domingo, 18 de agosto de 2013

Os bastidores de mais uma partida de futebol!

Foto: www.lancenet. com.br

Era para mim ter saído do trabalho as 18 horas. Com hora sobrando na casa, acabei saindo 30 minutos antes, devido a uma manobra do meu encarregado, visando o melhor para o restante da equipe que por lá ficaria.

Saí dali e passe i pelo trabalho do meu pai. deixei minha mochila com ele e junto a blusa do meu uniforme e parti para o Maracanã, somente com o essencial: blusa do Botafogo,carteira,os bilhetes únicos...

Havia combinado com Gilson que pegaria o trem de 18:20; Ele sairia de casa as 18 horas...antes das 18 horas, ele já estava me ligando dizendo que estava chegando na estação de Padre Miguel. Já havia passado um trem as 17:55, logo, o próximo passaria as 18:05. Vi na página da Supervia que a frequência era essa!

Meu pai me perguntou se eu não havia esquecido nada. Disse que não e parti rumo a estação de Guilherme da Silveira. Próximo a entrada da mesma,olhei para o céu e me preocupei diante da possibilidade de enfrentarmos chuva, mesmo que fosse fina. Me dei conta que havia esquecido não só o guarda - chuva, como também o boné do time! Tarde de mais...

Ouvi pelo alto - falante da estação que daria entrada na estação de Bangu, trem semi - direto com destino a Central do Brasil. Perguntei no guichê se aquela composição iria parar na estação de São Cristovão. Em dias de jogos, a estação Maracanã não abre e a partir do dia 17/08/13, a mesma entraria em obras.

A operadora de caixa do guichê me informou que somente o parador iria desembarcar na estação de São Cristovão. Telefonei para Gilson que disse que era para mim embarcar que o trem iria parar lá! Será que eu já disse por aqui alguma vez que não sou muito fã de gente teimosa? Bom, eu também sou teimoso as vezes e o Gilson é meu amigo...não existe perfeição, fazer o que, não é mesmo?

Embarquei e em Padre Miguel, ele entrou no vagão em que eu estava. Disse - me que quase não entrou por ver escrito em uma placa no primeiro vagão :"parador".

Começamos a conversar. Vindo da estação Bangu, próximo a gente, um casal também estava indo para o Maracanã. Nos informaram que eles haviam sido informados de que aquele trem era semi - direto e que não iria parar em São Cristóvão. Gilson teimou comigo e com a moça que estava com um rapaz ao seu lado. Na verdade, eles formavam um casal!

A moça que estava sentada ao meu lado, também afirmou que o trem pararia em São Cristóvão e que não estava entendendo a razão da operadora do guichê ter me dito que o trem não pararia na referida estação, ainda mais que haveria jogo no Maracanã e a estação de mesmo nome estaria fechada.

Fomos conversando. Rindo. E isso tudo em meio a pessoas cansadas que voltavam ou até mesmo estavam indo (ainda) trabalhar. A moça que embarcou em Bangu, tinha um forte sotaque. Tentei adivinhar de onde ela era. Gilson perguntou se eles estavam indo para o jogo e eles responderam que estavam. Disseram o setor que iriam ficar e Gilson estranhou. Foi então que matei a charada: o casal estava indo para ficar na torcida do Internacional. Achei que seria interessante deixar o Gilson "quebrar a cara".

Mas o Gilson é um cara "bonachão" e além do mais, não tinha razão de tratarmos com indiferença o casal só por que descobrimos que eles não iriam torcer para o Botafogo!

A moça que estava ao meu lado, desembarcou em Engenho de Dentro e foi nesta estação que o maquinista informou aquilo que eu já sabia: o trem não iria parar em São Cristóvão. O casal ficou assustado. Mas não havia o que temer: bastava que nós desembarcássemos em São Francisco Xavier e esperasse um parador para que uma estação depois, estivéssemos em São Cristóvão e de lá voltarmos a pé para o Maracanã...

Enquanto esperávamos o trem, a moça disse que já morava em Bangu fazia um tempo e que ela era do sul; o rapaz que a acompanhava é carioca mesmo e flamenguista! O trem chegou e entramos para logo em seguida desembarcar mais uma vez.

