos foram do Botafogo; dos 5 aos 10, o Cruzeiro equilibrou e a partir dos 13 para os 15 minutos, o Botafogo começou a encontrar espaços. O que prova que o time "sensação" e líder do campeonato não é isso tudo. Eles estão com um pouquinho de sorte...mas só um pouquinho!
Depois a partida ficou equilibrada com chances claras para os dois lados. O Cruzeiro brincou de perder gols. O Cruzeiro estava visivelmente nervoso e assim como nós não acertávamos, até então (graças a Deus) eles também não! Foi nesse momento que disse a Gilson que "quem não faz leva"!
Momentos depois (e isso eu estou dizendo aqui para você que está lendo essa crônica agora) não comentei nada com Gilson, mas ao perder aquele penalti, as coisas se invertiam o Botafogo poderia ser castigado e levar um gol...levou três! O que mudou no time do Cruzeiro que nós vencemos aqui no Rio no 1º turno? Posso estar sendo ignorante, mas na verdade: Nada!
Não acompanho os outros times, mas acho mesmo que a única novidade foi a chegada de Júlio Baptista e no caso de Dagoberto, (que é um jogador até que gosto de seu futebol) não é isso tudo...
O gol que o Henrique perdeu já no segundo tempo teria sido sua consagração. Era para ele ter batido com mais força e talvez a bola tivesse entrado. Ainda assim talvez, não tivesse feito tanta diferença levando em consideração o placar no momento!
Agora o jogo teria sido outro caso Seedorf não tivesse perdido aquele pênalti. Seedorf que, por mais que seja o "maestro" não vem jogando bem. Em minha última crônica, já havia comentado sobre o assunto! Será que Gabriel faz tanta falta assim?
Gabriel no sentido de distribuir o jogo com Marcelo Mattos e Seedorf no meio de campo;
Ora, dizer que nós não temos banco e nem elenco, vindo de um torcedor alvinegro por exemplo (mesmo que fosse - seja - verdade) é esculacho!
O primeiro gol que o Botafogo sofreu, foi falha de marcação da defesa; Dedé segurou dois marcadores, deixando Nilton sozinho em uma bola que ao meu ver, Elias poderia ter levantado e tentado cabecear o que daria tempo talvez de Jefferson ter uma reação. Mas é claro que não podemos deixar de pensar que ainda assim o gol poderia sair!
Praticamente no final do segundo tempo, pênalti marcado erroneamente pelo árbitro da partida. Pênalti esse que cheguei a comemorar a defesa de Jefferson, mas que infelizmente entrou;
Estão reparando que eu já comecei a definir a atuação do time? Pois é, vamos ao Renato, então: tanto nesse jogo quanto contra o Santos no último domingo, vinha jogando bem. Hoje ele sentiu uma lesão na coxa. Acho que a saída dele desestabilizou o time novamente, o que no Botafogo, nessas situações quando acontece, chega a ser um fato banal e corriqueiro que aparentemente nunca é consertado...
Lembrei - me de algo: a marcação do Botafogo estava boa na partida de hoje, só começou a ficar menos melhor quando da saída do Renato que desconfigurou o meio de campo e quando o placar já era adverso!
Crescendo desde que o então titular Gilberto se contundiu, Edilson demonstrou mais uma vez confiança e foi bastante efetivo no jogo de ontem;
Tirando o lance do penalti ( o qual eu acho que não existiu) Bolívar apareceu bastante não dando muitas chances para o adversário;
Não sei se daria mais chances ao André Bahia. É claro que, assim como muitos outros precisa de entrosamento, mas ele jogou nervoso, não conseguiu se encontrar dentro do jogo. Não é (no momento) um jogador à altura de Dória que não jogou por ter levado o terceiro cartão amarelo contra o Santos no domingo;
Júlio Cesar hoje, jogou melhor do que domingo;
Marcelo Mattos demonstrou garra e disposição. Jogou bem; foi guerreiro na mais absoluta concepção da palavra. Deve agradecer a arbitragem por não ter lhe dado um cartão amarelo ou até mesmo o vermelho no lance em que o jogo já havia sido paralisado e ele chutou a bola em cima do jogador do Cruzeiro;
Não se pode esperar que Hyuri vai bater um bolão em todos os jogos e ficar fazendo gols bonitos a todo instante, no entanto ele não se amedrontou e chutou quando tinha que chutar.
Lodeiro também se destacou pela vontade de querer vencer, de querer mudar os rumos da partida, de querer acreditar que algo podia ser feito, assim como Rafael Marques que também buscou jogo e poderia até mesmo ter feito gol.
Outro lance que talvez tenha desestabilizado o Botafogo foi o pênalti não convertido por Seedorf, que buscou sua reabilitação no segundo tempo. Cheguei ao ponto de dizer a Gilson que de repente o gol da vitória poderia ser dele. Mas os deuses do futebol preferiram ignorá - lo na noite de ontem!
Penalti esse que de fato existiu e foi claríssimo!
O passe para o quase gol do Henrique foi de Alex.
Antes do penalti, Elias poderia também ter aberto o placar para o Botafogo.
Colocar aqui no final do texto: É BOTAFOGO PORRA, não soaria bem, afinal o Botafogo perdeu o jogo, então termino da seguinte forma:
#UNIDOSPELOTÍTULO
#ESTAMOSCOMVOCÊS
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!
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