sexta-feira, 12 de abril de 2013

Perto de casa!

Dia desses, em um dos grupos relacionados ao Botafogo que eu frequento, comentei que cada publicação desta pode ser considerada como biográfica e também como uma crônica. Afirmei que, neste jogo (Botafogo x Friburguense) em Moça Bonita, eu estaria de folga e poderia ir a pé. O que não aconteceu. Já que estas publicações eu considero um pouco como "biográficas", irei pedir licença aos poucos que me leem para dizer como eu quase não consegui ir ao referido jogo. Espero que todos entendam e tenham paciência, afinal, não será sempre que esses textos aos quais me proponho a escrever serão desse jeito...
Na manhã do dia 10/04/13 aguardávamos em minha casa a visita de um médico da clinica da família. Com um quadro de diabetes, minha mãe estava (está) com uma ferida extensa em um dos pés que de forma alguma cicatriza.
Quando o médico chegou aqui (Dr.Lúcio), disse que se não quiséssemos que a situação se agravasse seria melhor que a internasse para que o tratamento ocorresse de forma mais adequada. O mesmo afirmara que, tratar com antibióticos em casa, já não era mais o ideal.
A colocamos no automóvel do doutor e partimos (junto com a agente de saúde - Erica) para o hospital estadual Albert Schwitzer.
Depois de uma conversa de médico para médico, minha mãe ficou e eu também!
Foi medida a sua pressão (normal) e também sua glicose (normal) para uma pessoa que está diabética.
Se fazia necessário agora que ela fizesse um exame de sangue e urina.
Feito os dois exames e com previsão de três horas para que saísse o resultado de ambos, vim em casa e almocei; voltei e ao chegar lá (ainda sem o resultado) ela não poderia entrar na dieta do hospital...
Voltei em casa de forma a levar uma "marmita" para ela. Poderia ocorrer, caso ela ficasse muito tempo sem se alimentar, de ter uma hipoglicemia (queda do açucar), os médicos da emergência (excepcionalmente onde ela está) não gostaram nem um pouco desta travessura. Mas entenderam que, a situação se agravaria caso minha mãe não se alimentasse...
Quando o resultado do exame saiu, não acusara nada de anormal. No entanto, chega - se a conclusão que, o fato da ferida do pé da minha mãe está extensa e custando a curar, deve - se (talvez) ao fato de ser um problema de ordem vascular, ou seja: problema de circulação...
Leva - se em consideração que em 2010 (um pouco antes e também depois) daquela sonora derrota para Vasco da Gama (nosso eterno freguês) por 6 a 0, minha mãe perdera dois dedos do pé, por causa desse problema...
Horas antes, um amigo que havia trabalhado comigo (ele no Guanabara) e eu no estacionamento do mesmo estabelecimento,mas por outra empresa, me telefonou, perguntando se eu iria ao jogo e, naquele momento eu havia sepultado qualquer possibilidade de ir a essa partida...
Avisei também ao meu fiel amigo Gilson, para que ele fosse sozinho e não me esperasse...
Confirmada a internação da minha mãe, voltei mais uma vez em casa,mas com as esperanças renovadas. Calcei o tênis, vesti a camisa do Botafogo, peguei meu cartão de sócio torcedor, fui ao hospital, deixei alguns utensílios higiênicos para minha mãe e dali (com o aval do meu pai) fui para o jogo.
Como filho, fui ao jogo preocupado,mas toda a equipe que estava por lá, a estava tratando com dignidade e  de forma humanitária também! Minha mãe chegara a elogiar o governador Sérgio Cabral por conta disso...ela deve ser uma das poucas pessoas que fazem isso!
No próximo capitulo, o jogo....