Novamente São Cristóvão, novamente Gilson fazendo a vez de "mestre de cerimônias", mas ao contrário do jogo contra o Náutico em São Januário, ele não ficaria perdido. A conversa continuava animada e descontraída. A moça nos disse que era do Paraná e que a última cidade em que viveu antes de vir para o Rio de Janeiro, foi Foz do Iguaçu.

Perguntei seu nome e ela me disse que se chamava Deise (espero que seja assim mesmo, pois esse nome tem várias variações) e o "coleguinha", Diogo. Disse a ele que estava com a sensação de que já o conhecia. Bem que poderia ser mesmo, afinal, ele mora em Bangu, eu trabalho lá e moro perto!

Gilson disse que eu estava perguntando o nome deles para em seguida pedir o facebook (como o Gilson é desagradável em relação ao facebook, pqp!). Fiquei sem graça e disse por alto qual era o meu face, mas acho que eles nem prestaram a atenção. Detalhe: em pleno século XXI Gilson tem facebook, mas não gosta muito de utilizar.

Deixamos o casal o mais próximo possível da entrada a qual eles tinham de se direcionar. Gilson depois viria  a me dizer que achou que a menina não queria se separar da gente...é Gilsão, quem resiste a minha simpatia,não é mesmo?

Agora era a nossa vez de nos encontrarmos. Maiores informações na segunda parte da crônica, logo a seguir:

Parte II

Muitos eram os orientadores pela calçada do Maracanã, poucos eram os que sabiam nos informar de forma objetiva, onde tínhamos que trocar nossos ingressos, uma vez que somos sócios torcedores. O primeiro nos disse que era após a estátua do Bellini, próximo ao Célio de Barros (estádio de atletismo); seguimos em frente sem deixar de perguntar. Alguns perguntavam se a nós queríamos ajuda, mas chegamos a conclusão que eles (os orientadores) sabiam menos que a gente!

Quando fui assistir a Vasco x Botafogo, Gilson tirara algumas fotografias para mim. Infelizmente a do Bellini, perdera "a cabeça"! Aproveitando - me que estava ali para assistir a Botafogo x Internacional pedi a meu amigo que tirasse ou que eu deixasse tirar uma foto completa da estátua, mas ele apressado disse que não queria perder tempo e que só sossegaria após estar com seu ingresso na mão...

Não tirei a foto e seguimos em frente. Uma coisa era certa: nosso setor era o C superior e passamos em frente ao mesmo. Ali eu me irritei com a organização do estádio. No minimo, a troca de ingressos tinha de ser feita próximo a nossa entrada. Andamos mais um pouco e nos vimos obrigados a perguntar mais uma vez onde era a troca dos ingressos. Um dos orientadores nos informou que era após o setor B e que em um canto haveria um contêiner com funcionários do Botafogo para fazer a troca. Se estávamos perto do setor B? O orientador não soube dizer e me pareceu que Gilson não acreditou muito na história do contêiner, mas eu lhe informei que durante o dia, ainda no trabalho, eu vira uma reportagem no celular (internet) falando sobre o tal contêiner!

Fizemos uma última tentativa e desta vez sentimos firmeza no orientador. Ele disse tudo o que os outros já haviam dito mas com mais segurança e precisão: tínhamos que seguir em frente e virar na esquina, iríamos ver a UERJ e no canto iríamos ver o tal contêiner. Chegando lá, não havia fila e trocados os nossos ingressos, tivemos que percorrer todo o caminho até a entrada de nosso setor...

As organizadas, começavam a se aglomerar e em aparente clima festivo e de certeza que iríamos vencer e assumir a liderança do campeonato com folga, estavam animados, preparando - se com suas bandeiras para entrar no estádio. Gilson me perguntou se eu não estava com vontade de  gritar. Respondi - lhe que não, apesar dos Botafoguenses serem a maioria, tive uma certa vergonha...Gilson certamente estava me provocando, pois no jogo contra o Vasco, subindo a rampa, eu gritei bem alto: FOGO! e tal gesto acabou por incentivar a outros torcedores que também estavam na rampa.

Ao contrário do jogo do Vasco, a rampa estava mais vazia e o burburinho era menor. Além do mais, a partida estava marcada para as 21 horas. Não eram nem 20 horas ainda! Ainda assim, gritei: FOGO! Fiquei com vergonha, só tinha o pai com seu filho em nossa frente e o garoto levou um susto!

Como o angulo era diferente, tirei mais algumas fotos do novo Maracanã. Ao contrário do jogo contra o Vasco, o estádio já não estava mais com aquele "cheirinho de novo"... fui ao banheiro e uma das portas estava pichada com a seguinte frase: R$ 80,00 é o preço mais barato que vocês conseguem cobrar?" Pois é, começou a depredação em um estádio de primeiro mundo, em um país de terceiro, onde seu povo é mal educado e não sabe valorizar! Acho que o camarada que pichou a porta do banheiro se esquece que não só o dinheiro dele, mas o de muitos contribuintes, foi investido na reforma do estádio e de forma exorbitante e detalhe: em 2015 o novo Maracanã passará por nova intervenção visando as olimpíadas de 2016 em uma obra orçada em aproximadamente 500 milhões! Soma - se esse valor aos já gastos 1 bilhão de reais?

Comprei um refrigerante para mim e Gilson. O valor do refrigerante: R$ 6,00 (no Engenhão era R$ 5,00); o cachorro - quente me saiu por R$ 6,00 e os salgados também são esse valor! A pipoca sai por R$ 10,00 (no Engenhão a última vez que tentei comprar, era R$ 7,00), a mesma no Maracanã, não tem sal...

As fotos que eu tirei, mostravam um Maracanã vazio, afinal, ainda era cedo. Mais tarde ou já no dia seguinte ao publicar as fotos no Facebook, minha amiga Fátima Braga diria que eu "abri" o Maracanã naquela noite!

Voltando a falar do horário: Havia chovido e a temperatura havia caído. O público foi bom, mas poderia ter sido melhor. O horário não era o dos melhores, mas tenho de levantar as mãos para o céu. Eu tinha horas sobrando no trabalho e isso me possibilitou sair mais cedo para assistir ao jogo, no entanto sou contra esse horário e devido ao comércio envolvendo as transmissões televisivas, os jogos de 21:50 que nos impossibilita de estar com o time e os apoiar com mais vontade...

Parte III

Peço licença aqui para voltar à hora do almoço. Meu amigo Lennon Leite me telefonou perguntando - me se eu iria ao jogo. Lhe expliquei que tudo indicava que sim. Ficou combinado que ele me ligaria quando estivesse saindo do trabalho para que de alguma forma conseguíssemos ficar juntos na torcida pelo Botafogo.

Falei para ele então que, caso ele demorasse a telefonar, pediria para que Gilson telefonasse para ele. Os dois utilizam aparelhos celulares da mesma operadora.

Lennon me ligou de fato por volta das 20:15 dizendo que estava saindo do trabalho. Quando voltei com meu cachorro - quente, Gilson estava conversando com outro torcedor. Acabei meu lanche, pedi licença e comecei a participar da conversa. O assunto não poderia ser outro: Botafogo, claro!

O camarada que estava logo atrás a nós, em determinado ponto da conversa, disse que em breve irá completar 47 anos de idade; disse como se descobriu Botafoguense; que seu primeiro título (ainda no velho Maracanã) foi o de 1989, que esteve na final da Copa do Brasil de 1999...dá para imaginar o quanto a conversa estava animada e isso tudo antes da partida começar!

Além desse camarada (mais tarde ao adicionar o filho dele no facebook viria a descobrir que seu nome é Alexandre) estava com ele também um amigo seu de Brasília o qual  não tive a oportunidade de lhe perguntar o nome. Na realidade (como já disse outras vezes por aqui) vou ao estádio para exorcizar os problemas do cotidiano e fazer novos amigos, não foi diferente desta vez...

Enquanto Gilson se distraía conversando com Alexandre e seu amigo de Brasília, eu fazia amizade com o filho do cara e lhe perguntei se tinha facebook. O garoto disse que tinha e lhe perguntei seu nome. Alexandre Henrique então me permitiu que eu lhe enviasse uma solicitação de amizade e no dia seguinte eu seria aceito.

Fiz isso tudo sem o Gilson perceber, ele tem facebook mas quase não usa o dele e acha que estou (sou) um "viciado", eu já penso e disse para ele que não sei por que e para que ele tem facebook, afinal, quase não utiliza e como disse para ele (zoando), mas parece que ele está no século XX! Mas o Gilson não é só meu vizinho, é meu vizinho que virou meu amigo e que me convenceu a ser sócio torcedor do Botafogo...