II

Já estava atrasado. Cheguei no ponto e eis que vejo vindo em minha direção a linha 392 (Bangu - Largo da Carioca), sinalizei pedindo que parasse...não posso afirmar, mas acho que por eu estar indo para o jogo, o motorista jogou o ônibus para a esquerda e foi embora...
Mas logo atrás vinha o 743 (Barata - Bangu) que parou.
Saltei no ponto em frente ao CVT (Centro Vocacional Tecnológico), havia uma turma que começou a me chamar de "sofredor", dizer que "não chegaríamos" lugar nenhum e eu disse que estávamos perto de sermos campeões estaduais e sem ter de ir para os dois jogos finais!
Entrei na rua Sidney e no meio do caminho ouvira o gol do Botafogo (Bolívar), viria a saber disso mais tarde...
Fui à bilheteria, apresentei meu cartão de sócio torcedor e troquei pelo ingresso. Entrei no estádio.
O primeiro tempo fora bastante movimentado. O Botafogo dominara o jogo do principio ao fim. Foi ainda no primeiro tempo que, Fellype Gabriel ampliara o placar para 2 a 0!
Edilson, lateral - direito jogava no lugar de Lucas. Fora sua estreia oficial pelo time alvinegro.
Jefferson, não tivera que fazer muito esforço.
Izak, estava lá mas não consegui encontra - lo, viria a saber depois que, ele estava na arquibancada que fica de costas para a praça Guilherme da Silveira...
Não vi direito o gol de Fellype Gabriel, estava falando ao telefone com Gilson. Procurava por ele para que no intervalo pudesse me juntar a ele!
Na comemoração, vi uma turma de amigos de um outro grupo o qual eu faço parte nas redes sociais...

III

No intervalo, cumprimentei a um desses amigos do grupo e segui em frente. Já sabia onde Gilson estava. Durante o intervalo, tirei algumas fotos do estádio e da torcida presente.
No segundo tempo, o Botafogo viera mais lento, parecendo satisfeito com o placar, mas o Friburguense viera disposto a nos dar trabalho. Jefferson trabalhara mais. Até que, numa falha de nossa defesa, o Frizão fizera seu gol de honra. Só que neste momento, o Botafogo já havia feito o terceiro e somando os dois tempos, poderia ter feito até mais!
Fora este terceiro gol que nos dera tranquilidade, naquela situação, se o placar fosse 2 a 0, poderia ter animado ao time adversário...
O terceiro gol fora de Vitinho que, se acostumou a não deixar de fazer gols e foi mais um golaço o desta partida!
As fotos, pelo menos por ora não poderia postar na internet. No dia anterior fui parar na clinica da família com suspeita de dengue, mas era só o principio de um forte resfriado que poderia me "pegar"...ganhei o dia,mas não seria de bom tom, alguns de meus amigos no facebook me ver no jogo,quando no dia anterior eu havia faltado por motivo de doença. De qualquer forma, graças a Deus não era dengue!
Gilson e eu voltamos andando de volta para casa.

IV

De um cruzamento saído da lateral direita, a bola "voa' até o meio da grande área (bem perto da marca do penalti) e encontra Bolivar que não perdoa e põe para dentro. Botafogo 1 x 0 Friburguense;
Pelo mesmo lado direito, de presente, o jogador do Friburguense entrega a bola para Fellype Gabriel que sem que ninguém dê combate segue em frente, dribla o goleiro adversário e põe para dentro: Botafogo 2 x 0 Friburguense;
E por fim o chutaço de Vitinho na entrada da grande área para sacramentar a vitória do Botafogo...

V

O estádio de Moça Bonita não tem muito conforto e caso se confirme a chegada de uma frente fria com chuva, não poderei ir. Não teria onde ficar...abrir guarda - chuva? Imagina quantos não teriam a mesma ideia? Como iremos (iríamos) assistir ao jogo? O negócio é esperar e se for o caso, assistir pela televisão mesmo...
De qualquer forma pretendo ficar um tempo com a "molecada" (os amigos do grupo do face) no primeiro tempo e no segundo com Gilson.
Quanto a minha mãe, os progressos começam a aparecer. A atadura que protege a ferida de seu pé está mais seca; esperamos que continue assim para que ela possa voltar logo para casa e no domingo, mais uma vez, será do hospital que irei para o jogo!

SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!

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