Próximo da partida começar, Lennon me telefonara e disse que estava trocando seu ingresso e perguntou onde eu estava. O barulho já era ensurdecedor e quase não ouvi, mas o expliquei onde estava. Ele acabou indo para as proximidades da pilastra 14, enquanto eu estava próxima da 23! Ele queria que eu fosse para lá e eu queria que fosse para onde eu estava! Ficamos onde estávamos mesmo...Lennon usou como argumento que o Botafogo venceria o jogo se ele, eu e Gilson ficássemos juntos...juntos somos pés - quente!

Logo abaixo estavam Caio e a irmã de Alexandre: Alessandra. Os nomes eu só viria a saber mais tarde. Alessandra foi quem me convidou para ser seu amigo no facebook e quanto ao Caio, eu solicitei a amizade. Agora, estão todos lá também! Convidei o pai de Alexandre e Alessandra também para se juntar ao meu time no face que, apesar de ter torcedores de todas as classes, é composto em sua maioria por Botafoguenses...

A partida teve seu início. O Botafogo não estava a fim de brincadeira e de tão bom que estava o jogo, o tempo estava passando depressa e logo saiu o gol do Botafogo. Alegria na torcida, vibração geral e total!
Fui cumprimentar o Caio e percebi que meio que o atrapalhei, afinal, o genro dele estava logo atrás de mim ali na arquibancada! Tendo percebendo isso, decidi que tomaria mais cuidado nos gols seguintes do Botafogo na hora da comemoração...

Os cometários sobre a partida estão nesse mesmíssimo blog de forma mais explicada. Este texto era para estar inserido no outro, mas desta vez, decidi fazer diferente. O Internacional (após apagão do Botafogo) empatou o jogo e em menos de um minuto virou o placar da partida!

Vendo que o Botafogo "voltou" para o jogo, a torcida não deixou de apoiar em nenhum instante.

No intervalo do segundo tempo, avisei ao Lennon que estava indo ao seu encontro. O aguardei, mas o tempo foi passando, ele não apareceu e eu voltei para o meu lugar já com o jogo recém - iniciado. O Botafogo veio disposto a virar o jogo e a ganhar, com direito a golaço de Vitinho!

Se a arbitragem errou para o lado dos gaúchos, errou muito mais para o nosso lado! Normal, não acha? Qualquer queda dos jogadores do Inter, era falta; choveu cartão amarelo para o Botafogo e poucos para o Internacional. O acréscimo que o árbitro dera foi desproporcional em relação a tudo o que aconteceu na partida. Um escanteio mal marcado e uma falha da defesa, sacramentou o empate com gosto de derrota para o Botafogo que com raça, empatou e virou o jogo! O Inter não merecia vencer, muito menos empatar...

A liderança estava conosco novamente, mas a torcida não gostou muito pois novamente o Botafogo cedeu o empate nos acréscimos...

Na saída do estádio, ainda na rampa, começou a chover criticas em relação ao Oswaldo de Oliveira,Renan e Lucas Zen; Sobrou criticas também para Edilson...o Botafogo era líder,jogou bem, mas a torcida só queria saber de criticar. Ainda bem, pelo menos, que só criticaram no fim da partida!

Parte IV

Já na rua, sugeri ao Gilson que embarcássemos no 638 (Marechal Hermes - Saens Pena) mas ele preferiu voltar de trem mesmo como já havíamos combinado. Alguns torcedores revoltados com aquele empate desproporcional às pretensões do Botafogo de assumir a liderança e se distancia do segundo colocado (Cruzeiro) apontaram sua "metralhadora cheia de mágoas" (como diria Cazuza) para uma outra situação.

No dia 14, portanto um dia antes da partida entre Botafogo x Internacional no Maracanã, chegou uma frente fria na cidade e com ela ventos, ventos que passaram pela cobertura do Engenhão sem que nada (mais uma vez) nada acontecesse!

As obras por lá estão andando lentamente e como diria Lulu Santos "a passo de formiga e sem vontade"...Mais atrás estávamos Gilson e eu, e eu disse a Gilson que, só estou indo ao Maracanã devido a campanha do Botafogo e pelo fato de eu ser sócio torcedor. Logo, quero prestigiar meu time!

O consórcio que administra o Maracanã, em reportagem durante a semana, diz contar com a reabertura do Engenhão (que poderá acontecer em Abril de 2015, com capacidade reduzida) devido ao desgaste do gramado do estádio Mário Filho!

Em alto e bom som disse o seguinte: que se foda o gramado do Maracanã! Quero o Engenhão de volta e creiam - me muitos(apesar de gostarem de voltar ao Maracanã) também querem...

Já dentro do trem (aliás, nunca vi tantos torcedores botafoguenses por metro quadrado dentro de um mesmo vagão) alguns torcedores comentavam algo que eu já havia comentado ainda durante o jogo: o Botafogo não pode vencer agora;o Botafogo não pode abrir vantagem em relação aos outros postulantes ao título. Penso que, se os times adversários passaram a respeitar o Botafogo, tem gente com medo, incomodada com a ascensão do Botafogo!

O trem deu a partida. Me esparramei o máximo que pude no espaço que havia no banco. Um torcedor perguntou se tinha como a gente abrir um espaço para o filho dele sentar. Ele nos contou que o garoto estava cheio de sono, mas que estava feliz pois do lugar onde eles estava, Vitinho passou bem perto deles!

O pai e seu filho iriam desembarcar na estação de Pref. Bento Ribeiro; Gilson e eu na seguinte: Marechal Hermes. Aliás, com a demora da saída do trem da estação, Gilson disse que teria sido melhor se tivéssemos pego mesmo o ônibus...

Perguntei a criança ao meu lado qual era seu nome. O menino respondeu que se chamava Thiago e eu disse que meu nome também era Thiago! Adivinha só: o nome do pai do garoto também é Thiago. Fomos conversando e percebi que estava diante de um torcedor que espera a partida terminar para reclamar, mas que acima de tudo apoia o time e quer vê - lo nas cabeças novamente! Quer vê - lo Campeão Brasileiro...

Tive vontade de perguntar ao meu "xará" se ele tinha facebook, mas dada a "perseguição" de Gilson em relação a isso, resolvi ficar calado e me arrependi!

Será que um dia, volto a encontrar o casal do começo do texto e esses dois: pai e filho? Pergunta difícil de responder...

Final

No dia seguinte lá pela hora do almoço, participei de uma pequena discussão em um dos grupos relacionados ao Botafogo o qual frequento. Muitos criticaram a atuação de Renan. Eu o defendi. Por que só o goleiro é culpado sozinho, se até minutos antes daquele gol, o Botafogo (time todo) estava vencendo a partida? Renan é o que temos e muito provavelmente é o sucessor direto de Jefferson! Como teria sido se tivesse sido Jefferson ao falhar nos gols do Internacional? Temos de levantas as mãos para o céu e agradecer por Jefferson ter querido ficar e o Botafogo fazer um esforço para não querer vendê - lo e sabemos que nas atuais circunstâncias envolvendo crise financeira no clube, isso bem pode acontecer!

Já no finalzinho da tarde de sexta - feira, me bateu uma certa melancolia. Não mudei de ideia em minhas opiniões, mas havia caído a ficha: aquele empate na noite anterior, não foi legal para as pretensões do Botafogo...

Na noite de ontem, meu amigo Bruno Saldanha me perguntou se eu não havia "ficado puto" com o empate do Botafogo diante do Internacional. A resposta é essa que está no parágrafo acima.

Mais cedo no jornal "Meia Hora" li uma reportagem que dava conta que tem torcedor infiltrado na torcida do Botafogo com um boneco vodu possa estar impedindo nos acréscimos que o Botafogo vença o jogo. Aprendi que a inveja é foda, então é bem possível que algo do tipo esteja acontecendo, tem torcedor dizendo que na hora do jogo (dentro de poucos instantes) que deixará a bíblia aberta em cima da televisão!

Talvez eu faça uma oração (estou falando sério) um pai nosso e uma ave - maria para que os caminhos do mal sejam dispersos de General Severiano e que o Botafogo possa se encontrar, mas acima de tudo, independente de religião pedir a Nossa Senhora da Conceição (padroeira do Botafogo) que os anime em sua fé para que eles possam sair vencedores.

Segundo o pai de santo da reportagem em questão, o clima no Botafogo é de paz e harmonia, sem vaidades ou negatividade por parte de alguns jogadores. O que dá entender que eles estão comprometido em ganhar esse título no fim do ano!

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, VAMOS PARA CIMA DOS PUTOS! SEREMOS CAMPEÕES NESSA PORRA!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!!!






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